segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Construa sua casa sobre a Rocha - Reeduque sua mente


"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, é semelhante ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. Mateus 7:25 "

No filme "Karate Kid, o Mestre mostra ao menino que para aprender a arte do karatê ele primeiro tem que passar por um longo período de  tarefas repetidas do tipo tira-casaca, veste-casaca, até que isso se torne uma segunda natureza ele seja capaz de acionar esta natureza em seu inconsciente e atuar  sobre ela com sua vontade dirigida.

A Reeducação da mente é a arte de construir sobre a rocha.

A mente exerce grande poder sobre o corpo e todo estado mental é a causa produtora de correspondentes efeitos sobre as condições morais, mentais e físicas do indivíduo.

O pensamento é uma força que pode mudar, transformar ou modificar quase tudo da organização humana. A mente e o pensamento tem um grande poder sobre o organismo humano e a nossa vida depende, em suas qualidades e condições, da natureza dos nossos pensamentos.

A mudança de pensamento é a mudança de tudo e nada poderá ser mais importante em nossa vida que a mudança conveniente de nossos pensamentos.

Com a reeducação da mente renovamos toda a nossa vida, mas ´porém não basta só mudar os pensamentos, precisamos  colocar em prática esta mudanças, transforma las em algo solido e concreto. 

Do contrario seremos como aquele que sonha e não realiza, pois é sempre mais fácil crer do que executar, mas o saber vem pela experiencia.

Existem dois meios para se realizar a mudança e renovação da mente. Pode-se renovar o pensamento através de impressões e ideias recebidas de fora ou de dentro. Podemos mudar a mente pela mudança de cenários e ambientes ou dirigindo a mente voluntariamente para um novo campo de consciência. 

Muitos mudam seus pensamentos pelas sugestões geradas pelo ambiente, mas o homem que busca a mente Superior, educa-se para transformar sua natureza interna.

Pode-se mudar internamente, sem que tenha havido mudanças externas, porém poucos se dão conta disso.

Precisamos nos transformar primeiro por dentro, através de novas percepções, pois não conseguiremos um verdadeiro desenvolvimento mental e espiritual nem a libertação de nossos males sem um esforço interno para expandirmos nossas consciências.

Alguns médicos mandam seus pacientes mudarem para outro clima, sabendo que esta mudança lhes fará bem, porque mudando de ambiente e panorama novas coisas passam a ser vistas e ouvidas, de outro ponto de vista, diferente da localidade anterior. A nova localidade n/ao tem o poder magico de para curar alguns males, nem fornece ao organismo qualquer elemento novo, nem tem qualquer virtude especial, pois em toda parte encontraremos a mesma terra, a mesma atmosfera e as mesmas forças naturais.

Quando olhamos estas novas localidades, quase sempre encontramos também lá outras pessoas fazendo seus planos de mudança para novas localidades, provando assim, que não é o lugar mas a mudança que é proveitosa para a mente.

As novas impressões produzidas na mente produz por sua vez modificações no organismo e os antigos estados doentios e desagradáveis desaparecem pela vinda de novas condições trazendo um sentimento de alivio.

Se para obtermos uma mudança no nosso estado mental e emocional precisamos de uma mudança de localidade é porque não dispomos ainda de praticamente nenhum domínio sobre nossa natureza mental. Somos ainda dirigidos pelo que vemos, ouvimos e pelas impressões geradas pelos sentidos. 

Devemos treinar nossa mente para não dar tanta atenção as circunstancias e ao mundo que nos rodeia, mas sim, a nossa vontade interna.

É muito importante que aprendamos a governar os pensamentos e isso requer uma nova educação, uma reeducação. Um exercício trabalhoso semelhante ao tira-casaca, veste casaca, tira-casaca, veste casaca, com repetições permanentes de exercícios de relaxamento, fixação, mentalização, concentração e meditação. É um verdadeiro trabalho de Hércules domar as éguas do pensamento, mas aquele que faz isso "Constrói sua casa sobre uma Rocha"

Joias Preciosas extraídas dos livros Esotéricos.


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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Transformacoes e renascimento

Falar de  Iniciação é falar também de pequenas mortes.

Lavoisier afirmou que na natureza tudo se transforma, e podemos entender cada uma destas transformações como uma espécie de morte. Morremos o velho para renascer o novo.

Morremos a cada noite para renascer no dia seguinte revitalizados e inspirados por novas idéias e novos impulsos criativos.

De tempos em tempos estas pequenas mortes se tornam mais profundas e nos propiciam um salto quântico para níveis mais elevados de percepção da realidade.
Esticamos nossas almas para alcançar planos Superiores para nos inspirar e revitalizar e que com isso ascender em qualidade  e grau de vibração.

Esta transformação terá quer ser  fruto de um grande esforço pessoal e uma mudança de conduta e de comportamento diante dos fatos. A magia acontece nas lutas da vida, quando permanecemos de pé mesmo diante dos maiores obstáculos.

Aquele que caminha com firmeza  pela estrada íngreme, transformando a si mesmo, de vez em quanto necessita  trocar seus veículos embrutecidos por elementos mais  preparados para perceber as forças e vibrações mais sutis, oriundas dos planos mais elevados.


É um mérito alcançado pelo trabalho e pelo esforço e não uma dádiva.

Procura e acharás, bate e a porta se abrirá.

Grandes gênios da humanidade, como Albert Einstein, Da Vinci, Tesla e tantos outros pensadores mergulhavam horas em um estado alterado de consciência em busca de respostas para os dilemas humanos. A ciência Investiga se eles recebiam suas inspirações de fontes externas.  Os místicos acreditam que eles tinham capacidade de penetrar na grande biblioteca do conhecimento do universo e que recebiam suas inspirações de fontes desconhecidas.

A grande maioria das pessoas se conforma com a situação do mundo e da sociedade como estão, enquanto outras dedicam a sua vida a procurar respostas através de profundas reflexões e meditações.

Creio que Jesus quando disse procura e acharas, bate e a porta se abrirá, estava aconselhando uma vida inteira de buscas.

