segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Pescadores do Inconsciente



É impressionante o desafio de um bebê  desde que é arrancado de sua confortável vida intra-uterina e se vê separado daquilo que considerava sua única existência. Seu pequeno cérebro não consegue conceber ainda a ideia de separação e a única coisa que ele pode fazer é expressar pelo choro o seu desespero.

Aos poucos ele compreende que a mãe é um ser separado dele, mas não entende porque ora ela atende seus desejos e hora lhe nega, como se fossem duas mães diferentes, uma que lhe causa prazer e outra que lhe causa dor e ódio. Seu pequeno cérebro aos poucos vai desenvolvendo a capacidade de lidar com a dualidade, mas tem ainda que lidar com este “cara” que lhe rouba a sua mãe o tempo todo. Mais uma vez ele vai se acostumando e acha o cara até interessante, embora tão diferente daquilo que ele considerava como sendo seu universo materno.  

Assim o pequeno bebê vai crescendo em um mundo sempre lhe cobrando uma adaptação, as vezes de forma violenta, as vezes de forma suave. Quando chega a época de ir para a escola, então o choque é maior ainda, porque seu pequeno mundo de pais e irmãos, explode em uma diversidade incompreensível que ele tem que aprender a lidar e cujas regras de convivência anteriormente aprendidas são muitas vezes ineficientes.

Quantos traumas podem surgir em todos estes períodos de adaptação. Os pais também estão resolvendo seus dramas internos e muitas vezes não se dão conta de quanto eles estão agredindo o universo do pequeno ser. Os  irmãos não estão nem ai para os dramas inconscientes uns dos outros, pois estão buscando a própria sobrevivência neste mar de incertezas, e os colegas também são náufragos inconscientes que lutam ferozmente e agridem a quem se aproxime. Quantos problemas pequenos e grandes guardamos em nosso inconsciente, quanta coisa não resolvida. Os Médicos veem como trauma apenas aquilo que foge muito da normalidade, mas penso que todos carregamos conosco uma infinidade de problemas não resolvidos e para enfrenta-los precisaremos alcançar a "maturidade" emocional.

Hoje vi uma reportagem sobre Buling, que também se enquadra neste tema que estamos analisando, porque pode ser uma outra forma de revelar ou criar traumas.

Aquele que sofre com o buling está deixando vir a tona uma magoa ou ressentimento guardado em seu inconsciente, um julgamento ou uma insatisfação pessoal que o outro explicita. Se ele se aceitasse com suas diferenças, não seria tão afetado pelas brincadeiras de mau gosto alheia. Mas ao mesmo tempo que o buling revela a crueldade daquele que humilha o outro, também revela as suas próprias dificuldades de lidar com o diferente, mostrando seu questionamento interior que é também trazido a tona pela diferença que o outro expressa, como algo que ele tenta negar e esconder.

Parece que no fundo pelo menos de louco, todos temos um pouco,

O mundo traz a tona nossos traumas, nossos problemas não resolvidos que tentamos em vão jogar para debaixo do tapete, ou melhor para o nosso "mar do inconsciente".

Conforme a Visão de Jung, somos todos navegantes neste imenso oceano do inconsciente, com nossos pequenos barquinhos, que é a nossa consciência. Somos pescadores buscando os "peixes" no mar sem fim trazendo para o barco na superfície  para digerir e compreender. Mas alguns peixes são muito grandes e difíceis e podem nos levar para o fundo.

Por outro lado, a medida que conseguimos lidar com os peixes indigestos, o próprio barco aumenta de tamanho, nos permitindo então digerir peixes ainda maiores. Com barcos maiores podemos então navegar em alto mar, e então aprender a mergulhar  profundamente e ir ao encontro destes peixes que habitam as regiões mais profundas. Assim, com nossa capacidade analítica como arpões afiados, nos tornamos então habilidosos em pesca  submarina, compreendendo melhor quem somos e  porque estamos aqui e para onde estamos indo.

Então, finalmente, podemos abrir sem medo nossa caixa de Pandora.

Então veremos que está tudo lá, tudo o que somos, todo o que gostamos ou odiamos, nossos medos, alegrias, glorias, forças e fraquezas, manias, certezas e incertezas. Os traços da nossa Personalidade foram construídos com as essências destes frascos, ou melhor, com as experiencias e influencias proporcionadas pelo meio em contato com aquilo que já tínhamos guardado dentro de nós. E não poderia ser diferente, porque nascemos como uma folha em branco e o mundo escreveu aquilo que somos.

Mas então, como explicar que as mesmas experiencias podem causar reações inversas em diferentes pessoas?  Como explicar que um pai ou uma mãe agressores pode despertar depressão em um filho e garra e  determinação em outro, Como explicar que um pai fumante pode fazer alguns filhos viciados e outros que nunca tocarão no cigarro, como explicar  tantas diversidades de reações em seres que vivenciaram a mesma experiencia e até mesmo irmãos gêmeos que se diferenciam totalmente embora vivendo o mesmo meio ?

Uma das diferença da visão de Jung e seu Professor, Freud, é que ao contrário de Freud, Jung mergulhou mais fundo neste mar do inconsciente e penetrou em uma região que transcende os limites das experiencias conhecidas pela consciência vivente.  Então ele nos trouxe a visão do inconsciente coletivo, como um oceano infinito que comunica toda a humanidade e com o Universo inteiro.

Penetrar em suas próprias profundezas significaria então penetrar na consciência coletiva. Resolver seus próprios enigmas significaria então ajudar a purificar o oceano humano. Ajudar o outro em seus traumas significaria ajudar a resolver seu próprio problema.

Vivemos uma era muito especial em que o brilho de uma luz intensa incentiva a busca pela verdade escondida e guardada por séculos. As represas estão rompendo e a lama represada por séculos está sendo revolvida, revelando segredos do fundo das mentes, dos corações e das instituições, a verdade enfim está sendo revelada.

Este resolver-se é como um despertar, como o sol da manha que brilha gradativamente e nos abre os olhos lentamente. E uma vez acordados, queremos acordar os demais para que vejam a luz do lindo dia.

Vejo anjos de luz, de mãos dadas em uma grande corrente acordando uns aos outros,
Anjos de luz, como milhares de pirilampos iluminando a noite escura despertando almas pelo seu brilho doce e meigo,
Anjos de luz  mensageiros do grande Sol que brilha,
Anjos de luz cuja noite não mais amedronta,
Nunca vi tantos anjos de mão dada,
Nunca vi tanta luz e beleza sobre esta noite escura,
Que coisa linda será o amanhecer quando todos abrirem seus olhos para realidade bela,

Mas para participar deste novo dia é preciso despertar do sono dos séculos.

Acorda irmão, e desperta os outros irmãos pela tua simplicidade, pela tua paz, pela tua fé e pelo teu exemplo.


