sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

NUMERLOGIA DA ALMA



O estudo da numerologia tem despertado um interesse cada vez maior nas pessoas que buscam respostas para os mistérios humanos. A numerologia revela parte destes mistérios ao estudioso através  dos números no mapa natal da pessoa.

Os números nada mais são do que símbolos que expressam as verdades em nosso inconsciente mais profundo. Por isso beberemos em todas as fontes que possam nos ajudar a desmistificar seus significados.

Os antigos sábios sempre aconselhavam ao estudioso: "Conhece-te a Ti Mesmo".  Sem este autoconhecimento, fica muito mais difícil caminhar em busca do "Autoconhecimento"  ou o conhecimento Alto, que nos possibilitará compreender a nós mesmos e as leis Universais.

As informações dos números de forma isolada não fornecem material suficiente para uma analise profunda da natureza humana.

Os números são como notas musicais, que de acordo com a posição em que ocupam, acrescentam valor, e juntos  formam uma bela melodia.

Por isso eles precisam ser analisados dentro do conjunto da obra para nos ajudar a desvendar os mistérios da Alma Humana, bem como da sua máscara, a Personalidade que a alma veste para desempenhar sua missão nesta vida, seus Talentos e aprendizados trazidos das suas ultimas Jornadas, e toda a trama que por ela será vivida para o seu crescimento espiritual.

Para conhecer melhor esta ciência é preciso se dedicar ao estudo da Numerologia da Alma, que segue os Princípios Ensinados pelo Mestre Pitágoras, e que pode ajudar o aprendiz a conhecer-se primeiro a si mesmo.  

Os Mestres sempre nos aconselham "Conhece-te a Ti Mesmo".  Sem este autoconhecimento, fica muito mais difícil caminhar em busca do "Altoconhecimento"  ou o conhecimento Alto, que nos possibilitará compreender a nós mesmos e as leis Universais.

Diante do mapa Numerológico devidamente orientado por um numerólogo experiente , o aprendiz  conhecerá suas fraquezas e também suas potencialidades, passando de refém das fatalidades para  criador das oportunidades.

Mas é sempre bom alertar aos curiosos que este assunto que não se pode alterar o comportamento ou características de uma pessoa simplesmente alterando seus números, pois eles não são a causa, mas sim a voz do espirito revelando seus planos para esta vida.


SIGNIFICADO ESOTÉRICO DOS NÚMEROS  ( Segundo Pitágoras )

Os números são apenas símbolos de princípios universais. Cada número deve ser  entendido pela sua essência, refletida na sua forma, que por sua vez nos revela os princípios Herméticos em ação.


 Números simples  ( 1 a 9 )

O número 1  simboliza o poder, a liderança e o comando. Ele é o símbolo da força e do desejo de exercer o controle da situação. Os excessos podem transformar o líder num autoritário e arrogante ditador. Ele é a expressão fiel do masculino, do yang, do homem e do Pai, como primeira pessoa da trindade sagrada.


O número 2  Representa o  pacificador, habilidoso e mediador e do competente julgador. Essas nobres virtudes, quando empregadas de modo indevido, podem vir a se tornar exemplos de inseguranças, fraquezas, medos e mágoas. Este é o número do feminino, do yin, da mulher e da Mãe, como segunda pessoa da trindade.


O número 3 é  o criativo e inspirador, o artista que é tocado pelo mundo das formas e da cor, e que dispõe de rara sensibilidade para manifestar o belo. Ele é o sentimental e o emotivo enamorado, que sonha mais do que faz, e que se expressa melhor por palavras do que por ações. Sonhar demais, pode levar o 3 a não terminar o que começou, deixando obras inacabadas, ao longo do caminho. Este é o número da auto expressão, da beleza, da arte e do Filho, como terceira pessoa da trindade.