Diz Eliphas Levi em A Chave dos Grandes Mistérios : "Tudo saber é o sonho do impossível, mas ai de quem não ousa aprender tudo, e não sabe que, para saber alguma coisa, é preciso resignar-se-a estudar sempre!"

Pobre daquele que não busca e não questiona a si mesmo, que não ousa desejar o conhecimento e se conforma com as suas limitações.

Parece que a porta não se abre facilmente, mas toda vez que batemos ela nos entrega algo, pode ser uma pequenina semente ou fragmento, que pré desencadear uma tempestade dentro de nós se unindo a outros fragmentos, gerando cognição e compreensão.

Na próxima batida outros fragmentos irão enriquecer nosso mapa mental e ampliar o tamanho de nosso universo pessoal.

" A sensação que a gente tem é que não só é estreita a porta que dá passagem para os planos espirituais mais elevados, mas que ela se apresenta sempre fechada.

Se nós não ousarmos a forçá-la e a insistir por diversas vezes a entrar não sairemos do estágio em que estamos.

As pessoas pensam que basta ser bonzinho e estudar a literatura esotérica, e se faz a iluminação.

Sem a ousadia de romper todas as barreiras e dedicar a vida a buscar fórmulas para atingir um estado de consciência que nos dê acesso a planos mais elevados, nada feito, não iremos evoluir, ainda que pareça o contrário.

A reflexão e os exercícios mentais são as melhores ferramentas para romper as barreiras que nos prendem ao racional e ao plano físico.

Pensar é preciso, e era isso que faziam os grandes gênios.

A meditação de Buda, a oração do Cristo, a filosofia reflexiva de Pitágoras, tudo tem a meta única - a busca do eu interior.

Quem não pensa, não entra no Reino dos Céus.

A nossa proposta ao contrário do já tradicional: "Penso, logo existo". seria: "Existo, logo penso". E se assim fosse, todos que seguissem o lema seriam fortes candidatos a expandir seus níveis de consciência. E assim se alcançaria amor e sabedoria.

E para acessar o Reino da Luz exige-se Vontade e Poder, Amor e Sabedoria e Atividades Inteligentes."  


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A conta Corrente Universal

Somos alimentados pelo Universo pela energia Vital, que  é uma grande corrente que circula do topo da cabeça para a base espinha e desta para o topo da cabeça, passando por vários pontos para alimentar os sistemas e órgãos.

Estes pontos são chamados de Chakras, que estão ligados a cada um dos nossos sistemas internos. Os Chakras principais são Sete, e vão desde a base da coluna ao todo da cabeça.  

Os três Chakras inferiores representam as necessidades básicas de sobrevivência e os três superiores traduzem a intelectualidade e espiritualidade.

No centro o chakra cardíaco atua como um maestro, equilibrando o ritmo da vida e unindo os dois círculos.

Se nestes caminhos  a corrente for consumida excessivamente pelos centros inferiores, sobrará pouca energia para os pontos superiores, gerando excessivo materialismo, fadiga e pouca expressividade Mental.

Quem deseja alcançar o Plano das Ideias Superiores, deve aprender a usar com sabedoria suas energias internas, alcançando um perfeito equilíbrio e eficiência.

A eficiência  vem do uso inteligente e multiplicação da energia e não do consumo e desperdício.

O equilíbrio que buscamos está relacionado com o numero oito, que representa o bom uso dos recursos e a eficiência.

A natureza busca a eficiência em tudo, e ela só pode ser alcançada pela aplicação inteligente dos recursos.

Uma lâmpada incandescente tem baixíssima eficiência, pois converte apenas uma pequena parte da corrente elétrica em luz, e por isso esquenta e dura pouco, Já uma lâmpada eletrônica converte quase a totalidade da corrente em luz, enquanto que  um LED  tem o maior nível de eficiência, chegando próximo de 100%.

A natureza é como um grande banco, onde devemos fazer bom uso de nossas  "contas correntes " de energia Universal, aplicando com inteligencia e não desperdiçando com desejos de baixo nível. Sabendo usar, não vai faltar.

Neste banco, Existem os "Ricos" e os "Pobres". Os Pobres, muitas vezes são devedores, pelo mau uso que fazem e pelas condutas que trazem de outras jornadas, os Ricos, usam com sabedoria e não desperdiçam, irrigando com abundancia os canais superiores.

Os pensamentos, palavras, atitudes, sentimentos e comportamentos, representam saques ou investimentos, em função da qualidade e sintonia que estabelecem dentro e fora de nós.

Podemos nos ver também como como uma grande orquestra, de vários instrumentos, cada um com sua nota musical predominante. As palavras, pensamentos, sentimentos, alimentação e outros fatores, atuam sobre os instrumentos e fazem a orquestra tocar.

Se a melodia for harmoniosa, pode trazer felicidade a toda a orquestra e a quem ouve, e contagiar a plateia.

Mas cuidado, palmas podem trazer Vaidade e risco para a harmonia da orquestra.

Aquele que alcança este equilíbrio e eficiência energética, usa para si mesmo uma pequena parte da energia que recebe e torna-se assim um doador que pode ajudar aos necessitados e debilitados.

Quem alcança abundancia, deve colocar suas reservas em movimento fazendo circular para outras pessoas necessitadas da forma que melhor lhe for adequada, sem descuidar-se de suas próprias reservas.

O servidor que não alcançou o equilíbrio torna-se presa fácil, e pode afogar-se junto com aquele que tenta auxiliar.

O padrão vibratório do nosso corpo energético é determinado pelo padrão do nosso inconsciente mais profundo, conhecido como alma, que é influenciado pelos nossos valores, crenças e medos.

A cura no campo físico ou energético sem alterar o padrão vibratório da alma produz resultados provisórios e temporários.

A reeducação mental é o primeiro passo para esta cura Interna, a pratica efetiva do relaxamento e meditação levam a compreensão, e a efetiva experimentação levam a transformação interior, eliminando e transformando crenças limitantes em novas perspectivas e abertura de novos horizontes para a alma.