Boa noite,

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Por um mundo mais leve



#Leveconsciencia

Leve consigo a paz e o amor,
Leve dentro de voce onde você for,
Leve em suas palavras
Leve em seus atos
Leve em seus relacionamentos
Leve nos conflitos
Leve no sofrimento

Leveconsciencia
levesimplicidade
Levealegria
Leveharmonia
Leveverdade
Levegentileza
Leveesperanca
Levecortesia
Levecompreensao
Levehonestidade
Leveeducacao
Levesaude
Leveuniao
Levediscernimento
Levereflexao
Levesentimento
Leverespeito a diversidade
Leve meu amor
Leve carinho
Leve gratidao
Leve paz

Mas guarde também contigo no seu coração...


Acrescente algo leve e leve adiante.

Leve a todos, mas leve com leveza para que cada um possa escolher e aceitar livremente  seguir este caminho de libertação e beleza.

Leveconsciencia.blogspot.com

domingo, 15 de novembro de 2015

As experiências nos levam a enxergar quem somos


Penso que a vida é uma experiência para nos fazer enxergar quem somos, e quem somos está encoberto por crenças e valores que geram sentimentos diversos, as vezes confundindo nossa visão.

Talvez por isso quem se aproxime de nós evidencie nossas diferenças pelo contraste,  nos levando a reflexão . Nossos Sentimentos revelam os valores que atribuímos aos fatos e coisas, que por sua vez revelam nosso grau de miopia ou esclarecimento.

Avaliamos o mundo e as pessoas que nos cercam através destes valores, em uma especie de julgamento. Não importa quais sejam estes valores, sabemos que sempre serão limitados e certamente nosso julgamento sempre será imperfeito. Isso porque o fiel da balança nos fala de isenção. Se quisermos compreender a justiça teremos que aceitar que as causas se transformem em efeitos, sem qualquer interferência sobre elas, qualquer atribuição de valor é injusta.

Ausência de julgamento seria então a grande sabedoria, difícil de ser alcançada, a menos que se desperte dentro de si mesmo a consciência da unidade das coisas.  Quando lemos a carta de Paulo aos Corintios falando sobre o amor, nos damos conta que esta ausência de Julgamento é o próprio amor universal, uma percepção de que somos únicos, mas também somos um todo indivisível.

Julgar é deixar seus valores pessoais avaliar a situação do outro, afetando sua percepção, é perder a oportunidade de ouvir, sentir e ver a verdade das coisas que é isenta de valor. O Julgamento vem do nosso interior, daquilo que experimentamos e vivenciamos de acordo com nossas crenças e valores anteriores. Seremos sempre realimentados por estes valores internos, onde a experiencia de hoje é pesada e medida pelo resultado das experiencias passadas nos tornando assim escravos de nossas próprias crenças, a menos que sejamos capazes de esvaziar a taça da mente e do coração.  "..Largue tudo que possuis e me Siga", "..O cálice que deverá ser derramado por todos os homens para o perdão dos pecados" Jesus Cristo.

Curioso que queremos ver o "invisível", ouvir o "inaliável", compreender o incompreensível. Certamente que não será  nem com os olhos, com os ouvidos ou com a razão.

Não é o que se vê, mas o que se sente,
Não é o que se ouve, mas o que se percebe no silencio,
Não é o que se ganha ou o que se enche, mas o que se esvazia.

Algo de mágico acontece na simplicidade do natural que não tem explicação...

João Sérgio.


sábado, 7 de novembro de 2015

Abelhas do invisivel



Estive pensando que somos pequenas partículas e carregamos valores do Uno Diverso.

Como disse Reich, somos abelhas do invisível loucamente levando o mel do invisível para o visível.

Nossas diferenças fazem a diversidade, e a vida se completa pelos relacionamentos entre os diferentes que se atraem pelo que o outro tem que lhe falta.

Observamos o mundo do nosso privilegiado e único ponto de vista e desejamos  compartilhar nossos valores com os demais de forma justa e equilibrada para conquistar parte de suas visões também únicas,  e assim nos completar em busca da unidade perdida.

Temos moedas valiosas que precisam ser descobertas e utilizadas  para continuarmos a participar deste jogo de trocas infinitas, e teremos maior sucesso se compreendermos a lei do equilíbrio que rege todo o universo.

No jogo da vida vemos pedras pretas e pedras brancas no tabuleiro, como se fosse possível separar o joio do trigo.

A forca que destrói é a mesma que constrói, o que separa é o que une, o que gera a cobiça é o que mantém a roda do progresso em movimento.

Sem a competição e o desejo de alcançar algo previamente vivenciado por outro, permaneceríamos na depressão da sarjeta. Mas como ainda não temos a sabedoria da simplicidade, surgem os sentimentos conflitantes como  paixão, ódio, inveja  ciume e tantos outros que embaçam nossa percepção.

A mesma força que gera o progresso leva a ambição, a cobiça e a inveja.

Somente os Iluminados pela unificação das realidades opostas estão fora do alcance  da dualidade do bem e do mal.

Como disse a Lisana, Mestre em numerologia, somos humanos e muito distantes ainda desta Unidade Pacificadora.

Mas já conseguimos ver os dois lados dentro e fora de nós se digladiando para vencer uma luta inexistente.

Resta-nos unifica-los.

Quando colocamos um alimento na boca, nossas papilas degustativas separam o doce do amargo, o azedo do salgado... e sentimos a diversidade do paladar.

Nossos olhos cerebrais separam a luz em espectro de cores e vemos o vermelho, o amarelo,  o verde, o azul...e a realidade se mostra em uma diversidade de cores e formas.

Nossos ouvidos cerebrais separam as vibrações e ouvimos o agudo, o grave o médio... e criamos uma diversidade de sons e melodias.

Então nossa mente atribui valores para cada uma destas experiências, medindo, pesando e armazenando para não perde-las.

Mas onde Guarda-las se só existem dois compartimentos cerebrais, o da esquerda e o da direita?

Então somos levados a separar e qualificar as experiencias em boas boas ou más,  fortes ou fracas, altos ou baixos, cheirosos ou fedorentos, bonitos ou feios, gostosos ou ruins, agradáveis ou desagradáveis, dentro ou fora, amigo ou inimigo..., e assim por diante, criando mundos que se contrapõem.

Como computadores, operamos com a linguagem binária de "zero ou um", mas nos comunicamos através da linguagem decimal, ambas limitadoras da diversidade.

Cada um de nos é um ponto único de uma matriz de combinações infinitas, e faz estas separações de forma diferente criando um mundo particular, uma visão única do universo.

Buscamos ao mesmo tempo esta imparidade que nos separa e a unidade que nos reconcilia.

E enquanto criamos nosso próprio mel, com cheiro, textura, cor e sabor diferenciados,  queremos provar o mel  das outras abelhas, porque somente a imparidade não nos apetece, pois somos ao mesmo tempo a abelha e a colmeia.


