sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A verdade da muito trabalho

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O preguiçoso jamais a encontrará porque não tem disposição nem interesse para trabalhar arduamente revirando os detalhes e fazendo pesquisas para encontra-la, nem conferir os fatos para verificar sua origem e veracidade, isso dá muito trabalho só de pensar.... É mais fácil acreditar em tudo que lhe dizem... Por isso se contentará com suas ilusões e falsas informações e viverá em um mundo fantasioso e fora da realidade.


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O temperamental jamais a terá. Aquele que não tem paciência e tolerância com os demais não a conhecerá porque os relacionamentos humanos apesar de complicados e difíceis são excelentes  formas de fazer as verdades escondidas no coração vir a tona. Os conflitos e disputas o aborrecem e ele não tem disposição para ouvir quem discorda dele e simplesmente bate a porta e deixa todo mundo falando sozinho e fica com sua própria verdade que nunca poderá ser questionada por ninguém.  E por isso mesmo sua compreensão  da vida será sempre imperfeita, levando-o muitas vezes  a  viver uma vida solitária.


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O manipulador sempre estará distante dela. Quem manipula os sentimentos alheios e  trai a confiança daqueles a quem ama e cria situações ardilosas para conquistar tudo que deseja mesmo que seja a custa do sofrimento alheio, este então está bem distante da verdade, embora viva estudando e pesquisando e pode até possuir muito conhecimento mas pouca sabedoria e vive uma vida de mentiras.  Acha que sabe de tudo,  e ainda se envaidece pelo seu saber e astúcia.  Pobre coitado...

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O autoritário jamais a terá embora  se julgue dono dela. Quem gosta de impor suas verdades aos outros, de forma arrogante e impulsiva e se considera superior aos demais não conhece a verdade porque o outro é que teria a parte que lhe falta da verdade, mas ele não quer ouvir pois se julga muito superior.  Como podemos encontrar aquilo que acreditamos que já temos ?

Mas a verdade não é algo que se alcança e sim algo que se persegue a vida toda. Aquele que julga que a encontrou começa a se distanciar dela...


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Agora que voce acordou

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Que bom que você está acordando  para uma nova realidade!  Agora você começa a perceber que as atitudes egoístas, comuns para a maioria das  pessoas, na verdade  são prejudicais ao meio ambiente, a saúde   física e mental  e são  os causadores do sofrimento e confusão em que vive a humanidade.

Você pode romper com a sociedade e viver em um mundo perfeito, criando um muro para se proteger dos que continuam fazendo as coisas do mesmo jeito. Mas isso não resolve o problema de bilhões de seres que vivem na ignorância, e  de alguma forma seus hábitos nocivos vão afetar a você também.
Cuidado com os rompimentos porque eles trazem dor e sofrimento, muito mais do que melhorias. Para  envergar o bambu é preciso cuidado para não romper... A natureza não dá saltos... Mudar hábitos antigos requer tempo.

Muitos já fizerem e continuam a fazer isso e não deu certo. Olhe a história da humanidade, onde as guerras santas mataram mais que a ambição desenfreada.

Você também pode sair pregando por aí tentando convencer as pessoas que existe uma outra realidade, compartilhando tudo que recebe nas mídias sociais, criticando as atitudes erradas, sendo um defensor da moral e dos novos valores, e principalmente  empunhando uma bandeira.

Mas muitos também já fazem isso e parece que não dá muito resultado, pois as pessoas absorvem muito pouco daquilo que não experimentaram e passam  as coisas adiante sem conhecimenro real.
Um camelo também faz isso, passa 40 anos transportando mostarda no deserto e não entende nada de mostarda.

Alem disso, as pessoas que não aceitam estas novas ideias se fecham ainda mais para se se proteger.  E tudo que conseguimos desta forma é isolar ainda mais os ignorantes, favorecendo a criação de grupos  que se julgam melhores que os outros e com isso ampliar as disputas que ficam cada vez mais acirradas, com mais gente de cada lado do muro.

Talvez a melhor forma de ajudar as pessoas seja agir discretamente, com compaixão, sabedoria, determinação e paciência, sempre disposto a mostrar as pessoas sua visão através do seu exemplo e de forma simples e acessível a todos.

Para isso primeiro será necessário aprender a "construir pontes" que ligam os dois mundos, caminhar com elas, ensinar como se faz respeitando seu ritmo de aprendizado,  sabendo tolerar suas esquisitices enquanto elas aprendem, evitando julgar e criticar.

Nem mesmo derrubar os muros é bom, porque esta é a melhor receita para instalar o caos, como vem sendo feito por aqueles que acreditam que tem a solução para o problema da humanidade sem respeitar as leis de merecimento.  Colocar as pessoas em um patamar onde elas não estão preparadas para se manter é pior do que deixá-las no chão, porque o tombo e o sofrimento delas será maior.

O mestre  caminhou com as pessoas, bebeu vinho com elas, participou de festas e até dançou com elas, sentava na mesa, comia a comida que  elas serviam e falava a língua dos homens.
Por isso ele foi aceito e pode conduzir e ensinar multidões. Era isso que ele queria ensinar aos sacerdotes Judeus, a linguagem do amor em ação. Não somos como ele, mas podemos aprender o que ele ensinou.

Mas ser um arquiteto e ao mesmo tempo operário na construção de uma  nova realidade requer que primeiro você seja o arquiteto de si mesmo, que domine suas emoções e seus pensamentos, que seja capaz de ter paciência e tolerância, que confie nas leis universais e acima de tudo tenha muito amor e compaixão.

Mas fique certo que se você decidir por este caminho nunca estará sozinho, pois se unirá aos sábios mestres que ha milênios trabalham pacientemente para despertar a humanidade.

Neste dia 11 de novembro sera um dia 33 porque 2018 também da 11. Então temos : 11+11+11 = 33
Penso que isso significa uma oportunidade para nos libertar das falsas crenças e penetrar na essência mais profunda das coisas. O 33 representa o sacrifício.

Mas isso tem que ser compreendido como o sacrifício de nossas vontades humanas e egoístas para aceitar a vontade sabia de Deus e do espírito.

O numero 11 simboliza  o despertar da consciência. Veja que se chega a este 33 através do 11 no dia no mês e no ano que são os três níveis de consciência.

Consciência plena das realidade física,
consciência de suas próprias emoções,
consciência de seus próprios  pensamentos.
E como resultado, uma consciência integrada com a vida e com as pessoas.