Mas  os  valores e crenças só podem ser alterados pela experiência pessoal de cada um, e só assim produzir uma cura verdadeira da ilusão das crenças limitantes.

Ao mudar o padrão pessoal a alma amplia sua percepção e liberta-se das crenças e superstições e  transforma-se de refém das fatalidades a criadora de novas oportunidades, liberando e potencializando a energia Interior.

As energias das diversas correntes, que são absorvidas pelos nossos chakras. Como um prisma decompõem a luz astral e absorvem apenas as vibrações que estão em sintonia com suas frequências.
Na parte de cima,  tríade de tons azulados, índigo-azul-violeta, No centro, O Chakra do coração como um maestro, Abaixo as energias de tom vermelho , formando a tríade vermelho-laranja-amarelo.

Quanto de vermelho tem no hemisfério superior, e quanto de azul temos no hemisfério inferior ?

A maioria das pessoas faz maior uso das forças do hemisfério inferior, enquanto as pessoas espiritualizadas fazem uso do hemisfério superior.  Surge assim  uma divisão de dois mundos que se excluem como se não pertencessem ao mesmo universo.

Nosso desafio é equilibrar os opostos e aprender a lidar com as forças brutas sem nos tornarmos escravos do prazer e ao mesmo tempo penetrar nos domínios das forças etéreas sem perder contato com a realidade concreta.

O aprendiz  que penetrou no plano mental  e espiritual distanciando-se do materialismo, terá que aprende a lidar  com o hemisfério de baixo e lidar com estas forcas, pois sem elas não poderá ter sucesso.  Neste caminho ele pode alternar  momentos de erros e acertos, como diz um trecho dos versos áureos de Pitágoras 

“Adeptos o Erro os tem, como a verdade bela;
O sábio adverte austero, ou aconselha amigo;
Mas, se o Erro vil domina – Ele recua, e vela; “



Em geral fugimos do trato com estas questões e nos tornamos puritanos, evitando "provar" das coisas mundanas para não nos contaminarmos. Puro medo de cair em tentações e não saber como voltar ao estado magico de leveza.

A luz não teme as sombras, e não poderemos verdadeiramente servir aos mestres se não aprendermos  a "andar pelo Vale da morte" , pois os necessitados não estão nos templos e não vivem na delicia dos céus.

Se não pudermos sentir o que eles sentem e pensar como eles pensam, não poderemos verdadeiramente ajuda-los.  " Ainda que eu ande pelo Vale da morte, Ainda que eu fale a linguagem dos homens, se não tiver amor, nada serei" .


Podemos recorrer então ao sábio conselho do grande Mestre para harmonizar nossas energias internas,  a oração do Pai Nosso.  




domingo, 4 de agosto de 2013

A MEDITAÇÃO A SERVIÇO DA MEDICINA

Meditar para os orientais significa não pensar. Processo em que a mente se acalma e os pensamentos diminuem até desaparecerem.                                      
Saiba como essa técnica milenar é capaz de promover equilíbrio e bem-estar nestes tempos de corações e mentes a mil.
Meditar é a arte de não pensar em nada. É a habilidade de ensinar a mente a afastar-se da ansiedade que está presente em nosso cotidiano. Nesta vida agitada, seria possível interagir com as preocupações do cotidiano sem se confundir com elas? Como será que a meditação pode nos auxiliar a lidar com as indecisões da carreira, com os problemas de saúde, com a falta de concentração e a ausência de paciência.
Segundo o conceito propagado entre os povos ocidentais, e registrados em nossos dicionários, o ato de meditar é associado ao de refletir, ponderar, pensar sobre alguma coisa, quando na verdade, o objetivo é justamente o inverso. Meditar para os orientais, os pais desse exercício que não tem data exata e nascimento, acredita-se que quando a medicina hindu foi criada praticada pelos indianos há cerca de  cinco mil anos, a meditação era uma prática comum em sua forma terapêutica e significa não pensar em nada.
É um estado de “não mente”. É o nome dado ao processo em que a mente se acalma,  que os pensamentos começam a diminuir até desaparecer, como se tivéssemos uma tela de cinema que projetasse nosso exercício de pensar e ela aos poucos, fosse se apagando.
Podemos dividir a meditação em três principais fases:
Primeiro estágio:  turbulência. É o momento inicial, quando a mente, ainda muito agitada em estado beta, com altíssimos ciclos cerebrais.
Segundo estágio: transição. Trata-se do momento em que, após vencer a turbulência, começamos a entrar em estado alfa um estágio de relaxamento mais profundo em que ficamos mais predispostos a programações de comportamentos e a aprender com mais facilidade.
Terceiro estágio: transe. É o ápice da meditação para o iniciante. Trata-se do momento em que estamos em alfa profundo, quase na fase teta e experimentamos sensações indescritíveis. Cada um descreve sua experiência de maneira muito  particular. Uns dizem que pareciam flutuar, outros sentiam-se no céu. Há quem ache que dormiu, devido ao relaxamento profundo. É o momento em que a mente está serena, como as águas de um rio que venceram a agitação. Na turbulência , alguém jogou uma pedra nessas águas e elas estavam muito agitadas. Não conseguimos ver o fundo. Na transição as diminuíram e, apesar de ainda existirem, já conseguimos vislumbrar o que há por baixo. No transe, já não há ondas. A mente é limpa, transparente. O que há de melhor em nós aflora. É nesse estágio que ocorrem os famosos relatos de recebimento de intuições, de grandes inspirações e descobertas.
 
 
PESQUISAS
1 – Robert Benson, Cardiologista Universidade de Harvard, EUA.
Em uma pesquisa conduzida por ele, disse o seguinte: que 60% das consultas médicas poderia ser evitadas caso as pessoas usassem sua capacidade mental para combater naturalmente tensões que são causadoras de problemas físicos. Segundo ele, a longevidade das pessoas estão baseada num tripé: remédios, cirurgias (a única saída para uma grande quantidade de problemas) e os cuidados pessoais (que incluem exercícios para o corpo e para a mente.
Num de seus estudos acompanhou durante cinco anos pacientes que aprenderam a meditar, para tentar controlar doenças coronárias crônicas e outros problemas. Ele notou que os que meditavam de maneira disciplinada, todos os dias, tiveram taxas de recuperação superiores às do grupo de doentes que não levavam a sério a prescrição. O médico americano também verificou que, graças à técnica, metade dos homens com baixo número de espermatozoides por efeito de stress havia melhorado sua produção. Outro dado impressionante é que quase 50% das mulheres com infertilidade associada a dificuldades psicológicas conseguiram engravidar.
 