O número 4  é a expressão da racionalidade, da lógica, da rigidez e do materialismo. Ele significa cautela e segurança, a ausência da ousadia e o medo de mudanças, por absoluta aversão a ter de correr riscos. A exagerada necessidade de certeza, pode bloquear o futuro do 4, mantendo-o ancorado num porto sem mar. É o número que simboliza a casa como habitação e local de refúgio, assim como as cavernas, que abrigavam os nossos ancestrais.


O número 5  é o instigador dos movimentos, o promotor das mudanças, o inspirador dos atos de libertação. Ele é o apaixonado aventureiro que está sempre de partida em busca de novas paixões. É o número da transição, que promove toda sorte de mudanças, virando o mundo de cabeça para baixo, sempre que encontra resistências. É o simbolismo do antigo guerreiro, que saía atrás da caça, enquanto a tribo aguardava o alimento. Os excessos dessa energia poderão suscitar indesejáveis vícios e ações irresponsáveis.

O número 6  é o número da família e do amor pessoal, relacionando-se ao casamento, à vida doméstica e às responsabilidades de sustento do lar. Ele é o numero que melhor define a atitude matriarcal ou patriarcal, quando por amor, todo tipo de intromissões e de dominação, costuma justificar os excessos cometidos. Ele está, por isso mesmo, associado a teimosias e imposições de regras e padrões, com o intuito de se mostrar dono da verdade. Se o número 4 é o arquétipo da casa física, o número 6 simboliza com absoluta clareza, o lar e tudo que se relaciona com o ambiente de dentro de casa.

O número 7  é  o intelectual, o perfeccionista, o pesquisador, o solitário e o místico. Ele pode ser o monge, que se refugia num templo, ou o cientista, que se tranca num laboratório. Ele é o estudioso das ciências físicas e das ocultas, a ligação perfeita entre ciência e espiritualidade. Ele é o sacerdote do templo, o educador universitário, o arqueólogo das ruínas da história e o cavaleiro em busca do Graal.


Crítico da sociedade e eterno rebelde com o que está em desacordo, ele pouco fará de prático para mudar o que julga errado. O culto aos segredos e mistérios podem levá-lo à iluminação ou torná-lo um eremita e solteirão. Ele é o símbolo do peregrino, o viajante solitário, que caminha para dentro de si mesmo.


O número 8  é o símbolo do progresso, da eficiência na administração e no emprego adequado dos recursos disponíveis. Ele é um número que transcende o entendimento dos menos espiritualizados que o confundem com a ambição material e com as conquistas fáceis de dinheiro e poder. A mensagem contida neste número, ao contrário do que julga a maioria, revela que sem trabalho , honestidade e justiça, os ganhos e conquistas serão efêmeros, sendo perdidos com a mesma velocidade e facilidade com que foram conquistados. Ele é o símbolo do despertar da consciência para um universo maior do que os tesouros terrestres, é o infinito cósmico, quando é um 8 deitado.

O número 9  é o irmão mais velho da humanidade, aquele que se preocupa tanto com os problemas alheios, que acaba por se esquecer de si mesmo. Ele é o humanitário, o altruísta e o despojado de vaidades e ambições. Nada o satisfaz mais do que ajudar o próximo a se libertar de suas fraquezas e prisões psicológicas. Se, por descaso ou descuido, ele tentar levar vantagem, em prejuízo de alguém, a consequência imediata e natural, não será outra senão as perdas e os prejuízos.


Esses são os números dos discípulos, os 9 atributos humanos, que definem e identificam a humanidade terrestre. Os 7 primeiros já vêm sendo bem entendidos e razoavelmente desenvolvidos, através dos tempos. Eles representam, atualmente, estágios já alcançados pela raça humana. Os dois últimos, porém, por serem símbolos da conexão evolutiva do homem com o Cosmos, ainda terão de ser vivenciados e praticados com maior profundidade, antes de serem corretamente interpretados. Um dia, enfim, ninguém mais irá confundir o número 8 com ambição por dinheiro e poder, nem o número 9 será visto como um número de azar, relacionado à falta de sorte. O estudo correto desses 9 números dá-nos o entendimento perfeito da história do planeta e dos seus figurantes, a humanidade terrestre.