O crítico e o construtor

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Existem dois personagens muito interessantes que de alguma forma interferem  ou influenciam a vida das pessoas. Um deles é o critico e o outro o construtor ou arquiteto. Mas existe uma diferença fundamental entre eles, pois enquanto o crítico é capaz de apontar com detalhes as falhas alheias, o construtor é aquele que não apenas enxerga o problema, mas também está disposto a ajudar a construir uma nova realidade.

O crítico é o dedo que aponta para todos como um julgador implacável, gerando incomodo, desconforto e aborrecimento, que na maioria das vezes provoca reações desagradáveis nas pessoas. Ele não está interessado em colaborar com a solução, muito pelo contrário faz parte do problema porque com suas criticas aumenta a tensão. Ele não acredita que as pessoas possam modificar suas atitudes e simplesmente se torna um opositor ferrenho e chato.

O construtor observa as falhas alheias, mas entende que as pessoas vão precisar de tempo e muito esforço para mudar e ele está disposto a ajuda-las assim que elas estiverem prontas para isso. O construtor sabe que é preciso um longo caminho para transformar alguma coisa colocando pedra sobre pedra, degrau por degrau até que a obra ganhe nova forma.  Não adianta dar marretadas e derrubar o que existe sem que tenha um plano ou um projeto de construção. Então este mestre experiente na vida estará sempre disposto a ajudar aqueles que de fato estão dispostos a fazer esta transformação e lhe pedem ajuda.

O crítico é o dono da verdade e tem solução para tudo e para todos, acreditando que sabe a forma certa de fazer, e se as pessoas não fazem segundo sua crença e seus valores elas simplesmente as descarta e se poe a criticar.  Ele não respeita o direito que todos herdaram do Grande Arquiteto de construírem suas próprias vidas seguindo seus próprios caminhos, mesmo que a custa de erros e fracassos até que por si mesmas possam compreender a verdade e a justiça.


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O construtor pelo contrario, é um facilitador para aqueles que com ele convivem. Ele está sempre mostrando o caminho através do seu exemplo e da sua simplicidade, tratando com carinho e cuidado aqueles que insistem em permanecer no erro, mas jamais lhes apontando as falhas de forma contundente.  É como se ele dissesse para as pessoas em silencio. - Na hora que você precisar eu estarei aqui para lhe mostrar como eu fiz, e que deu certo para mim.

Mas na verdade o problema dos críticos é que eles tem grande medo da crítica, pois eles mesmos ainda não experimentaram o remédio que recomendam e não sabem como resolver seus próprios problemas. No fundo eles são os maiores críticos de si mesmos e como não reconhecem suas próprias fraquezas, vestem este personagem para consertar o mundo sem saber que o que precisam mesmo é consertar a si mesmos.

Um dia o critico também encontrará o arquiteto e se renderá a sua suave maneira de ensinar o caminho. Mas para isso ele precisa primeiro encontrar sua própria sombra... E isto é muito doloroso para para qualquer um, descobrir que aquilo que ele vê com tanta facilidade nos outros existe e
persiste dentre dele mesmo..

Mas todo arquiteto é paciente, doce e tolerante pois ele um dia também foi um crítico.
Então, qual destes você prefere ser ?

Saiba que ser um arquiteto ou construtor, embora seja compensador, dá muito trabalho, pois é um caminho muito estreito e sofrido, mas que leva você a se tornar a transformação que você quer ver no mundo.

Que tal começar agora ?


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Se gostou do texto fique a vontade para deixar seu comentário.

Meu amigo mestre


Queremos que as pessoas melhorem, sejam mais humanas e gentis , compreensivas e delicadas. Mas não ensinamos para elas como se faz.

Aqueles que não tem estes recursos internos  não sabem como fazer isso...

Ninguém aprende pelo discurso ou pela crítica.
A gente aprende quando um professor paciente e amoroso pega a nossa mão com o lápis e vai escrevendo junto com a gente.. que nos mostra paciente e gentilmente como se faz sem nos julgar.
E depois nos acompanha e nos incentiva a cada melhora...
Nunca deixamos de ser criança e precisamos sempre de bons mestres para nos ensinar algo que não sabemos...

Depois saímos por aí ensinando aquilo que aprendemos...
Muitas pessoas,

Muitas pessoas que eram agressivas e ignorante,  encontraram bons mestres que tiveram a paciência de ensinar e mostrar pelo seu exemplo como ser uma pessoa mais humana...

Levou tempo para aprender, mas agora estas pessoas são admiradas pela sua sensibilidade ...
Graças aos seus mestres...
E você ? Quando vai deixar de ser crítico(a) e se tornar um(a) mestre(a) para as pessoas....
Pitágoras nos fala sobre essa relação de aprendizado em um dos seus versos.
Elege amigo teu o que em virtude prima,
Vive come ele e dele te aproxima,
Mas se em te aconselhando, o teu amigo for um dia menos brando,
Perdão! Óh lei severa!
A justiça fatal as vezes prepondera"

Versos Áureos de Pitágoras
Veja também: O crítico e o construtor

quarta-feira, 2 de maio de 2018

O Adepto




Uma palavra simples mas que tem um grande significado.

Ninguém pode nos levar a aderir a alguma ideia ou valor. Nenhum livro, nenhum símbolo, nenhum discurso ...

Isso somente  surge da necessidade.

A necessidade nos leva ao esforço da caminhada que produz a experiência que enfim despertará a compreensão .

Durante a caminhada o aprendiz reconhece as pegadas dos mestres que por ali passaram. Suas palavras ganham agora novo sentido, como marcos do caminho que eles percorreram.

Enfim, o agora adepto, adquire a verdadeira compreensão e torna-se seu proprio mestre naquele assunto.

Ele agora sabe que todo esforço que fizer para para convencer a plateia será inútil, porque aprendeu que somente os que se esforçarem e colocarem os  pés na longa estrada terão um dia a chance de alcançar o sentido daquilo que ele já compreendeu.

Mas ele poderá apontar o caminho e guiar aqueles que como ele estiverem dispostos ao trabalho.

Texto enviado por um amigo do interior.

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domingo, 29 de abril de 2018

A mente da preguiça




A mente da preguiça lhe falará com intimidade, aconselhando-o como se fosse um verdadeiro amigo. Sussurrando em seu ouvido, atraindo-o, ela lhe promete prazer e satisfação sem nenhum esforço de sua parte. Mas, esta mente da preguiça jamais lhe diz que, para alcançar o que ela tem a lhe oferecer, você precisa desistir de tudo o que tem valor real e duradouro. Tudo isto é retratado na seguinte história:

Lelo Sempra e Tsondru Nyidpa eram dois irmãos que, não há muitos anos, viviam no Tibete. Chegada a hora de saírem pelo mundo em busca de sua fortuna, puseram-se a caminhar juntos. Lelo, o mais velho, era ótimo conversador e, frequentemente conseguia o que queria graças a essa habilidade.  Tsondru, embora não tão esperto quanto o irmão, era forte e de bom coração, disposto a trabalhar com afinco para atingir seus objetivos.

