quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O que é espiritualidade?




Espiritualidade não é uma religião, não é uma doutrina, não é o sacerdócio, não é uma crença e nem uma opinião.

Espiritualidade é um modo de vida, é um estado de espírito, é uma abertura mental, é uma aspiração à transcendência.

Espiritualidade é sentir arder uma chama interior que ilumina nosso caminho no caos e nas trevas que vivemos no mundo.

Espiritualidade é a confiança expressa nas palavras “Ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte, nada temerei.”

Espiritualidade é entender que somos como crianças tomando uma vacina, que machuca muito na hora, negamos, gritamos e esperneamos, mas que depois imuniza nosso espírito.

Espiritualidade é ir além, é a consciência de que a vida não se encerra na morte, de que é preciso haver continuidade dentro da descontinuidade. De que tudo que começa, termina; tudo que nasce, morre; tudo que vai, volta. De que para cada problema há uma solução, para cada lágrima derramada há sempre um consolo e para cada perda há sempre um ganho.

Espiritualidade é reconhecer um propósito em todas as coisas, e recusar a existência da sorte, do azar e do acaso. É ter paciência e confiar que, um dia, o significado de tudo será desvendado.

Espiritualidade é dar de si mesmo, é renunciar ao pequeno para obter algo maior, é abdicar de nossas pequenas posses para ganhar tudo o que sempre nos pertenceu. É fazer das florestas do mundo nosso jardim, é fazer do céu o nosso teto, é fazer dos mares e rios a nossa piscina, é fazer da Terra a nossa casa. É cuidar do tudo, de cada ser e coisa, e não apenas de nossos escassos bens terrenos.

Espiritualidade é ver por dentro, é não se deixar levar pelas aparências, é reconhecer o essencial em cada mínimo aspecto da vida, é satisfazer-se com pouco para obter muito, é rasgar o véu da ilusão e desejar entender o mistério da vida.

Espiritualidade é pedir pouco e agradecer muito. É dar muito e nada pedir em troca. É fazer sem esperar retribuições. É perdoar, é arrepender-se, é refazer, é renovar, é reaprender a ver o mundo e a si mesmo.

Espiritualidade é fazer do seu professor o lírio do campo, as árvores ao vento, a tempestade nebulosa, o orvalho numa flor, a borboleta esvoaçando, o rio fluindo, os pássaros cantando. É aprender com a mais insignificante criatura.

Espiritualidade é deixar o humano morrer para o divino nascer. É trazer o céu para a Terra. É viver na Terra o céu que desejamos após a morte. É debruçar-se no inferno resgatando as almas perdidas e errantes. É ser uma luz no meio da escuridão.

Espiritualidade é dormir quando se tem sono, é comer quando se tem fome, é olhar a montanha e ver a montanha, é molhar as mãos no rio e sentir o frescor das águas, é ver aquilo que está ali, é não intelectualizar tudo, é sentir a essência das coisas e mergulhar na essência da vida.

Espiritualidade é estender a mão aos que sofrem, é dar conforto aos que choram, é dar abrigo aos sem teto, é dar conselhos aqueles que se perderam, é esclarecer aqueles que têm dúvidas, é dar de si mesmo em prol de todos, é fazer o bem pelo bem, é morrer pela verdade para renascer na plenitude.

Espiritualidade é dispensar as palavras e os discursos fúteis e navegar nas paragens do silêncio interior. É aprender a ouvir a vida, a ouvir a si mesmo, a diminuir a corrente dos pensamentos, é tranquilizar o turbilhão das emoções, é fazer circular as energias, é deixar tudo fluir.


Espiritualidade é viver na simplicidade, naturalidade e na espontaneidade. É libertar-se de tudo o que é passageiro, perecível, transitório. É mergulhar na vida sem medo, sem travas, sem amarras, sem correntes, sem bloqueios. É viver, e apenas viver, sentindo a vida como ela é. É não precisar de nada, não depender de coisa alguma, não se deixar influenciar pelas marés agitadas da confusão.

Espiritualidade é libertação, é humildade, é fé, é amor e é esperança.