João Sérgio



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Os Julgamentos e o medo

Estivemos estudando  o Filme "Um visto para o céu" ou "A cidade do Julgamento", como sugere o seu nome original em inglês.

Debatemos a importância do medo em nossas vidas e concluímos que ele é o grande causador de nossas falhas e karmas. Mas existe algo ainda mais profundo por traz do medo, o julgamento. O julgamento em si talvez seja a origem dos medos e das falsas crenças que alimentamos. Nossa mente bi-partida vê um mundo dividido entre bem e mal, certo e errado, perfeito e imperfeito, dentro e fora, masculino e feminino. Isso nos leva sempre a fazer uma escolha entre estas opções e questionar a nós mesmos o tempo todo qual seria o efeito se tivéssemos feito a escolha diferente, gerando um processo inconsciente de aprovação ou reprovação e questionamento.

Este autoquestionamento e julgamento de nossas escolhas acontece dentro de nós mesmos, mas como não temos consciência disso criamos juízes e carrascos imaginários para nos julgar e nos punir. 

Assim como somos internamente o somos externamente e o nosso julgamento se projeta nas pessoas e gera sentimentos de amor , felicidade, contentamento, ou decepção, tristeza e ódio. 

A nossa falta de maturidade para aceitar as leis universais cria um mundo de ilusão e valores imaginários, acreditando que podemos barganhar os efeitos com moedas de trocas diferentes.

Julgamos e condenamos e temos medo que sejamos julgados e criticados pelos outros, e mesmo que ninguém nos julgue ou nos critique, interpretamos suas palavras e gestos como severas criticas e condenações. Alguns se irritam e outros se retraem e se deprimem.

Mas se tudo está em nossa própria consciência, quem poderá abrir ou fechar uma porta ou fazer por nós uma escolha difícil senão nos mesmos? 

Com medo dos efeitos de nossas escolhas terceirizamos a responsabilidade para escapar dos efeitos inevitáveis e damos a outros o poder de nos julgar.

Mas existe a justiça? 
Quem tem este direito de nos julgar?

Me parece mais coerente pensar que a vida é como uma árvore em que os galhos vão criando ramificações e abrindo seu próprio caminho e a natureza se regozija com a beleza do resultado. 

Penso que não existem erros ou acertos, apenas causa e efeito.

Talvez a maior parte de nossos problemas seja não aceitar os efeitos das nossas escolhas e por outro lado, mesmo tendo feito escolhas desfavoráveis aos nossos desejos e objetivos, esperamos uma ajuda milagrosa para mudar as leis infinitas a nosso favor.

No filme citado, os senhores do Karma, mudam a historia e as leis dos céus para atender ao anseio do personagem em um momento de loucura de amor. 

É isso que todos esperamos, um juiz bondoso que nos compreenda e abra para nós a porta do paraíso nos perdoando por escolhas que não conduzem aos resultados desejados.

Mesmo sem merecer ainda assim queremos receber o pagamento pelo trabalho não realizado, colher os frutos das sementes que não plantamos. 

Enfim, criamos um Deus e um Universo a nossa imagem e semelhança, um Céu e uma Terra de acordo com as nossas crenças e medos.


domingo, 20 de setembro de 2015

O Curso da Vida

No inicio era apenas uma pequena mina, borbulhando as areias em busca da superfície. Não mais aceitava viver no mundo submerso, pois precisava de novos ares. 

Quantos questionamentos afloravam neste despertar do mundo das limitações, cujas respostas tradicionais não atendiam mais. Devia haver alguma coisa além daquele mundo pequeno e limitado.

A pequena nascente jorrou apalpando o terreno em busca de uma nova direção a seguir. Os Pequeninos obstáculos eram como montanhas gigantescas, mas já não podia mais voltar para o fundo da terra. Havia uma atração inexplicável a puxa-la. 

Então desceu por caminhos estranhos experimentando novas sensações e aventuras em cada descoberta.  Umedeceu o terreno com sua euforia e sofrimento,  seguindo sempre em frente. 

Quantas vezes se perdeu no caminho, quantas vezes ficou preso entre as pedras e espinhos ou em redemoinhos. até que o caminho se abrisse novamente e as águas seguissem seu curso.

Mais adiante se encantou com as belezas das paisagens e quase se perdeu no caminho. Também enfrentou duras rochas, mas as lapidou e seguiu  adiante e encontrou curvas velozes e sinuosas como se fossem montanhas russas. Despencou muitas vezes, mas voltou a deslizar suavemente. 

Houve um tempo em que parou sereno envolto em folhagens, como se estudasse as paisagens e delas absorvesse a essência dos mundos, neste tempo queria seguir sozinho conquistando o terreno,  mas percebeu que era melhor se unir a outros afluentes  para juntos se fortalecerem e formarem uma corrente maior,  ganhando força e firmeza. 

O pequeno veio se uniu  a outros filetes e tornou um riacho aumentando a força e o desejo de alcançar algum lugar distante, ainda sem ter noção exata da razão e sentido desta força misteriosa que tornava o terreno conhecido menos atrativo do que um futuro incerto. 

Aos poucos se transformou em um rio caudaloso Impressionando com a força com que vence os obstáculos, o vigor da correnteza, a convicção com que avança sobre as rochas e segue em frente, sentindo cada vez mais a atração da imensidão das águas que o chamavam para junto de si, dando-lhe sentido para vencer obstáculos cada vez maiores. 

Sua força agora irriga as lavouras, gera riqueza, move moinhos, gera energia para muitos, sustenta cidades e até países inteiros através da eficiência de sua correnteza alimenta e multiplica a vida.

Agora és uma força e uma referencia, és o mar para muitos afluentes que se desembocam em busca de um curso. 

Impressiona a limpidez de suas águas mansas que unem em sua lamina o céu e a terra, o gigantismo de suas margens, a serenidade de suas águas  que esconde a força que corre em seu interior, sem abalar sua superfície serena. 

Já não se sabe mais onde começa o rio e onde começa o mar. Já não se sabe mais se é o mar que atrai o rio ou se é o rio que atrai o mar.

A vida segue seu curso, como o Rio caminha para o Mar. O Curso da vida é a vida em curso, mas todo curso tem um Mestre e todo Mestre tem seu curso, e aquele que segue o curso finalmente encontra o seu Mestre.


Joias dos Livros Esotéricos,





O Eu e Sua Mascara - Gilberto Gonçalves

O psicanalista Erich Fromm, em seu livro Psicanálise e Budismo Zen, afirma que “a consciência do homem médio é essencialmente uma “falsa consciência”, consistindo em fingimentos e ilusões, enquanto justamente aquilo de que ele não tem consciência constitui a realidade”.