Enquanto viajavam, os irmãos muitas vezes caminharam vários quilômetros em silêncio. Durante essas jornadas, Tsondru planejou uma estratégia para realizar seu objetivo: Iria procurar trabalho numa cidade grande e economizar o suficiente para comprar sua própria loja. Por sua vez, Lelo passou horas em silencio sonhando com a vida agradável que almejava: uma vida cheia de riquezas, com muito conforto e amigos dedicados. Quando não estava sonhando com o futuro, Lelo caminhava quilômetros saboreando a lembrança de ocasiões felizes do passado. Ao compartilharem entre si seus pensamentos, Tsondru falava a Lelo de suas ambições, e Lelo dava a Tsondru conselhos sobre como realizar seus objetivos.

Era enorme o entusiasmo de Tsondru, sempre disposto a fazer o que precisava ser feito. Ao acamparem, a cada noite, era Tsondru que apanhava a lenha para o fogo e preparava o jantar, enquanto Lelo ajudava com observações como: “Se você juntar mais gravetos, o fogo aumentará e nosso arroz ficará pronto mais depressa”.  As recomendações de Lelo eram tão úteis que Tsondru nem percebia serem estas as únicas contribuições feitas pelo irmão.

Lelo, por sua vez, não deixava de levar em conta o espírito empreendedor e sempre bem-disposto de Tsondru e, aos poucos, percebeu que uma aliança lhe garantiria facilmente a realização de seus sonhos de uma vida abastada e folgada. Um dia, sugeriu a Tsondru:

- Quando chegarmos a cidade, irmão, vamos ficar sócios num negócio; juntos certamente seremos muito bem-sucedidos.

Tsondru refletiu sobre a proposta enquanto caminhavam e finalmente respondeu:
- Você é perspicaz e dotado de muito bom-senso. Creio que será uma decisão acertada trabalhar com você.

E assim firmaram o trato.

Chegaram por fim os irmãos a Shigatse, uma grande cidade tibetana, cheia de burburinho de tente tentando ganhar a vida. Decidiram ficar lá, e Tsondru imediatamente começou a pensar em trabalhar.

Lelo, porém, achou que precisava de tempo para conhecer melhor a cidade e investigar todas as possibilidades, antes de pôr mãos à obra.  Desse modo, Tsondru saiu sozinho e logo arranjou trabalho. Sua renda era suficiente para o sustento de ambos, mas não sobrava nada para economizar. Crendo que Lelo logo arranjaria trabalho, Tsondru sustentava o irmão com satisfação.

Dentro de pouco tempo, as maneiras afáveis e espirituosas de Lelo trouxeram-lhe muitos amigos e a pequena casa que compartilhava com Tsondru não raro se enchia de gente. A cerveja jorrava em abundancia e as conversas eram animadas.

Tsondru trabalhava bem e em consequência o patrão o aumentou, mas as despesas com as festas do seu irmão consumiam toda a renda.

Vez por outra, um dos amigos dos irmãos chamava Tsondru a parte e lhe mostrava delicadamente que Lelo pouco contribuía em suas vidas.

- Será que ele vai encontrar trabalho? Perguntava o amigo. Quais são os planos dele?
Essas perguntas deixavam Tsondru confuso e ansioso, mas defendia o irmão dizendo:

- Lelo precisa de tempo para encontrar uma posição que seja boa de verdade. Além disso estamos sempre rodeados de boa companhia.

E quando Tsondru questionava Lelo sobre o assunto ele sempre conseguia acalmar Tsondru com suas belas e sabias palavras.

Pouco tempo depois o patrão de Tsondru entrou em dificuldades financeiras e teve que obrigado a encerrar seus negócios e despediu Tsondru.

Pensativo, Tsondru sentou em uma casa de chá para refletir. Enquanto estava perdido em seus pensamentos, um jovem aproximou-se e perguntou se podia compartilhar sua mesa. Tsondru ofereceu o lugar ao rapaz e perguntou seu nome.

- Chamo-me Gewa Chskyi e acabo de chegar a Shigatse.  Tenho planos de encontrar um trabalho e economizar dinheiro suficiente para abrir um pequeno negócio.

Os olhos do jovem brilhavam, sua personalidade era dinâmica e cheia de entusiasmo. Era fácil perceber que ele certamente conseguiria atingir seus objetivos. Seu entusiasmo certamente contrastava com o vazio e a melancolia que enchiam o coração de Tsondru.

Então Tsondru se deu conta que havia perdido uma preciosa oportunidade. Exatamente como o Jovem Gwa, tivera grande ambição e ansiara por ter seu próprio negócio, pelo êxito no trabalho e pela satisfação e contentamento que seus esforços lhe trariam.

Por alguma razão, porém, as coisas não saíram como ele planejara. Ali estava ele, sem emprego, não era mais jovem e tinha realizado pouco em sua existência.

Quanto mais refletia, mais compreendia que a influência de Lelo se achava na raiz do seu vazio. Lelo prometera contribuir muito, mas na verdade, apenas tomara tudo de Tsondru. Pouco a pouco fora consumindo o tempo e a energia de Tsondru, minando os seus planos de vida.

Voltando para Gewa, Tsondru lhe disse:

- Quero lhe dar um conselho: Não sei onde você pode encontrar trabalho, mas encontre-o depressa e trabalhe com afinco. Não deixe que a palavra dos outros o afaste do seu objetivo. Se insistirem para você aumentar seu tempo de folga, ou disserem que você trabalha demais, não de ouvidos – não são bons amigos. Em vez disso, ouça seu coração e seu objetivo, siga o que ele diz. Depois, quando chegar a minha idade, você estará mais do que contente – sua vida será plena e rica, e seu coração orgulhoso e confiante. Mesmo que você perca a riqueza que conquistar, ainda assim irá prosperar porque possuirá o tesouro da satisfação profunda e da apreciação da vida.

Despedindo-se do rapaz, Tsondru tomou a decisão de conversar seriamente com seu irmão Lelo.  Diante de Lelo Tsondru contou que perdera o seu emprego e se dera conta que já não eram mais jovens e cheios de vigor e que a vida que levavam não lhes daria realmente nada. Contou que decidira deixar Lelo e seguir sozinho sua vida, pois ainda lhe restavam forças para trabalhar e recomeçar seus planos.