Números Mestres  (11,  22,  33)


Os números 11, 22 e 33 são números mestres, e simbolizam os créditos espirituais adquiridos ao longo do processo de evolução .  Mas atenção, que a palavra mestre aqui não significa alguém que atingiu a perfeição, muito pelo contrário, alguém que começa a despertar a consciência de suas fraquezas e luta para vencê-las.

O número 11  Representa o mestre espiritual que lidera os movimentos de expansão de consciência da humanidade, cabendo-lhe a função de sensibilizar os discípulos, indicando-lhes o verdadeiro caminho da iniciação.


O número 22  Representa o mestre espiritual que traz a sabedoria celestial para a face da terra, passando conhecimentos e realizando obras de grande repercussão. Possibilidade de acessar informações arquivadas na mente inconsciente. O lado negativo pode gerar incredulidade.


O número 33  Representa o mestre espiritual que se sacrifica pela humanidade, abrindo mão de direitos e conquistas pessoais, a favor dos outros. Não há no plano físico, maior vibração espiritual do que a que é simbolizada pelo número 33. Ele é a união das virtudes do 11 e do 22, porém num nível superior de freqüência vibratória.     


Números kármicos  (13/4,  14/5,  16/7,  19/1)


Os números 13, 14, 16 e 19 são números kármicos, e simbolizam os erros de conduta e desvios da missão, ocorridos ao longo do processo de evolução.


O número 13  Representa o arquétipo do medo da morte, tanto a física, quanto a espiritual, mas não expressa, de forma alguma, o sinal da morte de quem a traz no seu mapa. Essa morte sinalizada pelo número 13 pode ser simbólica, representando um profundo processo de transformação, ou significar uma experiência mística, a partir da morte, partida ou distanciamento de uma pessoa muito amada. A presença do 13 fala de preguiça, medos e omissões, herdados de vidas passadas e com grande risco de repetir.


O número 14  Representa o arquétipo da valorização exagerada das posses físicas, do apego pelos bens materiais e dos rompimentos de relações com a família. A presença do 14 fala de tristezas causadas a pessoas amadas e perda de patrimônio familiar, através do jogo ou de paixões aventureiras.


O número 16  Representa o arquétipo do fracasso e da destruição de sonhos e ideais, em razão de orgulho, vaidade, egoísmo e um destrutivo egocentrismo. A presença do 16 fala de traições, mentiras e escândalos, atitudes arrogantes e decepcionantes, que deixaram marcas e cicatrizes nas almas de muita gente. Os fracassos do número 16 são invariavelmente relacionados a missões espirituais que deixaram de ser cumpridas, por mau uso do poder ou por excessos de autoritarismo. O uso de magia negra ou a exploração da ingenuidade dos seus discípulos levaram muitos mestres a sofrer, por diversas encarnações seguidas, o trauma do fracasso da missão espiritual.


O número 19  Representa o arquétipo das cobranças de dívidas, contraídas em vidas passadas, pela posse indevida de direitos e valores, e que terão de ser quitadas ao longo da vida. A presença do 19 fala de ganhos e perdas constantes, num tira e dá, da parte do destino, que deixa muitas pessoas descontroladas e inconsoláveis. O processo se assemelha a um juízo final, numa espécie de acerto de contas, para acabar com todas as pendências e sair desta vida sem dever nada a ninguém.




                 Tabela de Pitágoras

1
A
J
S
2
B
K
T
3
C
L
U
4
D
M
V
5
E
N
W
6
F
O
X
7
G
P
Y
8
H
Q
Z
9
I
R


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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Swami Vivekananda


LEVANTE, DESPERTE, E NÃO PARE ATÉ ALCANÇAR A META!