O processo evolutivo do homem tem por finalidade fazer com que ele alcance a verdadeira consciência, através da perfeita união entre a Alma e a Personalidade ou o Inconsciente com o Consciente. Assim se expressa Angela Maria La Sala Batà, em seu livro O eu e o Inconsciente.

A autora, porém, ressalva que não é fácil alcançar esse ideal, já que, segundo ela, oscila-se por muito tempo entre um extremo e outro, antes de se atingir o equilíbrio perfeito. A demora e os retrocessos são atribuídos à submissão às regras impostas pela sociedade que nos condiciona a falsas verdades, e nos obriga a criar um falso “eu”, alimentado por acomodações e compromissos, automatismos e hábitos.

Esse comportamento, que se faz presente na grande maioria da raça humana, provoca um mal-estar desconhecido, traduzido por um inexplicável desconforto, que é resultante de um alienante afastamento das raízes autênticas de cada criatura humana. Essas raízes estão relacionadas às nossas potencialidades mais altas, que nos põem em contato com o Inconsciente Espiritual.

Desse modo, cria-se uma situação paradoxal, uma vez que aquilo que se chama de “consciência” é, na verdade, uma “falsa consciência”, fabricada e ilusória, enquanto que o que é considerado “inconsciente” esconde o verdadeiro ser, a sua autenticidade.

A verdadeira identidade, o autêntico “eu”, é inconsciente e, quando tenta se exprimir é, na maior parte das ocasiões, impedido pela falsa consciência, pelo falso “eu”, que, à semelhança de uma máscara, encobre o semblante do verdadeiro ”eu”. Em nossos estudos numerológicos, costumamos denominar esse ato de disfarce da verdadeira personalidade de colagem, simbolizando a ação de colar uma máscara sobre o rosto para esconder a verdadeira face.

A personalidade já é por si a máscara que encobre a alma, e essa outra máscara, que encobre a personalidade, não passa de um disfarce, de uma fuga da realidade, de uma busca na fantasia por uma pretensa identidade, que não condiz com a personalidade, e muito menos com a alma.

Todos nós nascemos livres, espontâneos e autênticos, sem nenhum condicionamento externo que interfira em nosso modo de pensar e sentir. A criança é instintiva, desinibida e verdadeira, apesar de não ter consciência do seu verdadeiro eu.

Ela não se diferencia das outras pessoas, pelo fato de ter uma consciência cósmica, que a faz sentir-se ligada a tudo e a todos, numa autêntica integração espiritual, que na tradicional filosofia chinesa era reconhecida como a presença do Tao em tudo que existe. Por isso, a infância oferece as condições ideais para a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de talentos. Mas, por outro lado, facilita toda sorte de influências e condicionamentos, transmitidos de acordo com as pressões exteriores, recebidas através dos pais, dos ambientes, da educação e da sociedade em que vive.

Em função dessas influências, à medida que cresce e se relaciona com pessoas e ambientes, a criança, sem se dar conta, reprime a sua verdadeira natureza e disfarça a sua legítima identidade, e acaba por construir um “eu” fictício, como se fosse um personagem que recita o seu papel.

Mais tarde, já na idade adulta, a ansiedade por conquistar uma posição no mercado de trabalho e inserir-se na sociedade continua obrigando o indivíduo a se reprimir e a seguir as exigências coletivas, desprezando as suas vocações próprias. Assim, a máscara se consolida e a separação dele da verdadeira personalidade se torna cada vez mais profunda.

O seu verdadeiro “eu”, a alma, porém, permanece viva, e insiste em se manifestar, pressionando a personalidade continuamente, obrigando-a a se questionar diante da sua falsa identidade e instigando-a a arrancar as máscaras, que, a certa altura da vida, são de várias e de múltiplas facetas.

C. W. Leadbeater, em seu livro Os mestres e a Senda, nos fala de sete planos de existência, que são subplanos do Plano Cósmico Inferior. A Mônada pode descer somente até o segundo destes subplanos, que por isso é chamado de Plano Monádico. Para entrar em contato com a matéria mais densa, a Mônada irradia uma porção de si através dos dois planos imediatamente inferiores, e a essa porção da Mônada chamamos de ego ou alma.

A alma, uma pequena e parcial representação do Espírito, não pode descer abaixo da parte superior do plano mental, e para que possa se relacionar com os planos ainda mais inferiores, ela tem de projetar uma porção de si, que se constitui na personalidade. Essa personalidade que a maioria das pessoas toma por seu verdadeiro ser, não é mais que o fragmento de um fragmento.

A resistência oferecida pela personalidade, diante das exigências da alma, deve-se ao fato de que o lado consciente da criatura humana, na maioria das vezes, não deseja reconhecer ou não quer se acostumar com os valores sugeridos pelo inconsciente.

A personalidade, diante disso, não consegue conectar-se com a alma, ou, melhor seria dizer, reconectar-se com o passado, que se encontra registrado nos arquivos da alma. Esse passado é formado por nossos instintos atávicos, ocultos no inconsciente, e que mesmo não sendo observados em algumas encarnações, estão sempre vivos e exigentes, prontos a se manifestar a qualquer momento.

Esses instintos, na maioria das vezes, mesmo sem ser reconhecidos por nossa consciência têm uma profunda e inegável influência sobre nosso comportamento e nossas tendências. A psicanálise reconhece-os como heranças genéticas, mas em nossos estudos eles podem ser identificados como as heranças espirituais, que surgem nos mapas numerológicos em posições dos sobrenomes materno e paterno.

Além dessas influências familiares, devem ser consideradas todas as experiências kármicas individuais de outras vidas, que têm sido acumuladas pela alma, ao nascer em inúmeras e diferentes famílias. E, por fim, acresça-se a essas heranças de outras vidas, os eventos ocorridos nesta vida desde a infância, em forma de lembranças, sofrimentos, traumas e todas as sensações que se imprimiram no inconsciente.

A autora do livro O Eu e o Inconsciente sugere chamar essa área do inconsciente de “inconsciente inferior”, onde se originam os complexos, os distúrbios e as manifestações patológicas denominadas neuroses. Entre esse inconsciente, ligado à Alma, e a consciência, relacionada com a Personalidade, a comunicação não é nada fácil, por existir um espesso diafragma que dificulta essa relação.

Esse diafragma é criado por nós mesmos, inicialmente pela repressão, e a seguir, por um mecanismo automático de remoção. Eis, então, que surgem as máscaras de que falamos anteriormente, a que conceituamos chamar de colagens, para não confundi-las com as verdadeiras máscaras da alma, as personalidades, palavra originária do latim “persona” que se traduz por máscara.

A nossa Personalidade, portanto, carrega em si um passado gravado no fundo do inconsciente. Se ele existe, existe também um futuro - o superconsciente, formado por todas as faculdades, qualidades mais elevadas e possibilidades mais altas, que ainda não chegaram à superfície da nossa consciência comum.