Lelo então tomou-se de raiva e acusou Tsondru de traí-lo e abandona-lo para buscar seus objetivos de forma egoísta.  Acusou o patrão de Tsondru e pôs a culpa em tudo e em todos, mas não levou em conta que foi sua própria preguiça a origem de todos os problemas.

Tsondru partiu e se estabeleceu em outra cidade. Em poucos anos havia poupado o suficiente para abrir seu próprio negócio com o qual tanto sonhara e em breve tempo tornou-se prospero e bem considerado. Enquanto isso, Lelo passou o resto de sua vida perambulando de cidade em cidade, contando histórias nas tabernas, em troca de alimento e companhia.

Na língua Tibetana, a palavra Lelo significa Preguiça, e Tsondru significa Vigor. Ambas as qualidades são inatas em todos nós, cabendo-nos escolher qual delas iremos cultivar em nossa vida cotidiana.

A mente da preguiça finge ser nossa amiga, oferecendo-nos conforto e prazer; na verdade, porém, vá aos poucos consumindo os sonhos que nos são mais caros, oprimindo-nos tanto que mal conseguimos nos mover.

Ela é o maior obstáculo no nosso progresso espiritual. Quando nos aprontamos para o trabalho, a mente da preguiça diz-nos para esperar, descansar um pouco, ou fazer uma outra coisa, pois haverá tempo mais tarde para tal atividades. Essa mente parece sempre sensata e, como Tsondru, podemos ser hipnotizados pela sua “logica da preguiça”.

Mas podemos dar as costas a preguiça e ouvir a sabedoria de nossa natureza interior. Desenvolvendo a força e o vigor, perseguindo pacientemente nossos objetivos. Podemos resistir as tentações de Lelo.

Podemos nos propiciar a confiança que advém do uso produtivo de nossas energias. Quando nos desvencilhamos da mente da preguiça, não há limites para o que podemos realizar.



Extraído do Livro : A Mente Oculta da Liberdade - Tarthang Tulku


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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Passagem de Bastao



O final de ano esta chegando e nesta época é sempre bom fazer um balanço de nossas vidas e fazer planos para o próximo ano, não é mesmo?

Então, proponho um exercício um pouco diferente.

Imagine que vida é como uma corrida de revezamento, um curto Período de tempo (não importa quanto), seguido por uma breve reflexão, um descanso e uma retomada da caminhada. Você recebe o bastão com uma marca alcançada pelo corredor anterior e tem que fazer o possível para melhorar esta marca e entregar o bastão ao próximo corredor que lhe sucederá.

O Bastão simboliza aqui todo conteúdo da vida, as experiencias, os aprendizados, as conquistas, os débitos e créditos, os talentos  e tantas outras coisas que vivenciamos.

Este raciocino serve tanto para aqueles que acreditam que a vida é uma sequencia de existências pela eternidade, como também pode ser usado por aqueles que não estão muito preocupados com isso, mas entendem que cada dia é uma nova vida, a cada dia nos transformamos em uma nova pessoa que recebe da pessoa que viveu ontem as experiencias, aprendizados e conquistas e tem hoje a oportunidade de fazer algo melhor com esta bagagem recebida.

Se pensarmos que tudo o que fizemos está armazenado na nossa memoria e que o que somos hoje depende unicamente de nossas decisões e como usaremos estas experiencias, podemos dizer que a vida acontece em poucos segundos, que é o tempo que estamos realizando algo. Depois estas experiencias serão armazenadas na memoria e serão parte do nosso passado.

Imaginem que está chegando a hora de sua Personalidade concluir esta Jornada e que deverá se encerrar em 31/12.

Outra Personalidade deverá seguir em frente, após um breve descanso. Você entregará a esta nova Personalidade tudo que conseguiu aprender nesta vida, como se fosse um bastão carregado de suas próprias experiências e também daqueles que lhe passaram o bastão.

Então faça a seguinte reflexão consigo mesmo :

O que eu recebi da última Personalidade, e foi muito importante para mim nesta minha jornada? Que forças ou fraquezas, bagagens, talentos, desafios, poder e sabedoria?

Em seguida, pense no que você conseguiu realizar com estas forças.

O que eu vou deixar para a próxima Personalidade ? Quais foram as minhas grandes contribuições desta vida. ? O que aprendi, o que realizei, que de fato ficou impregnado...

E quanto as Reservas e conquistas:

O que eu resgatei e quitei e o que vou deixar para ser pago pela próxima Personalidade.. ?

Que bagagens estou entregando, com que forças estou impregnando este bastão?

Não precisa compartilhar suas reflexões com ninguém, mas aproveite para melhorar suas marcas na próxima Volta da vida.

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sábado, 18 de novembro de 2017

Soma quântica


Embora para a maioria seja vista como uma coisa muito simples,  a operação de soma é uma das mais difíceis de compreender para a natureza humana.  Isso porque temos duas forças dentro de nós disputando espaço de nossa consciência, o que as vezes nos leva  a ver as coisas de forma distorcida. Temos a natureza da síntese, que busca simplificar, unir e sentir, e também a natureza da analise, que busca separar para compreender.

Segundo Lavoiser na natureza nada se perde. Ele afirma também que nada se cria, o que significa que toda coisa nova é um processo que agrega algo sem desaparecer com o que existia. Sob este ponto de vista,  a transformação é uma nova dimensão que se soma a que já existe e a atuação conjunta destas duas realidades se apresenta em uma nova forma, como se fossem ondas sobrepostas.

Então, a velha formula de 1+1 é 2 está incompleta por passar a ideia da eliminação dos elementos anteriormente existentes para o surgimento de um novo.

O número 1 é a representação da individualidade que expressa que cada individuo é único no universo, e por mais que haja alguém ou alguma coisa semelhante, jamais será exatamente igual, pois a natureza não se repete.

Assim, quando temos duas pessoas trabalhando juntas em colaboração, cada uma mantem suas características individuais, ao mesmo tempo que surge uma dualidade que reúne estas características em perfeita colaboração, formando assim uma nova energia que pode ser a soma das duas energias individuais se houver perfeita harmonia entre eles. O número 2 então é a união de duas individualidades que devem colaborar entre si e nunca a eliminação de uma delas.

Por exemplo,quando um casal se une, juntos formam uma dualidade, mas não deixam de manter suas individualidades. É bem verdade que uma dupla é mais lenta nas decisões do que um inidvíduo sozinho, mas a tendencia é que suas decisões sejam mais sábias.

Essa perspectiva faz toda diferença no estudo da Numerologia e seus significados psicológicos para o ser humano.