Swami Vivekananda


Um gênio espiritual de grande intelecto e poder, que durante sua curta vida, 1863-1902, realizou intenso trabalho e dedicação a espiritualidade; Narendra Nath nasceu em 12 de janeiro de 1863 na família Datta de Calcutta. Desde Cedo o jovem Vivekananda abraçou as diversas filosofias agnósticas e científicas do pensamento Ocidental. Ao mesmo tempo o veemente desejo de conhecer a Verdade, levou-o a questionar os santos e sábios a fim de saber se afinal eles haviam visto Deus. 

Sua busca teve fim ao encontrar Ramakrishna, que lhe respondeu sem hesitar: "Sim, já vi Deus. Eu O vejo como vejo você aqui, só que mais claramente... Deus pode ser realizado. Pode-se vê-Lo e conversar com Ele, assim como o estou fazendo com você". 

Torna-se então discípulo de Ramakrishna, que dissipou suas dúvidas, dando-lhe a visão de Deus e a mais elevada realização espiritual. O jovem Narendra vem então a ser conhecido como Vivekananda, o sábio e profeta que viria a divulgar a grande mensagem do Mestre.
 
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Vivekananda no Parlamento das Religiões em
Chicago em 11 de setembro de 1893

Depois da morte de Ramakrishna, Vivekananda renunciou ao mundo e peregrinou, como monge errante, por toda a Índia. Sentiu-se profundamente tocado pela riqueza espiritual de seu país, mas também pela extrema pobreza material de seu povo. Isso o levou a buscar ajuda material do ocidente para minorar esse sofrimento. Diante da oportunidade de representar o hinduísmo no Parlamento das Religiões de Chicago, em 1893, sentiu que esse era o momento de dar início à sua missão.

Em virtude da universalidade e do caráter inclusivo de seus ensinamentos, encontrou ampla receptividade de uma audiência que, por sua vez, estava ávida por ensinamentos espirituais genuínos e não dogmáticos. Assim, Vivekananda conquistou instantânea notoriedade na América do Norte. Por alguns anos divulgou a filosofia vedanta nos Estados Unidos e na Inglaterra. Em seu retorno à Índia, em 1897, fundou a Ordem Ramakrishna, cujo lema é: "Buscar a própria realização espiritual e servir a Deus no homem".

Trecho Extraído do blog
http://www.vedantarj.org.br/SITE/Portugues/VEDANTA/Vivekananda 


SUA VIDA

Livro "O Que é Religião".
Intodução de Christopher Isherwood ao Livro de Vivekananda 



A tendencia natural da mente de Vivekanada, assim como a de seu mestre, Ramakrishna, foi de elevar-se acima do mundo e esquecer de si mesmo em contemplação do Absoluto. Mas outra parte de seu ser sangra, com a igual visão do sofrimento humano no Oriente e no Ocidente. Esta característica de sua mente, raramente encontra um ponto de descanso, em sua oscilação entre contemplação de Deus e serviço ao homem. Ele escolheu ser desta forma, em obediência a uma alto chamado, servir ao homem é a sua missão na terra.

No curso de uma pequena vida de trinta e nove anos (1863-1902), na qual apenas dez foram devotados a atividade publica e nestes, dois, em agudo sofrimento físico(diabetes), ele deixou para a posteridade seus quatro clássicos: Jnana-Yoga, Bakti-Yoga, Karma-Yoga, e Raja-Yoga, todos os quais são tratados excepcionais de filosofia Indu. É importante ressaltar que Yoga significa reunir, no sentido de reintegrar o homem a Deus, ou para os Indus Brama. Assim Vivekananda nos especifica, dentre os diversos caminhos para esta reintegração a Divindade, quatro fundamentais; o do estudo, Jnana, o da devoção, Bakti, o da ação, Karma, e o da meditação, Raja.