Em determinados momentos, esse “futuro” se torna “presente”, e se revela mediante impulsos elevados, sentimentos nobres e altruístas, atos de sacrifício e heroísmo, intuições, inspirações e estados de consciência alterados, que em situações normais não ocorreriam.

Jung também teve oportunidade de observar esses aspectos mais elevados do inconsciente, em pessoas de meia-idade, que, quando eram reprimidos, provocavam sofrimentos e incômodos. Victor Frankl denominou essas reações de “neuroses noógenas”, como derivadas da repressão das exigências espirituais.

Nós identificaremos situações semelhantes nas Personalidades que se negam ao cumprimento da Missão, e que acabam por sofrer toda espécie de distúrbios, desde o espiritual, até passar pelo psíquico e atingir o físico. São os casos em que perceberemos que a Alma inspira a Missão, mas a Personalidade insiste em conquistas imediatistas, simbolizadas por ganhos financeiros e manipulação do poder.

Simultânea e paralelamente a esse inconsciente pessoal, Jung identificou também um inconsciente coletivo, uma espécie de psique coletiva de toda a humanidade, unindo os homens em contínuo e misterioso intercâmbio de energias, informações, influências, experiências e mensagens telepáticas. Essa psique universal seria o que os antigos alquimistas e místicos chamavam de Alma do Mundo.

A base dessa afirmação está na crença de uma interação constante e permanente das energias circulantes em toda a humanidade. A tese, no entanto, não nega a necessidade dos resgates individuais dos karmas, dentro do processo de evolução dessa imensa Alma do Mundo, que reúne em si o somatório de todas as almas humanas.

A Personalidade é o veículo da Alma humana para o resgate kármico e a contínua evolução da Alma. Mas, para isso, ela terá de interagir com a Alma, seguir os seus ideais e aceitar as suas exigências, para que se cumpra a Missão, quando se dá uma expansão espiritual da Alma, já direcionada para os objetivos evolutivos da próxima Missão.

E para que esse passo evolutivo venha a acontecer, é preciso conhecer todos os níveis de consciência de que nossa Personalidade é formada, a fim de que se possa transformar o “eu limitado” dessa Personalidade, em consciência livre e inclusiva da nossa verdadeira essência, a Alma.

Essa inclusão da Personalidade à Alma é a meta para a qual tende inconscientemente toda a humanidade, insuflada e instigada pela ligação que todos têm com o Espírito, a consciência divina presente na criatura humana. E para tanto, é indispensável que os ideais da Alma e os impulsos da Personalidade se amoldem ao conteúdo de cada Missão, o que deverá ir ocorrendo em função do amadurecimento da Personalidade.

Desvios de rumo, acomodações, ambições desmedidas, autoritarismos e atitudes egoístas serão entraves permanentes ao cumprimento da Missão, que, apesar de provocados pela Personalidade, serão absorvidos pela Alma, e repercutirão nas encarnações seguintes. Não há como desconhecer que, apesar de duas consciências distintas, Alma e Personalidade formam uma entidade uma, inseparável, de dependência parcial e ilusória somente para efeito didático.

Gilberto Gonçalves - Numerologia da Alma


Conheça o Curso de Numerologia da Alma 

cliqueevejamaisdetalhes



sábado, 19 de setembro de 2015

O Ritmo da Vida Fritijof Capra

“ ...Um outro aspecto intrigante da metáfora holográfica é uma possível relação com
duas idéias da física moderna. Uma delas é a idéia de Geoffrey Shew de que as
partículas subatômicas são dinamicamente compostas umas das outras, de tal modo que
cada uma delas envolve todas as demais; a outra idéia é a noção de David Bohm de
ordem implicada, de acordo com a qual toda a realidade está envolvida em cada uma de
suas partes.

O que todas essas idéias têm em comum é a noção de que a holonomia
— o ser total contido, de algum modo, em cada uma de suas partes — pode ser uma
propriedade universal da natureza. Essa idéia também foi expressa em muitas tradições
místicas e parece desempenhar um importante papel nas visões místicas da realidade.

A metáfora do holograma inspirou recentemente numerosos pesquisadores e foi aplicada
a vários fenômenos físicos e psicológicos. Lamentavelmente, isso nem sempre é feito
com a necessária cautela, e as diferenças entre uma metáfora, um modelo e o mundo real
são esquecidas, por vezes, na onda de entusiasmo geral. O universo não é,
definitivamente, um holograma, pois exibe uma multidão de vibrações de diferentes
freqüências; assim, o holograma pode freqüentemente ser útil como analogia para
descrever fenômenos associados a esses modelos vibratórios.

Tal como no processo de percepção, o ritmo desempenha um importante papel
nas várias maneiras como os organismos vivos interagem e se comunicam entre si. A
comunicação humana, por exemplo, tem lugar, em grau significativo, através da
sincronização e da interligação de ritmos individuais. Recentes análises de filmes
mostraram que toda conversação envolve uma dança sutil, e em sua maior parte invisível,
em que a seqüência detalhada de tipos de fala é precisamente sincronizada tanto com
movimentos ínfimos do corpo do locutor como com os movimentos correspondentes do
ouvinte.

Ambos os parceiros estão enlaçados numa seqüência intricada e precisamente
sincronizada de movimentos rítmicos que dura enquanto eles permanecerem atentos e
envolvidos em sua conversa. Um entrelaçamento semelhante de ritmos parece ser
responsável pela forte vinculação entre os bebês e suas mães e, muito provavelmente,
entre as pessoas apaixonadas. Por outro lado a oposição, a antipatia e a desarmonia
surgem quando os ritmos de dois indivíduos não estão em sincronia.

Em raros momentos de nossas vidas, podemos sentir que estamos sincronizados
com o universo inteiro. Esses momentos podem ocorrer sob muitas circunstâncias —
acertar um golpe perfeito no tênis ou encontrar a descida perfeita numa pista de esqui, em
meio a uma experiência sexual plenamente satisfatória, na contemplação de uma obra de
arte ou na meditação profunda.

Esses momentos de ritmo perfeito, quando tudo parece
estar exatamente certo e as coisas são feitas com grande facilidade, são elevadas
experiências espirituais em que todo tipo de separação ou fragmentação é transcendido.
Neste exame da natureza dos organismos vivos, vimos que a concepção
sistêmica de vida é espiritual em sua essência mais profunda e, portanto, compatível com
muitas idéias sustentadas nas tradições místicas. Os paralelos entre ciência e misticismo
não se restringem à física moderna, mas podem ser estendidos agora com igual
justificação à nova biologia sistêmica.

Dois temas básicos se destacam repetidamente ao
estudarmos a matéria viva e não-viva, sendo também amiúde enfatizados nos
ensinamentos dos místicos: a interligação e a interdependência universais de todos os
fenômenos e a natureza intrinsecamente dinâmica da realidade. Nas tradições místicas
encontramos também um certo número de idéias, menos relevantes ou pouco
significativas para a física moderna, mas cruciais para a visão sistêmica dos organismos
vivos....”