O numero 3 nada mais é do que um outro elemento, com forte individualidade, trabalhando junto com esta dupla de parceiros e isso faz com que ele tenha uma pespectiva melhor do aque a dupla sozinha.  Pode ser por exemplo a nossa própria consciência utilizando ao mesmo tempo suas duas metades, a racional e a emocional. Se a consciência se mantiver acesa e observadora, poderá ter insights criativos a partir deste trabalho conjunto e criar assim uma terceira via que resolveria o impasse gerado pelo confronto razão-emoção.

Por isso o numero 3 representa a Criatividade, beleza, alegria, espontaneidade e o inesperado.

E assim se formam simbolicamente os demais números, pela união do observador com a coisa observada, o novo chegando sem perder as dimensões anteriores e cada vez acrescentando uma nova onda de percepção.

O número 41 por exemplo, no método sintético seria apenas um numero 5 (4+1) que representa a mudança. Mas sob o ponto de vista integral ou quântico, temos a influencia do 4  que representa a estabilidade, atuando sobre o 1 que representa a individualidade ou iniciativa,  gerando movimento e mudança. Mas esta mudança é de certa forma cadenciada porque a força estabilizadora do 4  contem em parte a força propulsora do 1.  Todas as forças estariam presentes e atuando simultaneamente gerando uma nova resultante.

A simples inversão da ordem dos números desta soma (1+4 ) teria uma outra resultante porque neste caso estamos dizendo que a energia básica ou primária é a iniciativa (1) atuando sobre algo estático (4) produzindo uma especie diferente de movimento em forma de solavancos, uma vez que quanto mais resistência é oferecida, maior a energia aplicada pela iniciativa e a vontade, que não costuma se render frente aos obstáculos, resultando com isso em uma ruptura ou mudança brusca de posição, podendo produzir estragos.

Na numerologia, encontramos os números da Alma somando as vogais e a Personalidade é a resultante das consoantes.  A missão é a soma da Alma com a Personalidade.

Mas vejam, A alma continua a existir, agora vivenciando uma nova personalidade, cuja resultante é um novo trabalho e uma nova experiencia que chamamos de missão.

Isso vale para todos os números e para todas as formas de energia que o Universo manifesta através da diversidade.

Crescei e multiplicai-vos!

Em outras palavras somai ao que já sois,  novas experiencias e novas compreensões, transformando sua própria natureza sem nunca perder sua essência.

A Unidade na diversidade...

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Curso de Numerologia (1)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O Caminho do Meio


Temos ouvido muitas vezes nos falar sobre o caminho do meio ou o caminho do fio da navalha. Mas o que significa isso na vida prática ? Será que precisamos nos afastar do nossos afazeres e da rotina para encontrar este equilíbrio?
Parece algo como aqueles equilibristas que andam sobre as cordas bambas. Um deslize sequer e eles caem e tem que recomeçar tudo de novo do ponto em que pararam. Mas eles não fazem isso para provar nada para ninguém... 
Eles apenas desafiam a si mesmos e estão buscando chegar ao outro lado da corda sem cair.
Percorrer este caminho pode ser uma experiência desafiadora para a vontade humana, digna daqueles que desejam alcançar novos níveis de conhecimento e poder.
Mas o caminho do meio não é o meio do caminho, muito menos um ponto equidistante entre dois extremos.
Observe que os equilibristas iniciantes balançam muito de lado para o outro, compensando bruscamente a grande haste que levam nas mãos de forma meio desengonçada. Parecem mesmo uma gigantesca balança compensando os seus pratos.

Mas a medida que ganham mais consciência e domínio seus movimentos vão ficando mais harmoniosos e quase não mechem mais na grande vara da justiça, como se tivessem se tornado verdadeiros fiéis da grande balança que se tornou seu caminho. Deslisam suavemente pelo caminho  compensando os movimentos com graciosa leveza e suavidade. Não estão parados no centro, mas oscilando delicadamente entre extremos que de tão próximos quase se tocam...
Por isso estes sábios mestres falam com suavidade e cuidado evitando palavras que possam gerar emoções e qualquer desequilíbrio. Agem com serenidade e cuidado evitando gerar causas inadequadas para não perder tempo corrigindo erros de rota.
Quando um ser nasce já na estrada do caminho estreito, sua vida já vem moldada para limitar estes extremos e lhe dar poucas alternativas, forçando a exercitar-se para alcançar o equilíbrio.
Pode ser que tenha uma limitação física, alguma doença que o coloque em uma delicada situação de necessidade de autocontrole.
Muitas doenças crônicas como a diabetes, hipertensão ,  obesidade e outros  são desequilíbrios de glândulas que demonstram que a mecânica do sistema perdeu a capacidade de manter o equilíbrio por si mesma e somente uma vontade consciente e atenta do próprio individuo poderia equilibrar o sistema. Para isso ele precisaria dedicar a vida a cuidar de si mesmo ,  percebendo e atendendo cada sinal do seu organismo , corrigindo delicadamente os desvios semelhante ao equlibristas da corda.
Outras vezes a situação acontece no ambiente familiar ou profissional, em que uma pessoa e levada a conviver com uma ou mais pessoas que desafiam sua capacidade de suportar determinadas atitudes e comportamento levando-o a desistir do relacionamento, trocar de emprego ou simplesmente lutar agressivamente contra aquele que está ali para desafiar e lhe fortalecer.
Se pudéssemos avisar a estas pessoas quando nascem que as dificuldades que elas vão enfrentar fazem parte do seu aprendizado e que jamais deveria lutar contra estes pretendo inimigos, muito pelo contrário. A outra face aqui tem o mesmo sentido da vara do equilibrista.

Para os novatos que estão colocando os pés no caminho pela primeira vez as coisas são um pouco mais fácil. Muitas teorias serão aprendidas , muitas ideias perfeitas serão alimentadas fazendo-nos sentir e pensar que seja mais fácil do que realmente é. 
É um período de preparação e encorajamento onde ele pode autodesafiar-se e se exercitar como os jovens na academia. Até por fim chegar a hora do batismo e a memória ser apagada para que ele tenha a oportunidade de forjar pela prática do caminho estreito a vontade de sua alma vencendo os desafios tendo como testemunha apenas a sua própria luz interna...


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terça-feira, 14 de novembro de 2017

A importância de Pitágoras para a matemática a Música e a Ciencia


Por Iâmblico:


“A vida de Pitágoras que aqui delineamos é uma amostra da maior perfeição em virtude e sabedoria que pode ser obtida pelo homem no presente estado. Daí que ela exibe a piedade não adulterada pela insensatez, a virtude moral não contaminada pelo vício, a ciência não mesclada com sofisticaria, a dignidade da mente e maneiras não eivadas de orgulho, uma sublime magnificência em teoria sem qualquer degradação na prática, e um vigor de intelecto que eleva seu possuidor à visão da divindade e deifica ao mesmo tempo que exalta.”