2 – Clínica de Redução de Estresse Universidade de Massachussets, EUA.
Mais meditação menos dor.
Foram pesquisados 14 mil pacientes portadores de câncer, aids, complicações gástricas e dores crônicas. Essas pessoas, quando submetidas a sessões de meditação, diminuíam o nível de ansiedade e, consequentemente, a quantidade de analgésicos consumida, chegando em alguns casos até a abandoná-los totalmente. Ao praticar a meditação e educar seus pensamentos, deixaram de concentrar-se no medo de sentir dor, ironicamente um dos maiores problemas causadores da dor em paciente com estes quadros clínicos. Segundo a pesquisa o nível de queixas diminuiu em 40% dos casos, já que parte desta dor é de ordem psicológica.
 
3 – Equipe da Universidade de Visconsin-Madson.
Comprovou que a meditação produz efeitos concretos no cérebro. Nesse estudo, os pacientes foram divididos em dois grupos: o primeiro praticou-a uma hora por dia, seis dias por semana ao longo de dois meses. O segundo não meditou. A atividade no cérebro das pessoas de cada grupo foi medida e comparada. Os dados mostraram que, entre os que meditavam, houve um aumento na ativação do córtex pré-frontal esquerdo, a área que concentra as emoções positivas. Os pesquisadores também testaram se o pessoal da meditação teve a função imunológica melhorada. Para chegar a uma resposta, os integrantes de ambos os grupos tomaram vacina contra gripe. De quatro a oito semanas depois da administração da vacina, os participantes do estudo fizeram exames de sangue para medir o nível de anticorpos que produziram contra a vacina. No grupo da medição, houve um aumento mais significativo.   
 
Manoel Ferreira Gonçalves

O Pai Nosso e os Chakras


A oração do Pai Nosso é uma interessante sequência de afirmações e petições, que se inicia num nível vibratório de alta frequência, altamente mística e vai decrescendo até frequências mais baixas, puramente éticas.

A oração do Pai Nosso é como um caminho, porque passa a energia dentro de um transformador. O transformador, no caso, é o corpo humano, com seus diversos níveis de troca de energia.

As trocas de energia no corpo fazem-se através de plexos nervosos, com ritmos vibratórios distintos, que se distribuem pelo corpo em locais denominados “chacras”.
A energia divina é chamada, pela invocação de Deus. Entra pelo alto da cabeça, e vai sendo progressivamente transformada, a cada chacra que passa, até atingir o nível vibratório do chacra básico (genital), onde se encontra nossa materialidade.
Traz, desta forma, Deus até nós!

Vamos acompanhar, passo a passo, essa transmutação da energia divina, para que tenhamos uma compreensão da grandeza desta oração que Jesus nos deixou.

Chakra Coronário — Chamado da energia

Pai nosso que estás nos céus.
Esta primeira afirmação consiste na chamada da energia do Alto, na entrada desta energia pelo alto da cabeça, através do plexo coronário que, segundo os orientais, tem mil pétalas e gira com incrível velocidade.

Pai!
A prece se inicia com a chamada: — Pai! Esta simples afirmação, identificando Deus como Pai, é de um extraordinário alcance. Ao chamarmos Deus de Pai, estamos nos identificando como Seus Filhos.

Como Filhos, temos a potencialidade do Pai em nós. Nos identificamos com Deus em um nível energético extremamente elevado. Neste momento captamos a energia do alto!

Nosso
Quando dizemos “Nosso”, entendemo-nos como Irmãos de todos os seres. O Pai é nosso; não é só meu, porque somos todos Irmãos.

Esta conceituação amplia a anterior. A energia contida nesta afirmação – Pai Nosso! – é possível explicar, mas é impossível a um ser humano comum sentir esta afirmação com total percepção de amor. A emoção contida na total compreensão desta afirmação, seria de tal magnitude, que destruiria o sistema nervoso de um homem comum.
A grande mística, Santa Terezinha, não conseguia dizer a oração do Pai Nosso: quando iniciava a oração, perdia os sentidos. Santa Terezinha, nesse momento, tinha percepção e consciência desta energia de altíssima frequência. Frequência que o organismo humano não tem estrutura para suportar.

Que estais nos céus
Deus que está em toda parte, que impregna tudo, que É! Este é o conceito que Deus transmitiu a Moisés, quando este perguntou-lhe quem Ele era. A resposta foi:
- “Sou aquele que É!”
Nesta primeira afirmação da oração, temos a identificação de Deus, e a chamada do “Nome de Deus”. “Aquele que É”! Jafé! Jeová ! Iod-Hé-Vau-Hé! Nome que a boca humana não é capaz de pronunciar!

Explicar tais conceitos é possível; senti-los, entretanto, é totalmente impossível ao ser humano normal. Como se pode ver por este início, o que está escrito nos evangelhos transcende em muito a aparente simplicidade das palavras. A grandeza do Evangelho não está na letra morta, mas no espirito de quem o lê. O Evangelho é vivo!

Chakra Frontal
Santificado seja o vosso nome.

Entender esta petição, temos que antes entender o que quer dizer “santificado”.
Santificado – “Que seja considerado Santo”. Santo envolve o conceito de perfeição e de universalidade.

Nome – O nome não é como imaginamos, uma palavra que designa alguma coisa.
Nome é a vocalização ou a materialização de um ser ou objeto. O Nome de Deus é impronunciável!

Segundo os judeus, esse Nome só era pronunciado em determinado dia, no âmago do Santuário do Templo, pelo Supremo Sacerdote. O nome é a excelência do ser ou do objeto.

O Nome de Deus é a essência de Deus – é o próprio Deus!