Trecho extraído do Livro : O ponto de Mutação de Fritijof Capra. pags. 281 e 282

Doutor em física pela Universidade de Viena.

O espelho da vida Mahatma Gandhi

Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos.

Ele respondeu:

A Política sem princípios;
O Prazer sem compromisso;
A Riqueza  sem trabalho;
A Sabedoria sem caráter;
Os negócios sem moral;
A Ciência sem humanidade;
A Oração sem caridade.

A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis​​ se eu sou amável,

que as pessoas são tristes se estou triste,

que todos me querem se eu os quero,

que todos são ruins se eu os odeio,

que há rostos sorridentes se eu lhes sorrio,

que há faces amargas se eu sou amargo,

que o mundo está feliz se eu estou feliz,

que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,

que as pessoas são gratas, se eu sou grato.

A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.

"Quem quer ser amado, ame"

Somos os nossos Relacionamentos

No Livro "O Ser Quântico",  Donah Zohar nos mostra a dualidade dos contrários que existe em todo universo manifestado revelando o dilema indissolúvel da consciência em busca de si mesma.
"Somos os nossos Relacionamentos”, mas também nossas experiências, que na verdade são os nossos relacionamentos com tudo e com todos. 
Tudo no universo clama pela unidade e reintegração. A carne adere ao esqueleto, os órgãos aderem ao corpo e a alma adere à personalidade clamando pela integração. A mente precisa da experiência, mas adere a ela e se identifica com ela de tal forma que se perde em si mesma. Mas nesta união deixa parte de si mesmo ao morrer todos os dias a cada noite.
Na busca de quem somos precisamos reunir nossos fragmentos perdidos das diversas vidas e experiências vividas pelas nossas almas. Mas só os encontraremos nos outros. O mundo tem mais de nós do que esta pálida vida que é apenas 12 segundos de existência da consciência que é o tempo que dura o presente. Tudo mais já se foi, levado pela corrente do rio.
Durante o dia acoitamos em nossa mente tudo que podemos reunir e em nosso repouso da noite as ideias se multiplicam e se desenvolvem em beneficio de nossa maior compreensão do que somos, quando nos revemos refletidos em nossos próprios pensamentos fazendo uma revisão de tudo que fizemos e vivenciamos.
A noite sucede o dia e a escuridão e o sono acalmam e restauram as energias e restabelecem o equilíbrio. Entre as experiências de um dia e o silencio da noite restam as memorias do que se foi e do que fomos. O sono da noite pode ser longo e profundo, restaurador e magico nos transformando em um novo ser. 

O sono nos leva de volta ao mundo das ideias perfeitas e livres, sem compromisso de realizar-se. Um desdobrar de magia e fantasias onde tudo é possível. Então a mente resgata sua liberdade criativa e se sente revigorada para realizar no plano das ideias tudo que deseja e anseia e se sente novamente a criança que sonha e viaja por mundos imaginários do faz de conta que não precisam existir para trazer alegria e felicidade. 


A criança então renasce e o velho morre, para novamente no dia seguinte o velho ser revigorado pela criança. Voltamos assim a ser crianças e penetramos no reino dos céus.
E se a noite for mais longa, e se os sonhos durarem algumas dezenas ou centenas de anos, porque chamamos de morte se sabemos que um novo dia virá e o velho se tornará novo revigorado pelas energias dos sonhos da criança.
Na linguagem simbólica da mente podemos deitar no divã do nosso psicanalista interno e nos reencontrarmos, desnudados dos compromissos e obrigatoriedades da vida pratica, logica e concreta.
O Mestre nos convida a sonhar acordados e desenvolver o mental abstrato libertando nossas mentes das ligas que nos prendem ao concreto, lembrando o primeiro principio Hermético que diz que o Universo é Mente.
Somos os nossos relacionamentos porque é através deles que nos vemos e nos reconhecemos como se fossem pequeninos pedacinhos de espelhos.
Cada vez que atuamos e nos relacionamos, seja com coisas ou com outros "eus", deixamos nossa marca e um pedaço de nos mesmos.
Então, como animais que demarcam instintivamente os terrenos, rotulamos este relacionamento como "meu" na busca de preservar nossa descoberta desta pequena fração do eu.
No inicio nos apegamos a coisas e pessoas e as aprisionamos na tentativa de preservar-nos.

Mas com o tempo percebemos que quanto mais nos relacionamos mais nos multiplicamos e nos revelamos.
Então, compreendemos que só encontramos a alegria de nos religarmos quando deixamos de nos apegar a estes pequenos "eus" e passamos a distribuir o que somos por todo o universo.
 “Crescei e multiplicai-vos”
Contribuindo com as experiências dos demais "eus" reunimos os nossos próprios fragmentos e a nossa Unidade Cósmica, encontrando o nosso verdadeiro Eu.


baseado no Livro "O Ser Quântico",  Donah Zohar

A Cadeia de Ligação com o Inconsciente Coletivo

A Cadeia de Ligação com o Inconsciente Coletivo

O genial Carl Gustav Jung, mais do que um psicanalista, era um homem adiante do seu tempo. 
Psicólogos e psiquiatras da primeira metade do século passado se contentavam em colecionar provas sobre os fenômenos extra-sensoriais para tentar comprovar suas existências. 

Jung, no entanto, queria bem mais do que isso. Desde seus tempos de principiante na carreira médica, ele já sabia que telepatia, precognição e psicocinese existiam, mas era preciso entender como elas funcionavam.

O resultado de intensa pesquisa fez surgir a sua famosa Teoria da Sincronicidade, que ele veio a publicar quase no final da sua vida. 


O que a maioria sempre chamou de coincidência, com a tendência de coisas semelhantes ocorrerem inesperadamente e ao mesmo tempo, para Jung teria de ter uma explicação não casual que unisse causas e efeitos. 


Por que ao pensar numa pessoa a quem não vemos faz tempo, de repente, ela aparece à nossa frente?


Como explicar o livro que cai à nossa frente com a página aberta numa solução para um problema que atormentava a nossa mente?  


Jung percebeu que o avanço da ciência poderia fornecer-lhe muitos subsídios para levar suas pesquisas adiante. Na época, a Teoria da Relatividade de Einstein desafiava e perturbava as velhas noções de tempo e espaço, que faziam parte do quadro de causalidade que estava sendo estudado por Jung.