Este Texto foi Extraido do Site http://www.ghtc.usp.br/server/Sites-HF/Lucas-Soares/Home.html

Biografia


A vida de Pitágoras é envolta de muitos mistérios pelo fato de não existir nenhuma obra autêntica, o que sabemos dele vieram de biografias escritas por filósofos posteriores à sua morte, como Iâmblico, Diogenes Laertius, Philolaus entre outros.        Pitágoras nasceu na ilha de Samos por volta de 582 a.c ,seus pais eram Mnesarco, um lapidador de pedras preciosas e rico  joalheiro, e Pythias sua mãe. Pouco se sabe sobre sua infância, mas se sabe que ele foi muito bem educado, pois teve como mestres Thales de Mileto e Anaximandro.


Em uma passagem de seu livro Iâmblico diz: "Ele[Pitágoras] se dedicou a seus estudos com admiração, não por superstição mas por amor ao conhecimento e temor de que pudesse escapar-lhe algo digno de ser aprendido. Com a idade de dezoito anos, por insistência de Thales e por causa da tirania de Polycrates, cujos mandantes ameaçavam interferir em seus estudos, Pitágoras deixou Samos e viajou para Sidon..."
  
Thales então recomendou Pitágoras que fosse para o Egito para receber os ensinamentos  para a   vida  divina.  Diogenes  Laertius   diz: "Ele   penetrou   no   ádito  dos  egípicio; ...aprendeu  coisas referentes aos deuses e filosofias místicas para não serem comunicadas. Viveu no Egito vinte e dois anos, em seus lugares reservados e sagrados, e foi iniciado em todos os mistérios religiosos."

Pitágoras havia atingido o máximo do sacerdócio quando, em  525 a.c Cambises II,Rei da Pérsia, invadiu e conquistou o Egito, e fez Pitágoras prisioneiro levando-o  para  a  Babilônia,  onde  adquiriu muitos conhecimentos sobre matemática e música.

Depois de passar 12 anos preso na Babilônia, Pitágoras retornou a Samos, já com 52 anos de idade, e fundou  o  semicírculo  de  Pitágoras,  uma  escola  onde  se  reuniam  os nativos quando queriam se consultar sobre assuntos políticos, mas por causa do excesso de trabalho ele passava a maior parte de seu tempo em uma gruta fora da cidade onde fazia seus estudos de filosofia.

Apesar do esforço que fez  para ensinar  filosofia em Samos, achou que  o  estilo  simbólico  para ensinar todas as lições que teve no Egito não atraia os nativos e assim mudou-se para Crotona, no sul da Itália e ali fundou uma escola de filosófica e religiosa, que se tornaria mundialmente famosa.
      
Para tornar seus discípulos aptos para a filosofia, Pitágoras os preparava por meio de uma disciplina severa. Os discípulos aceitos na escola eram submetidos a um período de silêncio absoluto que podia durar de 2 a 5 anos, tendo eles que meditarem sobre diversos temas. Os membros não podiam comer carne nem beber vinho, e nada do que era ensinado ou descoberto podia ser escrito, por isso a grande dificuldade em obter informações sobre Pitágoras e seus discípulos.

Em sua escola era estudado principalmente as propriedades dos números, que eram considerados como a essência das coisas, e tiveram trabalhos importantes como a teoria da harmonia das esferas celestes, no campo da geometria foram feitas diversas descobertas, mas a mais famosa, é a demonstração pela primeira vez do, atualmente conhecido, teorema de Pitágoras, além de  terem sido feitas observações  astronômicas e avanços na teoria musical.

Sua morte não é muito clara e existem várias versões para a mesma mas aconteceu por volta de 496 a.c. .Porém sabe-se que a sociedade pitagórica expandiu-se rapidamente, tornou-se de natureza política e se dividiu em um grande número de facções, mas depois de 460 a.c. foi violentamente reprimida tendo seus membros mortos e  a escola extinguida.




Música e o corpo

Pitágoras combinava matemática com música, e considerava a harmonia matemática como a pedra fundamental de toda a criação, existência e operação do universo. Apesar de sua descoberta da relação numérica entre os sons consonantes, ele afirmava que não só a música que ouvimos, mas todas as harmonias e proporções geométricas da natureza podem ser descritas por relações entre os números inteiros, como se estes, iguais à música, também tivessem as suas melodias próprias. E esta idéia se estendeu até os corpos e as esferas celestes, onde acreditava-se que as distâncias entre estes elementos obedeciam uma relação harmônica. Portanto, do mesmo modo que a corda da lira gera música harmônica para determinadas razões de seu comprimento, os padrões geométricos do mundo também geram as suas melodias.

Iâmblico em seu livro “Vida de Pitágoras” apresenta um capítulo que mostra a tamanha importância que era dada a música e a melodia do cosmos no dia a dia de Pitágoras e seus discípulos:

“Todavia, concebendo que a primeira atenção que se deve prestar aos homens é a que ocorre através dos sentidos, como quando alguém percebe belas figuras e formas ou ouve belos ritmos e melodias, ele estabeleceu como primeira coisa a erudição que subsiste de certos ritmos e melodias, dos quais se obtém os remédios para a cura das maneiras e paixões humanas, bem como as harmonias inerentes aos poderes da alma, que ela possuísse desde a sua origem... Pois Pitágoras era de opinião que a música contribuía sobremodo para a boa saúde, se utilizada de maneira adequada. Aliás, costumava empregar uma purificação desta espécie, mas não de maneira arbitrária, e denominava purificação á cura que se obtinha por meio da música. Além disso, dividia as medicinas(ou curas), calculadas para reprimir e expelir as moléstias tanto dos corpos como das almas.

O que merece salientar-se, acima destas particularidades, é o seguinte: ele dispunha e adaptava a seus discípulos os chamados aparatos e contretações,  divinamente  inventando combinações de certas  melodias  diatônicas,  cromáticas  e enarmônicas,  mediante as  quais ele  facilmente  transferia e circularmente conduzia as paixões da alma para uma direção contrária, quando haviam sido formadas recentemente, e de  maneira  irracional e clandestina; tais como a tristeza, ira, dó, temor e emolução absurda, todos os vários desejos, ódios e  apetites, orgulho, inércia e veemência. Pois cada uma destas ele corrige com a regra da virtude, afirmando-a através de melodias, apropriadas, e de certas medicinas salutares.