Nesta petição mística, pedimos que Deus seja aceito por tudo e por todos, como a perfeita harmonia universal (Santo). Como sendo “Aquele que É”! Que Deus seja a harmonia total, e que tudo e todos sejam o seu reino!

Aqui está expresso o conceito maior da unidade. Tudo e todos são Um! Este conceito não pode ser percebido pelos nossos sentidos.

Com esta petição mobilizamos a energia pela passagem no Chacra Frontal. A energia transformada, neste ponto, já permite uma certa compreensão, que muito se aproxima de uma inspiração, e que pode ser percebida através da região frontal ou do “terceiro olho”.

Chakra Laríngeo
Venha a nós o vosso reino

Na petição anterior pudemos ter uma pequena inspiração do que seja o “Reino de Deus”. Nesta segunda petição mística, pedimos que este “reino”, esta harmonia de todos e de tudo, venha a até nós. O reino de Deus manifesta-se através do Verbo! “No inicio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1, 1).
O Verbo, o Logos, o Cristo, se manifestam pela palavra. Através da palavra é que podemos materializar a energia que vem de outros níveis.
Sabe-se hoje que o som é a energia vibratória que mais próximo se encontra da matéria. Com facilidade materializamos um som, fazendo vibrar a limalha de ferro em uma placa, formando figuras.

O som e o Verbo manifestam-se através do Chacra Laríngeo, onde encontra-se nossa capacidade de expressão pela palavra. O modo do Reino vir até nós é através do nosso Chacra Laríngeo. A conceituação expressa nesta terceira afirmativa movimenta o Chacra Laríngeo, pela passagem da energia divina por ele.
Na simbologia da Torre de Babel, podemos observar que a perda do reino (harmonia entre os homens), deu-se pela perda da possibilidade de expressão pelo homem. A perdição do homem foi pela perda da palavra, em consequência de sua presunção. Notamos que, a cada descida da energia divina, fica-nos mais acessível o entendimento.

Chakra Cardíaco
Seja feita vossa vontade assim na terra como nos céus.

Claro que a vontade de Deus se fará sempre em todos os lugares! Independendo da nossa vontade e das nossas rogativas. Nossa vontade não é oriunda da mente racional, como muito pretensiosamente julgamos. A vontade é um impulso que parte de dentro do coração, que a mente transforma e adapta às suas necessidades.
Vemos no Evangelho que muitas vezes Jesus afirma este conceito – “Porque pensais assim em vossos corações”.

Que nossos corações aceitem e entendam a “Vontade de Deus”! Esta é a síntese da quarta petição.

Neste ponto a energia é transformada pela passagem pelo plexo do Chacra Cardíaco.
A petição é de que nosso coração tenha o entendimento desta Vontade. Que esta vontade seja aceita tanto em cima como embaixo (na terra como nos céus). A afirmação adquire aqui uma conotação interessante. O Chacra Cardíaco é o chacra que fica no meio do corpo. A figura de céu e terra, colocada neste ponto da oração, é de uma clareza e de uma beleza poéticas.
Podemos ver que a cada descida da energia, fica mais compreensível o entendimento e mais clara a correlação com os plexos energéticos (chacras) do corpo humano.
Neste ponto encerram-se as 3 petições que são de conteúdos místicos, passando-se às 4 seguintes que são de conteúdo ético.

Chakra Umbilical
O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.

As petições éticas são de mais fácil entendimento. A energia já se encontra em níveis vibratórios próximos à nossa consciência. De uma forma poética, o pão está representando todas as nossas necessidades de sobrevivência neste mundo. Difícil achar forma mais clara de expressar tal abrangência.

“O pão nosso de cada dia dai-nos hoje” – não o pão do dia de amanhã: somente o de cada dia, a seu tempo. Esta petição envolve não só a satisfação de nossas necessidades materiais, como também as psicológicas, pedindo que tenhamos confiança e fé de que o pão de amanhã será servido a seu tempo. Que não tenhamos ambição e ganância para acumular tesouros terrenos, que as traças e a ferrugem destroem.
A primeira petição ética é claramente a ativação do Plexo Solar, Umbilical ou do Estômago, que é representado pelo Chacra Umbilical.

Chakra Esplênico
Perdoa as nossas dividas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.

Esta petição, que de inicio parece mística, é uma forte petição ética, como vamos ver a seguir. Nas nossas dívidas estão as nossas culpas. Quando temos culpa, ficamos vinculados a essa culpa de uma maneira quase     física.
A culpa nos prende pela emoção. A emoção é diferente do sentimento;  é acompanhada de manifestações físicas (calafrios, rubores, suores, arrepios). As emoções são percebidas através do abdome. Os vínculos obsessivos com entidades espirituais fazem-se através do Plexo Esplênico.

Como é possível perdoar nossas culpas? Seria injusto Deus perdoar uns e não perdoar outros. Não é Deus que perdoa nossas culpas, somos nós mesmos! Perdoamos na medida em que nos tornamos capazes de perdoar os nossos devedores. Quando conseguimos perdoar nossos devedores, desfazemos esse vínculo esplênico da culpa. Perdoar os nossos devedores não é uma atitude mística e sim ética.
Perdoar, ou não, os nossos devedores, é mais importante para nós do que para o devedor. Perdoar é uma atitude lógica, racional e do interesse de cada um. Na medida em que perdoamos é que somos perdoados. Por mais que sejamos perdoado, só estaremos perdoados, quando nós mesmo nos perdoarmos! Esta segunda petição ética é colocada de uma forma impressionante sobre o Plexo Esplênico, orientando a forma com que a energia tramita por este chacra.

Chakra Sacro
Não nos deixeis cair em tentação.

Esta petição tem características muito interessantes. Não se pede aqui para que não existam tentações. Também não se pede que não sejamos submetidos às tentações. Que existam! Que sejamos tentados!
Que tenhamos força para não cairmos nelas!
Não podemos evitar as tentações da matéria, porque vivemos nela. Viver na matéria é a principal finalidade de nossa existência neste “eon”. Não podemos pedir que nos liberte do mundo!
Pedimos que não fiquemos presos às tentações do mundo. Que saibamos viver no mundo sem ficarmos presos às coisas terrenas.