Os fatos levantados pela física quântica, que se mostravam extremamente anárquicos, estimularam a busca de Jung para a melhor compreensão da psique humana. 
Jung uniu, então, definitivamente, a psicanálise à física quântica, ao argumentar que num reino além da nossa psique consciente, com suas divisões entre mente e matéria, há uma unidade sem tempo, onde o passado, o presente e o futuro se fundem, e onde a matéria e a psique não passam de manifestações de uma única realidade.
A base da sua Teoria da Sincronicidade estava enfim, lançada, com a identificação de um inesperado paralelismo entre acontecimentos psíquicos e físicos. 
A verdade é que toda a Teoria da Sincronicidade está intrinsecamente relacionada à Teoria do Inconsciente Coletivo e dos Arquétipos.
A noção básica em todo o trabalho de Jung é a de que, como espécie, os seres humanos compartilham memórias e experiências comuns, e que todos esses tesouros raciais reunidos estão armazenados no inconsciente coletivo.
Esta ideia de consciência coletiva de Jung nos lembra a vida em um formigueiro. Parece que todas as formigas fazem parte de uma rede de relacionamentos e seguem a direção de uma vontade coletiva.
Em contraposição,  vemos o homem a tentar impor a sua vontade individual sobre a vontade coletiva.
Mais notadamente o homem ocidental.
O oriental em geral se comporta de forma diferente, como se fisesse parte de algo maior.
Nas cidades orientais, Milhares de carros, motocicletas, bicicletas e pessoas se misturam , mas sem respeitam e se entendem perfeitamente, como se vivessem conectados com a consciência que controla o "formigueiro".

Esses povos costumam cultuar seus antepassados com respeito e devoção,   ligando o visível ao invisível, unindo presente passado e futuro.
Segundo a Neurolinguística  quando fazemos coisas em conjunto com outras pessoas estabelecemos uma sintonia, ou Rapport, que permite uma conexão do nosso inconsciente com o inconsciente da outra pessoa.
Somos Seres grupais e assim, criamos  bolhas de relacionamentos  com varias conexões entre elas, formando uma verdadeira  rede de relacionamentos.
É semelhante ao que acontece em uma panela de água quente onde as gotículas de óleo vão se unindo e formando bolhas maiores, e aos poucos estas bolhas se unem até que finalmente todas se juntam em uma única bolha.
Todas as religiões e filosofias buscam religar o homem a sua essência, a consciência universal.  

Muitos entendem que este religare é algo para um futuro distante, como premio de uma longa caminhada.

Mas segundo a visão de jung, somos fragmentos desta alma universal que busca a reintegração,  que deve  acontecer todo dia, a cada relacionamento, a cada  sintonia ou Harmonia que criamos com pessoas e grupos que nos conectam ao Inconsciente Universal, ampliando assim nossa percepção de nos mesmos e do universo.
Toda esta reflexão  nos remete a ideia de Cadeia Magnética, um ritual de profundo significado. Talvez o maior dos mistérios espirituais. 
Através dela mantemos viva a chama do ideal que alimentamos e nos conectamos com toda a família espiritual, visível e invisível,  e com Inteligências que comungam  ideais semelhantes.

 Através da ligação com aqueles que nos são mais afins, formamos elos de afinidade e através deles alcançamos outras inteligências nos conectando com a alma universal.

É uma corrente de mão dupla que precisa ser alimentada com a mente ativa e o coração fervoroso, para que possamos nutri-la e receber dela novas forças e inspirações.


Mensagem do Grupo,



Somos do tamanho de nossas crenças

Colocamos toda nossa energia naquilo que acreditamos, e fazemos de má vontade aquilo que não acreditamos.

Algumas crenças  sao limitantes e prejudicam nossa caminhada rumo aos nossos objetivos, enquanto que outras sao estimulantes e facilitam e abrem portas incentivando nossas ações positivas.


Independentemente de ajudar ou dificultar, sob a ótica universal, toda  crença pode ser vista como um fator limitante.

Para o homem comum estes limites são como as margens de um rio, que ajudam a manter o foco e a direção na vida.


Mas aquele que busca a liberdade já não se contenta mais com estes artifícios do inconsciente e deseja mergulhar no Oceano infinito do saber.

Muito mais do que limitar nossas ações, nossas crenças limitam e demarcam o nosso universo pessoal e a nossa capacidade de enxergar as coisas.
Até onde vai esta limitação ? 

Até onde podemos afirmar que aquilo que acreditamos é real ou fruto apenas de nossa miopia ?

De acordo com estudos  da física quântica o observador modifica a coisa observada, segundo suas expectativas e crenças.

Sendo assim, será que não moldamos um universo só nosso para confirmar nossa crença e nos mantermos seguros ?

Poderíamos dizer  então que somos as nossas crenças ?

Através de nossas crenças limitamos a realidade infinita e formamos  nossa individualidade  e  identidade, como se  desenhássemos um circulo em torno de nós, definindo nossos comportamentos dentro e fora deste circulo.

Para aumentar nossa segurança e fortalecer a espessura destas linhas delimitadoras, buscamos adesão a nossa crença em outros indivíduos, para ter  a sensação de que temos a verdade. 
Ajudamos assim a construir o inconsciente coletivo com indivíduos que se aliam aderindo e alimentando crenças comuns.
Vivemos todos em um mundo delimitado por pálidas sombras da verdade infinita.  

A medida que a luz de novas percepções vai clareando  estas sombras  mudamos nosso comportamento, expandindo nossa visão.


Conhecerás a Verdade e a verdade voz libertará.

Seja pela experiência, seja pela reflexão, seja mergulhando no oceano do inconsciente, fazemos escolhas, quebramos velhos paradigmas e ampliamos nossa visão.

Buscamos a verdade absoluta, mas parece que ela esta fora do alcance do individuo comum, pois este não quer abrir mão do circulo limitador das crenças. 

Eliphas Levy em seu livro, A chave dos grandes Mistérios   , nos diz ao seu modo  "Aquele que crê não sabe, pois quem sabe não precisa crer "

Mesmo o Sábio ainda não alcançou a verdade absoluta, embora sua visão seja mais clara e luminosa.   

Segundo a  física quântica, no universo  todas as possibilidades ocorrem em simultâneo, mas diante do observador e sua consciência sempre catalisam apenas uma destas possibilidades. 


O tempo e o espaço existiriam simultaneamente em todas as suas possibilidades, fora do alcance  da consciência humana.


Mas aos elétrons é permitido orbitar simultaneamente infinitas posições zombando do tempo e do espaço, mas o homem está condenado a fazer escolhas porque vive na dimensão da linearidade.

Como no quadro em que Moisés tem diante de si duas taças  e tem que fazer uma escolha.
Uma contem vinho branco e outra veneno.   Mas Moises podia enxergar além das aparências e fazer uma boa escolha.


Para o homem, sempre  haverão escolhas.   Toda escolha implica uma renuncia.
Diferentes caminhos em um gigantesco labirinto onde existe uma só saída mas muitas formas de chegar la. 


Algumas mais curtas e mais fáceis e outras mais longas e penosas.  Caberá  a cada homem aprender a encontrar uma luz  para lhe ajudar nestas escolhas.
No jogo da vida Sempre existem os "universitários", mas precisamos aprender  a decifrar  suas mensagens e entender sua linguagem.