 À noite, também,  quando  seus  discípulos iam  recolher-se  para dormir, ele  os libertava das perturbações e tumultos diurnos por meio de certas odes e cantos peculiares, e purificava o seu poder intelectivo das ondas refluxivas e efluxivas de natureza corpórea, para tornar-lhes o sono tranqüilo, e agradáveis  e proféticos  seus sonhos. Mas quando  acordavam e se levantavam, ele os libertava do torpor, relaxação e sonolência noturnos por meio de certos cantos e modulações peculiares, produzidos pelo simples vibrar das cordas da lira ou pelo emprego da voz.

No  entanto, Pitágoras, pessoalmente, não procurava  uma tal coisa através de  instrumentos  ou da  voz, empregando certa  divindade  inefável, difícil  de  apreender, ele como  que  esticava seus  ouvidos  e fixava  seu  intelecto  nas sublimes sinfonias do mundo, só ele ouvindo e compreendendo, ao que parece, a harmonia universal e a consonância das esferas e das estrelas que se movem através delas e produzem  uma melodia  mais  completa e mais intensa do  que qualquer  uma efetuada  por  sons  mortais.  Esta   melodia   também  era  o  resultado  de  sons,  celebridades,  magnitudes  e  intervalos dissimilares e multidiferentes, dispostos com certa correspondência uns com os outros numa certa razão musical,  e assim produzindo um delicadíssimo e, ao mesmo tempo, variadamente belo movimento ou circunvolução. Estando, pois, irrigada, por assim dizer, por esta melodia, e tendo a razão se seu intelecto bem ajustada a ela e, posso dizer, exercitada, ele determinava exibir certas imagens destas coisas e seus discípulos, tanto quanto possível, produzindo especialmente uma imitação delas por meio de instrumentos e meramente da simples voz.

Às vezes, ainda, por sons musicais somente, desacompanhados de palavras, eles (os pitagóricos) curavam as paixões da alma e certas moléstias, em realidade por encantação, como eles dizem. E é provável que daí a palavra epode, isto é, encantamento, veio a ser geralmente usada. Portanto, desta maneira, através da musica produzia Pitágoras a mais benéfica correção dos hábitos e vidas humanas. ”

Vemos  então a importância que Pitágoras dava a música no seu dia a dia, no ensinamento de seus discípulos e como ela era utilizada para a cura de doenças ditas da alma. Diz um conto que Pitágoras uma vez viu um jovem rapaz bêbado enfurecido, que tinha visto sua mulher sair da casa de seu maior rival, e estava prestes a matá-la, mas utilizando de uma melodia específica conseguiu acalmar o rapaz evitando assim um assassinato.

Diziam também que ele era o único homem que conseguia escutar a melodia das estrelas e que toda a noite antes de dormir olhava para os céus para contemplar o que os astros cantavam.



O Monocórdio de Pitágoras 

A descoberta de Pitágoras com seu monocórdio é uma das mais belas descobertas, que fundiu na época a matemática e a música. Os Pitagóricos foram os únicos até Aristóteles a fundamentar cientificamente a música, começando a desenvolvê-la e tornando-se aqueles mais preocupados por este assunto.   

Segundo conta a lenda, ao passar em frente a uma oficina de um ferreiro, Pitágoras percebeu que as batidas de martelos de diferentes pesos produziam sons que eram agradáveis ao ouvido e se combinavam muito bem. Para pesquisar estes sons, Pitágoras teria esticado uma corda musical que produzia um determinado som que tomou como fundamental, o tom. Fez marcas na corda que a dividiam em doze secções iguais, este instrumento mais tarde seria chamado de monocórdio, o qual se assemelha a um violão, mas tem apenas uma corda.





 Feito isso tocou a corda na 6ª marca(correspondente a 1/2 do comprimento da corda) e observou que se produzia a oitava.
        

Tocou depois na 9ª marca (correspondente a 3/4 do comprimento da corda) e resultava a quarta.

Ao tocar a 8ª marca (correspondente a 2/3 do comprimento da corda) resultava-se na quinta.

Assim as fracções 1/2, 3/4, 2/3 correspondiam à oitava, à quarta e à quinta. Para um melhor entendimento dessas descobertas mostrarei a seguir uma breve explicação sobre o significado das oitavas quartas e quintas.

É  sabido   que  o  ouvido   humano   chega  a  perceber    diferenças  de   altura  (agudo ou grave)   que    correspondem  a aproximadamente 0,03 de um semitom, o  que nos daria a possibilidade de perceber 30 alturas diferentes no  intervalo de um semitom. Uma seqüência de alturas selecionadas entre essas possibilidades é chamada de escala e cada altura dessa  escala  é chamada de nota. A razão entre duas notas é chamada de intervalo. Por exemplo, o intervalo entre uma nota de 100Hz e uma nota de 150Hz tem uma razão de 2 para 3 (100/150 = 2/3). Em música alguns intervalos  que  correspondem às alturas de  uma escala tem  nomes específicos,  como  a  relação de 1/1 é chamada  de  uníssono, de 1/2 é chamada de oitava, 2/3 de quinta e  3/4  de  quarta. Em geral, a oitava  é  tida como  intervalo  de  referência  na  formação  das  escalas e os  outros intervalos  são subdivisões da oitava.

Pitágoras verificou também que os sons produzidos tocando  outras  marcas  resultavam em dissonâncias, ou seja, sons não  tão  agradáveis  como  os  anteriores. Então  pitágoras  descobriu  que todos os  intervalos musicais que ele considerava  agradavéis são apenas regidos por estas três simples frações: 1:2 , 2:3 , 3:4.

Segundo  Pitágoras,  o  princípio  essencial  de  que  são  compostas  todas  as  coisas,  é   o número.  Assim   os números constituíam o verdadeiro elemento de que constituía o  mundo. Referia-se ao “um” como ponto, ao  “dois” como  a linha, ao “três” como a superfície e ao “quatro” como o sólido, de acordo com o número mínimo de  pontos  necessários para  definir cada qual dessas dimensões. Então ao somarmos os pontos conseguíamos  formar as linhas;  as  linhas, por sua vez somadas  formavam as superfícies e estas somadas formavam os volumes, podendo a partir dos  números 1, 2, 3, 4 construir o mundo. Para a soma destes, o “dez”, Pitágoras deu  o  nome  de tetractys, que  era considerado  o número perfeito, que  continha toda a harmonia da natureza  e  do cosmo. Assim as relações  musicais  que  determinavam  as  proporções relativas  os  sons  mais  consonantes também estavam de acordo com o tetractys e portanto eram perfeitas


BIBLIOGRAFIA E REFERENCIAS.


1 - Os Filósofos Pré-socráticos por Kirk, G.S.; Raven, J.E.; Schofield M. - Livro muito interessante onde podemos ver os textos originais em grego e latim escritos sobre Pitágoras e as respectivas traduções.