Texto extraído do site A Grande Fraternidade Branca

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Desiderata


Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.

Tanto que possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o cercam.

Fale a sua verdade mansa e calmamente e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes – eles também tem sua própria história.

Evite as pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem nosso espírito.

Se você se comparar com os outros você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você. Viva intensamente o que já pode realizar.

Mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo tempo.

Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença, a virtude existirá sempre.

“Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores.

Você merece estar aqui e mesmo que você não possa perceber a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.”

 Muita gente luta por altos ideais e em toda parte a vida está cheia de heroísmos.

 Seja você mesmo, principalmente, não simule afeição nem seja descrente do amor; porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.

 Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas seja compreensível aos impulsos inovadores da juventude.

Alimente a força do Espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários, muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

E a despeito de uma disciplina rigorosa, seja gentil para consigo mesmo. Portanto esteja em paz com Deus, como quer que você O conceba, e quaisquer que sejam seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada da vida, mantenha-se em paz com sua própria alma.

 Acima da falsidade, dos desencantos e agruras, o mundo ainda é bonito, seja prudente.

 FAÇA TUDO PARA SER FELIZ

 Max Ehrmann

sábado, 10 de agosto de 2019

Alma quimica


O artista e o soprador 

 O grande Alquimista idealiza a obra misturando elementos em uma combinação química para produzir vida e transformação. O DNA é uma cadeia genética de átomos dispostos de tal forma que determinam todas as características do nosso ser.

 É como se houvesse um mapa ou um plano cuidadosamente traçado que determina todos os potenciais para desenvolver determinadas características que podem iniciar e favorecer determinados comportamentos.

 Desde quando nascemos e durante toda nossa vida tais potenciais estarão lá a nos favorecer ou nos dificultar em determinados aspectos. Isso explicaria os nossos talentos, virtudes e fraquezas. Isso explicaria também porque determinadas pessoas mesmo em situações adversas não desenvolvem determinadas fraquezas e outras com um pequeno impulso as incorporam em seu caráter.

Entretanto estudos indicam que o DNA precisa ser ativado para produzir os efeitos que nele estão registrados. Esta ativação ocorreria diante de situações emocionais que provocam uma reação em cadeia em nosso ser e disparam nossos mecanismos internos de proteção e preservação.

Parece então haver uma combinação perfeita entre o plano, o meio e as circunstâncias, para provocar esta ativação.

Quando comparamos o plano da Alma do mapa numerológico com as reações da pessoa diante dos problemas e desafios concluímos que deve existir algum mecanismo que estabeleça esta relação entre o plano, os registros do DNA, o meio e as circunstâncias. Assim suas personalidades são moldadas segundo suas heranças,  como que trazendo de volta um passado distante que foi registrado na sua genética.

Os antigos estudos herméticos falam em quatro fases sucessivas da vida e indicam que somente a partir da terceira fase o indivíduo está com sua personalidade pronta. É como se passássemos uma grande parte de nossa vida nos reconstruindo segundo um velho padrão, para retomar quem somos, para depois então, uma vez reincarnados, começarmos então a reforma de nosso ser lutando contra nossas tendências indesejáveis.

Na oficina da alquimia Suprema, o artista idealizou a obra e cabe ao soprador manter o fogo aceso para aquecer os materiais e fazer a fusão que produzirá a transformação da alma. É pelo calor e pelo atrito que o chumbo se transformará em ouro.

Se assim o fizermos durante toda uma vida, pelo esforço da vontade, manteremos a chama viva e produziremos a mágica da transformação.

Talvez então, após o final, nosso DNA espiritual seja reescrito nos livros sagrados com uma nova fórmula. E finalmente possamos herdar tais virtudes facilitadoras em futuras jornadas.

Roguemos então que o artista alquimista possa idealizar novas combinações químicas e nos proporcionar novos papéis que colocarão a prova tais aprendizados…

8 de Agosto de 2019
João Sérgio P. Silva

Permitamos que a nossa Chama se torne um Sol Radiante

Nossa preocupação neste momento não deve ser apenas manter a nossa chama acesa, ou preservar aquilo que temos, mas sim permitir que  ela ...