domingo, 29 de julho de 2012

O Ponto de Mutação

Este video filme faz um resumo do Livro O Ponto de Mutação de Frijof Capra que fala da grande mudança que vem ocorrendo na visão da fisica Quantica e da ciencia em geral, rompendo aos poucos com o paradigma cartesiano na visao de mundo e admitindo o Universo como um Todo Indivisível.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Nivel de Consciencia Transpessoal ( Fritjof Capra )

"... Um dos sistemas mais abrangentes para integrar diferentes escolas psicológicas é a psicologia de espectro, proposta por Ken Wilber. Ela unifica numerosas abordagens, ocidentais e orientais, num espectro de modelos e teorias psicológicas que reflete o espectro da consciência humana. Cada um dos níveis, ou faixas, desse espectro caracteriza-se por um diferente senso de identidade, indo da suprema identidade da consciência cósmica até a identidade drasticamente limitada do ego. Tal como em qualquer espectro, as várias faixas exibem infinitas tonalidades e gradações, fundindo-se
gradualmente umas nas outras. Não obstante, podem ser percebidos vários níveis importantes de consciência. Wilber distingue, basicamente, quatro níveis, que são associados a correspondentes níveis de psicoterapia: o nível do ego, o nível biossocial, o nível existencial e o nível transpessoal.

No nível do ego, a pessoa não se identifica com o organismo total, mas apenas com alguma representação mental do organismo, conhecida como auto-imagem ou ego. Pensa-se que esse self desencarnado existe dentro do corpo; assim, as pessoas dizem "Eu tenho um corpo", em vez de "Eu sou  um corpo". Em certas circunstâncias, tal experiência fragmentada do próprio self pode ser ainda mais distorcida pela alienação de certas facetas do ego, que podem ser reprimidas ou projetadas em outras pessoas ou no meio ambiente. A dinâmica desses fenômenos é minuciosamente descrita na psicologia freudiana.

Wilber chama o segundo nível da consciência em importância de "biossocial" porque representa aspectos do meio ambiente social de uma pessoa — relações de família, tradições culturais e crenças —, que estão mapeados no organismo biológico e afetam profundamente as percepções e o comportamento da pessoa. A influência preponderante de padrões sociais e culturais sobre o senso de identidade do indivíduo tem sido extensamente estudada por psicólogos voltados para o social, antropólogos e outros cientistas sociais.

O nível existencial é o nível do organismo total, caracterizado por um senso de identidade que envolve uma consciência do sistema corpo/mente como um todo integrado, auto-organizador. O estudo dessa espécie de autoconsciência e a exploração de todo o seu potencial é o objetivo da psicologia humanista e de várias psicologias existenciais. No nível existencial, o dualismo entre corpo e mente foi superado, mas dois outros dualismos subsistem: o dualismo sujeito versus objeto, ou self versus "o outro", e o de vida versus morte. As questões e os problemas decorrentes desses dualismos são uma importante preocupação das psicologias existenciais, mas não podem ser resolvidos no nível existencial. Sua resolução requer um estado mental em que os problemas existenciais individuais sejam percebidos em seu contexto cósmico. Tal percepção surge no nível
transpessoal da consciência.

As experiências transpessoais envolvem uma expansão da consciência para além das fronteiras convencionais do organismo e, correspondentemente, um senso mais amplo de identidade. Elas podem também envolver percepções do meio ambiente que transcendem as limitações usuais da percepção sensorial. O nível transpessoal é o nível do inconsciente coletivo e dos fenômenos que lhe estão associados, tal como são descritos na psicologia junguiana. É uma forma de consciência em que o indivíduo se sente vinculado ao cosmo como um todo e pode, assim, ser identificado com o conceito tradicional de espírito humano. Essa forma de consciência transcende freqüentemente o
raciocínio lógico e a análise intelectual, aproximando-se da experiência mística direta da realidade. A linguagem da mitologia, a qual  é muito menos restringida pela lógica e o senso comum, é freqüentemente mais apropriada para descrever fenômenos transpessoais do que a linguagem fatual. Como escreveu o pensador indiano Ananda Coomaraswamy, "o mito consubstancia a maior aproximação da verdade absoluta que pode ser formulada em palavras"

Na extremidade do espectro da consciência, as faixas transpessoais fundem-se  no nível do Espírito (Mind), de acordo com a denominação de Wilber. É o nível da consciência cósmica, em que a pessoa se identifica com o universo inteiro. Podemos perceber a realidade última em todos os níveis transpessoais, mas só nos tornamos essa realidade no nível do Espírito.

A percepção consciente, nesse nível, corresponde ao verdadeiro estado místico, no qual todas as fronteiras e dualismos foram transcendidos e toda a individualidade se dissolve na unicidade universal, indiferenciada. O nível do Espírito tem sido a preocupação preponderante das tradições místicas e espirituais do Oriente e do Ocidente. Embora muitas dessas tradições estejam cônscias dos outros
níveis e os tenham, com freqüência, descrito e mapeado em grandes detalhes, elas sempre enfatizaram que as identidades associadas a todos os níveis de consciência são ilusórias, exceto quando se trata do nível final do Espírito, onde a pessoa encontra sua identidade suprema.

Trecho extraido do Livro "O Ponto de Mutação de  Fritjof Capra pags. 348 e 349.

domingo, 8 de julho de 2012

A Mudança de Vibração Pessoal atraves das experiencias

Se temos um ritmo pessoal e se os ciclos mexem com nossos ritmos pessoais, então podemos imaginar que a vibração dos números de experiências de cada um dos ciclos tem o objetivo de alterar as nossas vibrações pessoais, elevando-as gradativamente ciclo por ciclo.