2 - Matemática e  música - o pensamento analógico por Abdonuir, Oscar João - Livro muito bom para quem saber sobre o monocórdio de Pitágoras e evolução musical, com uma teoria musical matemáticamente detalhada.

3 - Pitágoras, sua vida, sua filosofia, sua obra - Livro muito bom sobre vida de Pitágoras e dos pitagóricos retratada detalhadamente. São anotações feitas por um grupo de estudantes de Krotona em 1914 e publicadas no The American Theosophist e editado no Brasil pela Instituição Teosófica Pitágoras em 1973.

4 - Diciónario de filosofia por José Ferrater Mora e tradução de Roberto Leal Ferreira - Sobre Pitágoras este livro traz apenas um resumo de sua vida e obra, mas é muito interessante para quem quer conhecer outros filósofos de maneira consisa.

5 - História da música ocidental por Grout, Donald J.; Palisca, Claude V. e tradução de Ana Luísa Faria - Livro muito bom sobre a evolução da teoria musical desde a época de Pitágoras até a década de 90, a leitura é um pouco difícil para leigos em teoria musical mas o livro é exelente.

Links
 

http://www.completepythagoras.net/

Página excelente que contém uma tradução do grego para o inglês das biografias originais que restaram da antiguidade sobre Pitágoras e os fragmentos originais que restaram dos pitagóricos. A leitura é um pouco difícil mas o conteúdo é excelente. (Em inglês)

http://www-history.mcs.st-andrews.ac.uk/Mathematicians/Pythagoras.html

 - Página muito boa que contém uma biografia detalhada com algumas passagens dos filosófos que primeiro escreveram biografias sobre pitágoras. Contém também uma secção de fotos do mesmo. (Em inglês)

http://hpdemat.vilabol.uol.com.br/Biografias.htm#p4

 - Tradução um pouco falha do link "2" sem as passagens das biografias originais. Bom para tirar alguma dúvida de interpretação da página em inglês.
 
http://www.lowbrassnmore.com/Monochord.htm

 - Site não muito bom sobre a história do monocórdio e a evolução da teoria musical. (Em inglês)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pitagoras

 - Outra biografia sobre pitágoras com maiores detalhes sobre suas principais descobertas matemáticas.

http://plato.stanford.edu/entries/pythagoras/

 - Uma extensa biografia sobre Pitágoras, com uma linha cronológica mostrando a época em que foi escrito as biografias originais sobre o filósofo. Site muito interessante. (Em inglês)

http://www.somatematica.com.br/mundo/musica2.php

 - Site com um pouco da história e teoria envolvida no experimento do monocórdio.

http://www.aboutscotland.com/harmony/prop.html

 - Site muito bom explicando o experimento do monocórdio onde podemos ouvir os diferentes sons gerados pelos diferenets comprimentos da corda. (Em inglês)

http://www.dm.ufscar.br/~dplm/TGMatematicaMusica.pdf

 - Página muito interessante sobre teoria musical e também sobre o experimento do monocórdio. A pagina é o trabalho de graduação de uma aluna da Universidade Federal de São Carlos.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

YEOSHUAH


YEOSHUAH !  Jesus em Hebraico!
JOSHUA em Aramaico!
Nome do Consolador!
Nome do MESSIAS!
Profetizado por Isaías.
O esperado ... SALVADOR...

Será o mesmo dos Judeus?
Ou de outro grupo de EUs?
Para os primeiros está por vir!
E para muitos outros já chegou!
Mas, como o mundo não mudou,
Aguardam outro,  no porvir...

O filho do homem é a humanidade...
De geração em geração em profundidade,
Em busca de individual felicidade,
Ignorante de que toda diversidade,
Paradoxalmente emana a UNIDADE,
Imperceptível, despersiva mentalidade...

A memória cósmica pulsa no coração cerebral,
De cada ser humano, quando há pausa mental,
No estado profundo de meditação,
Despertando latente o EREMITA solitário,
UNGIDO de sentimento solidário,
De quem busca a Crística LIBERTAÇÃO...

Clareando "SOMBRIA" IGNORÂNCIA,
Com o SOL da SABEDORIA em RADIÂNCIA,
No íntimo de cada SER AUTO-CIENTE,
Acordado, preparado para a segunda VINDA,
Em Si Mesmo, receber ILUMINAÇÃO Infinda,
Da energética Transcendental FONTE Luzente... 

Aloysio Rosa
15/10/2017

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Dois de mim

Sempre ouvi dizer que temos duas metades, uma boa e outra má, e que aquela que alimentamos é a que vencerá. Mas agora vejo que esta historia não é bem assim…

Recentemente fui apresentado as minhas duas metades e pude observa-las melhor.

Uma é feminina, sensível, delicada e carinhosa, quer fazer amizades, viver em paz com todos, quer a saúde e o equilíbrio e que as coisas fiquem bem. Por isso ela é cuidadosa e busca sempre a conciliação pois quer estar bem com todos e com tudo. Mas ela é frágil e tímida, se magoa fácil e as vezes fica retraída e deprimida quando as coisas não vão bem ou quando não é correspondida. Mas Ela não é tão boazinha assim, pois sabe manipular as coisas e as pessoas com seu jeitinho doce e inseguro. Mas no fundo ela só quer me preservar…

Mas aí entra em ação o meu lado masculino para me salvar. Ele é forte, valente, corajoso e agressivo. objetivo e direto, sabe o que quer e como conseguir, mesmo que precise passar por cima de tudo e de todos para me proteger. Ele á articulado, fala bem e gosta de ser aplaudido e admirado, tem energia, entusiamo e liderança. Mas acaba sempre criando muita confusão e me trazendo muitos conflitos… Ele não faz isso por mal, pois só quer me fazer crescer…

Reconheço que Tenho deixado ele dominar porque assim me sinto mais forte e protegido e ao longo do tempo percebo que tenho alimentado mais ele do que ela. Mas agora que os conheço e vejo que ambos me querem bem, estou buscando uma forma de fazer com que eles trabalhem sempre juntos e possam dar o melhor de si para meu sucesso… Porque nos raros momentos em que isso ocorre eu me sinto pleno e integrado…

Curioso, estive pensando que se posso ve-los tão claramente, então me pergunto, qual dos dois eu sou? Será que os dois, ou nenhum deles…

 Gostou do texto?


Curso de Numerologia (1)

A verdade da muito trabalho

O preguiçoso jamais a encontrará porque não tem disposição nem interesse para trabalhar arduamente revirando os detalhes e fazendo pesqui...