Com esta terceira petição ética chegamos com a energia divina até nossa materialidade terrena.

Nossos plexos Sacro e Genital (básico) são a parte do nosso corpo que nos põe em contato com o mundo material. Neste ponto, temos mais uma interessante colocação desta prece, quando separa o chacra sacro do chacra básico. Há entre os estudiosos dos chacras aqueles que os consideram como um único chacra. Provavelmente com a intenção de que o número dos chacras sejam sete.

Na prece, os chacras sacro e básico aparecem separados de uma forma bastante sutil, o que dá margem a interpretar os chacras como sete ou oito. A ultima petição pode parecer incluída nesta.

Chakra Básico
Livrai-nos do mal.

Esta ultima petição ética é de difícil interpretação. Ficou claro na petição anterior, que a tentação não é o mal.
O que seria este mal? Poder-se-ia entender o mal como sendo o caminho da satisfação dos sentidos, o mergulho do homem na sua materialidade. Sendo este caminho uma opção de fé e de vida. Alegam alguns magos negros que esta seria um opção divina. Já foi o próprio Deus que nos colocou os sentidos e nos proporcionou o prazer em satisfazê-los.
A doutrina de Jesus é clara em mostrar que é mesmo necessário que tenhamos nossos sentidos satisfeitos, até o momento em que tenhamos chegado ao fim do poço da jornada da satisfação destes sentidos, para então reiniciarmos o caminho de volta a Deus, como bem está demonstrado na parábola do Filho Pródigo.

O homem é sem duvida muito mais que a sua materialidade. A plena satisfação da materialidade não conduz o homem à felicidade. Este fato está sendo demonstrado de modo prático e claro, neste fim de ciclo pelo qual estamos passando. O homem vem tendo todas as suas necessidades satisfeitas pelo progresso da ciência e da tecnologia, sem que isto o torne mais feliz. Esta interpretação não faz sentido, não só nesta prece, como também não se sustenta por si mesma.

O verdadeiro mal também não consiste em se ser mau. A grande maioria dos que são maus, o são por defesa, por medo, ou por ignorância. “Deus faz nascer o sol todas as manhãs igualmente para os bons e para os maus”. Não se pode aceitar que exista um mal organizado, que se contraponha ao bem e à harmonia de Deus. Desta forma, estaríamos aceitando um Deus que não seria onipotente. Não há dualidade entre bem e mal. Fazer o mal gera uma reação externa, que se volta contra o próprio homem, criando agressões dos outros homens ou do meio.

Quanto mais adiantado o homem, fazer o mal gera uma desarmonia interna que o faz sofrer. O homem está no mundo para evoluir e crescer, na compreensão deste ciclo evolutivo. Sendo mau, vai de alguma forma movimentar forças que se voltarão contra ele, não com o intuito de puni-lo, mas de educá-lo na compreensão deste ciclo evolutivo. Desta forma, vemos que ser mau não é o verdadeiro mal.
Estas observações levam-nos a admitir que o verdadeiro mal está na inércia do homem.
O mal está em ser morno, não ser frio nem quente. O mal está em não usar os “talentos” com que fomos brindados. O mal está em ficar parado! – Conforme foi dito pelo próprio Jesus.

Com esta ultima petição, se encerra esta maravilhosa oração.
A energia divina foi trazida até nós, rebaixada gradualmente através dos nossos vórtices de energia (chacras), vindo finalmente nos dar um impulso de vida. Impulso para que sigamos adiante!

Para que andemos!
Para que vivamos!

Por que vivendo, bem ou mal, certo ou errado, inevitavelmente estaremos cumprindo a Vontade de Deus que está em nós!


Amém!
       



segunda-feira, 15 de julho de 2013

A Verdade que nos Liberta

A Verdade a nosso respeito é a que nos liberta. Não nos cabe a carga pelo errôneo sentimento de dever ou de fazer aquilo que não desejamos fazer. Elas são de origem de uma mente confusa. Quando conseguimos esclarecer nosso pensamento passamos a nos sentir livres de ônus.

Desafiemos os deveres que julgamos que não nos cabem, separemos os genuínos dos falsos, para podermos conseguir a nossa libertação pessoal. Descubramos pois as responsabilidades que nos pertencem.

Não é nosso dever fazer aquilo que é desejo dos outros, dar mais do que temos, drenando nosso tempo e nossa própria força, sacrificando nossa integridade em favor dos outros, que muitas vezes não estão ao alcance de tamanho sacrifício e nem se dão conta de que estamos nos sacrificando. Atiramos pérolas ao porcos.

Nao devemos nos curvar e diminuir nossa natureza, nem nos deixar drenar nossas forças, ou conservar relações desleais, ou escutar conselhos insensatos para agir alem de nossa capacidade, ou atender pedidos desarrazoados, nem acompanhar a multidão suportando situações desagradáveis procurando agradar a quem nos é desagradável, aceitando o ônus do mau comportamento dos outros e por isso irmos contra nossos próprios pensamentos, nos assujeitando a condições insuportáveis pedindo desculpas ao mundo e deixar a vida se escoar pelas nossas mãos.

O Sacrifício de si mesmo em favor do próximo geralmente não bom para os homens comuns. Não precisamos tentar ser o que realmente não somos. Precisamos nos libertar de falsas crenças para alcançar a verdadeira liberdade e descobrir a felicidade dentro de nós. A Verdade a nosso respeito está dentro de nós, recebemos no berço, e nunca  a perderemos, porque a temos no fundo do nosso espírito. Podemos resistir, combater e negar, mas ainda assim sempre a conheceremos. Sabemos verdadeiramente o que é melhor para nós, mas falsas crenças a respeito de deveres com terceiros fecham nossos olhos e precisamos nos livrar desta falsa ilusão que devemos nos sacrificar o tempo todo pelos outros esquecendo-se de si mesmo.