Sabemos que quando um copo de cristal é exposto a uma vibração elevada tende a se quebrar, porque suas moléculas vibram mais intensamente e o corpo rígido não tem como remodelar-se.


Mas se o copo fosse flexível e pudesse remodelar-se e realinhar-se com a nova vibração talvez  mudasse de forma.

Acredito que quando chegamos a este mundo, trazemos em nossa alma um padrão vibratório, fruto de nossas experiências acumuladas, de nossas crenças, medos, certezas e incertezas e que através deste padrão formamos nossos diversos corpos sutis.

Acredito que o objetivo das experiências e desafios seja modificar e elevar nosso padrão vibratório  para  um nível cada vez mais universal.

Através das  experiências podemos chegar a reflexão e mudança de padrão, que seria então transferida para os nosso inconsciente formando novas matrizes que definirão nossa forma e padrões de comportamento.

Não significa que a simples vivencia das experiências assegure esta transformação, pois isso vai depender de como as vivenciamos, porque  ao vivencia-las temos  a oportunidade de ver a vida sobre outro angulo e compreender as coisas de forma diferente libertando nossa alma de de medos, crenças e antigas prisões.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O RITMO DA VDA

“ ...Um outro aspecto intrigante da metáfora holográfica é uma possível relação com
duas idéias da física moderna. Uma delas é a idéia de Geoffrey Shew de que as
partículas subatômicas são dinamicamente compostas umas das outras, de tal modo que
cada uma delas envolve todas as demais; a outra idéia é a noção de David Bohm de
ordem implicada, de acordo com a qual toda a realidade está envolvida em cada uma de
suas partes.

O que todas essas idéias têm em comum é a noção de que a holonomia
— o ser total contido, de algum modo, em cada uma de suas partes — pode ser uma
propriedade universal da natureza. Essa idéia também foi expressa em muitas tradições
místicas e parece desempenhar um importante papel nas visões místicas da realidade.

A metáfora do holograma inspirou recentemente numerosos pesquisadores e foi aplicada
a vários fenômenos físicos e psicológicos. Lamentavelmente, isso nem sempre é feito
com a necessária cautela, e as diferenças entre uma metáfora, um modelo e o mundo real
são esquecidas, por vezes, na onda de entusiasmo geral. O universo não é,
definitivamente, um holograma, pois exibe uma multidão de vibrações de diferentes
freqüências; assim, o holograma pode freqüentemente ser útil como analogia para
descrever fenômenos associados a esses modelos vibratórios.

Tal como no processo de percepção, o ritmo desempenha um importante papel
nas várias maneiras como os organismos vivos interagem e se comunicam entre si. A
comunicação humana, por exemplo, tem lugar, em grau significativo, através da
sincronização e da interligação de ritmos individuais. Recentes análises de filmes
mostraram que toda conversação envolve uma dança sutil, e em sua maior parte invisível,
em que a seqüência detalhada de tipos de fala é precisamente sincronizada tanto com
movimentos ínfimos do corpo do locutor como com os movimentos correspondentes do
ouvinte.

Ambos os parceiros estão enlaçados numa seqüência intricada e precisamente
sincronizada de movimentos rítmicos que dura enquanto eles permanecerem atentos e
envolvidos em sua conversa. Um entrelaçamento semelhante de ritmos parece ser
responsável pela forte vinculação entre os bebês e suas mães e, muito provavelmente,
entre as pessoas apaixonadas. Por outro lado a oposição, a antipatia e a desarmonia
surgem quando os ritmos de dois indivíduos não estão em sincronia.

Em raros momentos de nossas vidas, podemos sentir que estamos sincronizados
com o universo inteiro. Esses momentos podem ocorrer sob muitas circunstâncias —
acertar um golpe perfeito no tênis ou encontrar a descida perfeita numa pista de esqui, em
meio a uma experiência sexual plenamente satisfatória, na contemplação de uma obra de
arte ou na meditação profunda.

Esses momentos de ritmo perfeito, quando tudo parece
estar exatamente certo e as coisas são feitas com grande facilidade, são elevadas
experiências espirituais em que todo tipo de separação ou fragmentação é transcendido.
Neste exame da natureza dos organismos vivos, vimos que a concepção
sistêmica de vida é espiritual em sua essência mais profunda e, portanto, compatível com
muitas idéias sustentadas nas tradições místicas. Os paralelos entre ciência e misticismo
não se restringem à física moderna, mas podem ser estendidos agora com igual
justificação à nova biologia sistêmica.

Dois temas básicos se destacam repetidamente ao
estudarmos a matéria viva e não-viva, sendo também amiúde enfatizados nos
ensinamentos dos místicos: a interligação e a interdependência universais de todos os
fenômenos e a natureza intrinsecamente dinâmica da realidade. Nas tradições místicas
encontramos também um certo número de idéias, menos relevantes ou pouco
significativas para a física moderna, mas cruciais para a visão sistêmica dos organismos
vivos....”



Trecho extraído do Livro : O ponto de Mutação de Fritijof Capra. pags. 281 e 282

Doutor em física pela Universidade de Viena.


O fruto da vida

Acreditamos que Deus é todo poder, todo amor, toda verdade, toda justiça e toda harmonia, não é mesmo. Queremos manifestar sua grandio...