A caminhada se torna mais fácil para quem  aprende a buscar ajuda superior.
Para isso precisa  desenvolver  sua harmonia interna e aceitar as regras da harmonia universal.

Dos Mestres no chegam um conselho sábio. 


"Agindo em estreita colaboração com os auxiliares invisíveis, fazendo sua parte, e trabalhando de forma persistente para vencer as dificuldades,  poderá aos poucos vencer suas próprias limitações e expandir suas possibilidades removendo um a um  os obstáculos que colocastes em suas vistas pelas falsas crenças que alimentastes.

Chegará um dia em que restará apenas um pequeno véu, que poderá ser então  removido pelo teu Mestre."

Mensagem do Grupo,


Pensar Agir e Sentir

Estes três vértices formam o triangulo magico da Criação, que envolve sempre Ideia, sentimento e ação.
Existe uma estreita correlação entre eles, de tal forma que quando um deles é  acionado desencadeia reação nos demais.
O pensamento gera sentimento, que provoca ação, a ação provoca sentimento e reflexão, o sentimento dependente da criação mental e da iniciativa.
Qual o motor que costumamos usar em nossas vidas?
Ação desenfreada e irrefletida, rompantes destruidores sem a analise cautelosa da razão?
Turbilhões de imagens mentais que incendeiam as emoções ?
Sentimentos nebulosos de magoa ou paixões desenfreadas, confundindo a  a razão  e a  visão  da realidade?
Os sábios antigos comparavam o homem com uma carruagem. O Cocheiro representa a mente, Os Cavalos Representam o coração e as emoções, A Charrete com sua mecânica, representa o Corpo Físico.
Quem está no comando desta carruagem?
A carruagem move-se desgovernada seguindo ladeira abaixo, carregando consigo o cocheiro e o cavalo selvagem que impõe sua força desobedecendo as ordens do cocheiro arrastando todos para o precipício?
Somente um cocheiro habilidoso, sereno e firme pode controlar está carruagem e leva-la com segurança para o seu destino.
A razão deveria ser a condutora de nossa vida,  inspirada pela força motora dos sentimentos que estimulariam os músculos para uma ação coordenada sob sua supervisão atenta.
Fora deste caminho a segurança e estabilidade ficam comprometidas.
Mas quando  trazemos lições não aprendidas, raramente sabemos equilibrar nossas forças internas, gerando desiquilíbrio também em nossos   corpos.
Mas a sabia mãe natureza, nossa fábrica de carruagens, conhece todas as nossas deficiências e constrói as carruagens ajustadas para corrigir estas imperfeições e os riscos da viagem  para chegarmos seguros aos nossos objetivos, colocando os reforços no local que precisa. Muitos não entendem o desconforto causado por estes calços e passam a vida tentando remove-los. Se eles conseguirem retira-los antes que tenham aprendido suas lições suas viagens estarão seriamente comprometidas.
Imaginem se um homem precipitado tivesse o poder de concentração de um perfeccionista, ou se o um explosivo tivesse a forca motora do pratico e assim por diante? Como diz o proverbio popular, Deus não dá asas a Cobras.
Quantos consultórios médicos e psiquiátricos estão cheios destes viajantes que querem consertar aquilo que parece uma erro ou imperfeição.
Mas como percebemos as coisas em sentido invertido,  não  compreendemos a verdadeira razão destas aparentes imperfeições.
O que para nós parece a causa, muitas vezes é o efeito, o que parece o problema pode ser apenas a solução, o que parece uma doença pode ser uma cura.
Uma personalidade metódica, racional e incrédula pode ser a experiência de cura da alma sonhadora aprendendo a realizar. Uma personalidade cigana, aventureira e desapegada pode ser a experiência libertação de antigas prisões e excessiva rigidez. Uma personalidade ambiciosa, que prima pelo resultado, quem sabe não é uma alma perfeccionista e critica aprendendo a lidar com a realidade humana.
Quanto mal poderíamos fazer a nós mesmos e aos outros se tivéssemos o poder de “consertar”  nossas carruagens tortas, antes de aprender a  controla-las.
Voltemos a figura Pitagórica do triangulo equilátero da criação. 
Ela nos mostra que o processo criativo só se completa com a ação e materialização.
A mente tem todas as possibilidades embrionárias, mas sem a materialização ocorre um aborto e não há o nascimento efetivo. Viver é dar forma as possibilidades quânticas através das escolhas sujeitando-se a erros e fazendo correções em busca da perfeição infinita.
É no momento da realização que surge a chispa do aprendizado de si mesmo revelando ao criador sua própria natureza criativa,  num processo recíproco, onde a coisa observada também modifica o observador.
Seriamos nós co-autores do universo a medida que criamos e transformamos o mundo que nos cerca através de nossas experiências e aprendizados , como afirma Dona Zohar eu no Livro  O Ser quantico?
No livro a autora cita Rilke:  “Somos abelhas do invisível. Loucamente juntamos o mel do visível para armazená-lo na grande colmeia dourada do invisível.”
Ou Seriamos pequeninas aranhas tecendo uma nova realidade, onde o fio de uma encontra o fio da outra criando  o tecido universal da sociedade sob o comando da “Aranha Rainha”, que se desdobra em múltiplas consciências individuais?
Seria então o labirinto humano apenas uma folha em branco a ser preenchida pelas experiências individuais compartilhadas, onde nada estaria pré-definido?
Se um mestre pode se tornar um aprendiz enquanto ensina, modificando o curso e a essência do próprio ensino enquanto aprende, é porque tudo é dinâmico e mutável e as possibilidades são infinitas e imprevisíveis.
Nada estaria estabelecido de forma fixa, imutável ou incurável. Todos os limites podem ser superados pela criatividade do espírito que tem em si o poder infinito.
Então o universo precisa que cada um conjugue a equação Pitagórica de Pensamento, Sentimento e ação para continuar a  jornada criativa do Homem, que recebeu no sétimo dia a Missão de continuar a obra criativa.
A  nossa Escola  tem na educação da Mente seu Pilar principal para que o estudante aprenda a controlar  suas “éguas devoradoras” do pensamento, dominando  o turbilhão criativo cadenciando pensamentos e levando paz e harmonia a mente. Assim poderá montar seguro sobre o “Touro das emoções” e caminhar com ele para o plano da realização consciente.
Quando a ideia cristalina fertiliza o terreno das emoções, surge então a força motora da ação que levará o estudante a sua própria experiência,  que ao superar os desafios transforma sua alma com um salto quântico para a percepção de si mesmo e da realidade universal.


Mensagem do Grupo,



Permitamos que a nossa Chama se torne um Sol Radiante

Nossa preocupação neste momento não deve ser apenas manter a nossa chama acesa, ou preservar aquilo que temos, mas sim permitir que  ela ...