Todo conflito interior tem origem no choque entre crenças que absorvemos, e gera a infelicidade humana. O maior destes conflitos é entre o Eu Real e o Eu artificial, provocando todas as variedades de culpas, ansiedade, desespero e depressão.

Precisamos ter coragem de ser o que verdadeiramente somos, sem cogitarmos do que deveríamos ser ou o que o mundo quer que sejamos, porque é a verdade que nos faz livres. Usando uma maneira honesta de pensar, a verdade será sempre nossa melhor amiga, mesmo que a neguemos, ela será sempre fiel, não nos abandona e nunca por ser um elemento natural do nosso ser.

Se acreditamos que estamos no caminho certo, sigamos em frente, tenhamos paciência e persistência e chegaremos ao objetivo.   E se ficamos diante de situações que parecem imutáveis e irremediáveis, devemos abandonar o sentimento de responsabilidade e aceitar as coisas como são, pois se nada se pode fazer, nada se deve fazer a não ser aguardar o fruto dos acontecimentos. É preciso aprender que há um tempo de plantar e um tempo de colher e que a sementeira é livre, mas a colheita é obrigatória.

Temos uma consciência condicionada, absorvida da sociedade, mas também temos uma força interna pura e livre que nos aponta uma outra direção, seguir uma outra pode ser a diferença entre frustração e alegria, condicionamento e prisão ou liberdade.

Não é nosso dever amar uma pessoa desagradável, mas precisamos saber enfrentar o desgaste de sua personalidade, não por causa dela, mas por nós mesmos para que fiquemos protegidos da lei de retorno. Não devemos nada a uma pessoa que que não retribui nossa gentileza, fizemos nossa parte mesmo que tenhamos atirado pérolas aos porcos. Não devemos alterar o nosso modo de agir, mesmo quando nao encontram eco nos outros. É nossa responsabilidade amar e ser gentil com todos e com os nososs amigos, apreciar o prazer que suas companhias nos proporcionam. Fazemos os outros felizes, simplesmente sendo naturais e alegres, sendo verdadeiros e sinceros conosco. O maior dom que podemos oferecer as pessoas é sermos felizes e maduros. A espontaneidade, a bondade resultante desse estado de satisfação pessoal transborda e envolve suavemente os outros.

Por outro lado, temos o direito e o dever de lutar contra aquele que agride nossa integridade pessoal, mas devemos respeita-lo e trata-lo com honra e firmeza, defendendo nossa integridade acima de tudo, pois sem ela não ficaremos de pé.

Precisamos ter muito claro em nossa mente quais são nossos verdadeiros interesses e voltemos toda nossa atenção para o que realmente desejamos e seremos atraídos para fazer aquilo que precisamos fazer para alcanca-los,  o desejo apaixonado concentra nossas forças  naquilo que é importante e nos liberta das falsas crenças.

Desafiemos estas falsas crenças e obrigações, para que possamos nos libertar e encontrar nosso eco interior, mas tenhamos cuidado para nao cair na armadilha do egoísmo e perdermos a capacidade de servir. O Egoísta deixa de empreender suas forças interiores porque apega-se a tudo quanto possa agarrar com receio de perder e com isso cessa o fluxo da energia universal.

O interesse próprio não é a mesma coisa que egoísmo, ele focaliza os poderes pessoais e longe de ser egoísta ele destrói o egoismo, pois torna-se um manancial de energia para si e para os outros, fruto de uma personalidade amadurecida e bem dirigida pelo ego que dissolveu as competições interiores e alcançou o equilíbrio e segurança própria e todos ao seu retor se sentem atraídos pelo seu magnetismo.

O Falso sentimento de culpa impede as pessoas de sair em busca do seu próprio bem estar e continuam a viver dentro dos mesmos limitados padrões de conduta. A culpa surge quando se age de forma diferente da vontade interior.

Nossa maior responsabilidade é com o nosso próprio progresso espiritual, precisamos servir alegremente a nós mesmos para aprender a dar valor ao próximo. A satisfação de nossas necessidades pessoais é a primeira lei da nossa natureza e cria uma personalidade feliz e generosa, pois não podemos dar aquilo que não temos. Quando estamos satisfeitos, sem sentimento de culpa, enriquecemos todos os que encontramos e com os quais nos relacionamos contribuindo para melhorar o mundo ao nosso redor.

Por outro lado, o incomodo e insatisfação interna, a luta e a cólera destrói a paz de espírito e debilita o bom julgamento, promove comportamento repulsivo que pode gerar arrependimento futuro e com isso contaminamos a nós mesmos e a quem de nós se aproxime.

As nossas ações são justas quando tendem a promover a nossa felicidade e injustas quando promovem nossa própria infelicidade.

Façamos uma transformação no mundo fazendo primeiro a nossa felicidade pessoal e assim seremos luz no mundo e irradiaremos alegria e satisfação por onde quer que passemos.

E para isso, não precisamos de fazer nada alem daquilo que viemos fazer, aquilo para o qual nos preparamos previamente antes desta viagem maravilhosa. Sejamos então sinceros e verdadeiros conosco mesmo e com o universo e cumpramos nossa missão com simplicidade e humildade.

Joias Preciosas extraídas dos Livros Esotéricos
Lida na Segunda feira dia 15/07/2013  para ser Meditado e comentado

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Fazer o Bem sem Olhar a Quem

A transformação do mundo em que vivemos só acontecerá quanto tivermos a compreensão de que só iremos alcançar a felicidade completa quando não houver uma só criatura infeliz na face da terra.

Devemos reconhecer que nos cabe eliminar um dos nossos maiores e mais ferrenhos inimigos,o egoismo, que nos faz pensar somente em nós próprios, esquecendo-nos dos nossos irmãos que, por ignorarem os poderes que trazem  em seu interior, passam ainda por dificuldades.

Cruz e Souza Diz :

- "Renuncia a Ti mesmo;
renuncia à mundana e efêmera vaidade;
que em ti sintas a dulcíssima piedade;
que as desgraças alheias alivia"

Renúncia é uma das mais sublimes manifestações do amor impessoal.

Tal manifestação de amor deve ser praticada a cada instante  por todo aquele que almeja a Paz Universal, sem a mínima parcela de egoísmo, tendo em vista que, como nos ensina o antigo e sábio provérbio, ao dividirmos o amor  multiplicamos a felicidade.

Quando assim agirmos, nosso ser irradiará uma esfuziante alegria, contagiando aqueles que estão a nossa volta e que de nós se aproximam com seus corações abertos, visto não temerem nenhum mal em nossa presença.

A renúncia consiste numa atitude de ajuda aqueles que, por ainda estarem adormecidos, ignoram os poderes de que são depositários. Ensina a não revidarmos eventuais ofensas que alguém nos possa dirigir,  eliminando qualquer mágoa ou sentimento de revolta.

A historia a seguir "Aprende a escrever na areia", nos ensina como proceder.

Dois comerciantes árabes seguiam com suas caravanas, lado a lado, para uma feira onde pretendiam vender suas mercadorias. Em um determinado ponto, por onde passava um rio caudaloso, pararam para descansar quando um deles, de nome Farid, resolveu banhar-se, mas foi arrastado pela correnteza. Seu amigo Amir, prevendo uma tragédia, atirou-se às aguas revoltas, conseguindo salvar o companheiro. Este, refeito do susto mandou  que um dos seus servidores entalhasse numa rocha existente naquele local, a seguinte inscrição : "Aqui, com risco de sua própria vida, Amir salvou seu amigo Farid".

Ao retornarem, depois de realizados seus negócios, passaram pelo mesmo local onde fizeram nova parada e ficaram conversando junto as areias, a margem do rio. Em determinado momento, por pequena discordância, Amir esbofeteou Farid. Este tranquilamente, escreveu com seu dedo nas fofas areias:"Aqui, por motivos fúteis, Amir esbofeteou Farid"

Vendo aquilo, seu servidor que esculpira na pedra a primeira frase perguntou-lhe - Senhor !  porque estas escrevendo na areia em vez de faze-lo também na rocha ?

Farid respondeu-lhe serenamente : As boas ações deve ser gravadas na pedra para que todos, ao tomarem conhecimento dela, saibam como deve proceder a favor de seus semelhantes, enquanto que as ofensas por nós recebidas, escritas na areia, serão apagadas pela água, da mesma forma que deverão ser apagadas de nossas mentes e corações.

Renúncias, como veeem, nao visam a exaltação da nossa personalidade, nem é um ato de sacrifício.

Servimos, esquecendo-nos de ambiciosos projetos que idealizamos para nós mesmos, pensando naqueles que nos procuram, com a finalidade de cumprirem suas missões.

Santa Tereza d´Avila deixou-nos uma recomendação importantíssima - "Se você estiver meditando, em seu oratório, e alguém bater a sua porta, cesse a meditação e vá atender aquele que o procura na esperança de que poderá contar com sua ajuda"

Ou seja, quando estamos meditando, pretendemos alcançar algo para nossa elevação exclusiva, o que não ocorrerá se deixarmos de dar nossa assistência ao carente que recorre a nós.

Ramakrisna relata a história de um discípulo externo, ou seja, não residente no ashram, que certo dia o procurou movido por grande entusiasmo, dizendo em altas vozes : Consegui, Mestre !... Consegui!...

- Conseguiu o que, perguntou-lhe o Mestre ?
- Consegui andar sobre as águas !...
- E quanto tempo você levou para realizar essa façanha ?
- Dez anos, Mestre, Dez Anos.
- E o que mais voce fez nesse espaço de tempo ? ..
- Nada mais Mestre. Nada mais.
- Quanto tempo meditando inutilmente ! Você poderia pagar uma moeda ao barqueiro para transporta-lo de  uma margem à outra do rio sempre que  quisesse, utilizando todos os demais momentos dos 3650 dias passados com o objetivo de obter, vaidosamente, um poder psíquico, prestando um serviço a comunidade.

Esta é uma advertência para que todos nós, a fim de não nos prendermos a prazeres e satisfações pessoais que só contribuem para nos retardar nossa evolução, esquecendo-nos de que podemos de alguma forma ser úteis aos nossos semelhantes.

Não percamos a oportunidade que temos de prestar nossa colaboração para o êxito de todos aqueles que nos procuram, esquecendo-nos um pouco de nós mesmos, na certeza que assim fazendo estaremos contribuindo com a pequena parcela do nosso esforço para o bem da humanidade a qual pertencemos.

Embora algumas vozes possam tentar dissuadir-nos dessa atitude, sejamos surdos aos seus clamores e caminhemos resolutos nesta trajetória em busca desse ideal.

Nada busquemos em troca do que fizermos, uma vez que o amor não é uma transação comercial em que se troca um bem por outro bem. Amor é doação integral, nada se desejando como retribuição.

Não nos esqueçamos de que somos elos de uma imensa corrente conhecida como Humanidade, por meio da qual estamos indissoluvelmente ligados.

Disse Ramakrishna : " Não há pecador irremissível". De Deus viemos e a Ele voltaremos.

Cabe-nos contribuir com aquilo que já dispusermos, em virtude do nosso aprimoramento espiritual, em benefício dos elos eventualmente mais fracos, a que estamos ligados, a fim de fortifica-los mediante o despertar da força que trazem latente em seu interior, para que a indestrutibilidade dessa corrente em que todos os componentes são dotados das mesmas qualidades, seja reconhecida e mereça, para o maior empenho de cada um, visando a harmonia e o bem estar coletivos.

Procuremos fazer o bem, sem olhar a quem, tecendo uma rede capaz de abranger a todos, que que assim unidos, possamos retomar ao nosso Divino Lar, quando terminar nossa jornada nesta abençoada Terra, onde fomos colocados para nos elevarmos até chegarmos a conclusão a que chegou o Amado Mestre  Jesus, de que nós somos Um com o Pai !.

Essência estraída dos Livros Esotéricos

A CALMA ABSOLUTA

“O conhecimento da LEI à qual todos obedecemos conscientemente, nos torna senhores dos elementos adversos e nos permite aniquilar seus efeit...