"Swami Vivekananda, brilhante expoente da escola filosófica Vedanta, uma das seis e a mais elevada do sistema hindu, é um magnífico expositor da cultura hinduísta"







Auto-realização através do conhecimento


(Jnana-Yoga)


Primeiro, a meditação deve ser de natureza negativa. Pensai em tudo e analisai tudo quanto vier à mente pela pura ação da vontade. A seguir, analisai o que realmente somos - Existência, Conhecimento, e Bem-aventurança - Ser, Saber e Amar. A meditação é o meio de unificação do sujeito com o objeto. Meditai: Acima está cheio de mim, abaixo está cheio de mim, no meio está cheio de mim. Eu estou em todos os seres, todos os seres estão em mim Om Tat Sat, Eu sou Isso. Eu sou a existência acima da mente Sou uno com o Espírito do Universo. Não sou prazer nem dor. O corpo bebe, come, e tudo o mais, Eu não sou o corpo. Não sou a mente. Sou Ele. Eu sou a testemunha. Eu olho. Quando vem a saúde eu sou a testemunha. Quando vem a doença eu sou a testemunha. Eu sou Existência, Conhecimento, Bem-aventurança. Eu sou a essência e o néctar do conhecimento. Através da eternidade eu não me modifico. Sou calmo, resplandecente, imutável.

Auto-Realização através do domínio da Mente
(Raja-Yoga)

Raja-Yoga é uma ciência como qualquer outra. É a análise da mente, um reunir de fatos do mundo supersensório, para assim se construir o mundo espiritual. Todos os grandes mestres espirituais que o mundo conheceu, disseram: "Vejo e sei". Jesus, Paulo, e Pedro, declararam todos sua percepção espiritual das verdades que ensinaram. A percepção é obtida pela Yoga Nem memória nem consciência podem ser a limitação da existência. Há um estado superconsciente. Tanto este como o estado inconsciente são privados de sensação, porém com uma enorme diferença entre si – a mesma diferença que existe entre o conhecimento e a ignorância. A concentração da mente é a fonte de todo o conhecimento. A Yoga ensina-nos tornar a matéria nossa escrava, como o deveria ser. Yoga significa "jugo" - "jungir", isto é, juntar a alma do homem à Alma suprema ou Deus. Este nosso "eu" cobre apenas uma pequena consciência e urna vasta quantidade de inconsciência, enquanto sobre ele, e quase completamente desconhecida dele, está o plano superconsciente.
Através de prática fiel, camada após camada da mente se abre diante de nós, e cada ima dessas camadas nos revela um fato novo. Vemos como que mundos novos criados diante de nós, novos poderes são postos em nossas mãos, mas não devemos parar no caminho, nem permitir que fiquemos deslumbrados por essas contas de vidro, quando a mina de diamantes está à nossa frente.

Auto-realização através do serviço altruísta
(Karma-Yoga)

Os homens superiores não podem trabalhar, pois não há neles elemento compulsório, nem apego, nem ignorância. Conta-se que um navio passou rente de uma montanha de minério magnético, e as suas barras e parafusos foram todos arrancados por atração, desmantelando-se o barco. É na ignorância que prevalece a competição, porque somos todos, realmente, ateus. Os deístas verdadeiros não podem competir. Somos mais ou menos ateus. Não vemos nem acreditamos em Deus. Para nós, Ele é DEUS e nada mais. Há momentos em que pensamos que Ele está próximo, mas tornamos a cair. Quando O vedes, quem luta por quem? Ajudai o Senhor! Há um provérbio em nossa língua: "Teremos de ensinar ao Arquiteto do Universo como construir?." Por isso os seres superiores da humanidade não trabalham. Da próxima vez que virdes essas frases tolas sobre o mundo e sobre como devemos ajudar o Senhor, ou fazer isto ou aquilo por Ele, recordai-vos disto. Não alimenteis tais pensamentos; são demasiado egoístas, Todo o trabalho que fazeis é subjetivo; é feito em vosso próprio proveito. Deus não caiu numa vala para que vós e eu O ajudemos a sair de lá, construindo um hospital ou qualquer coisa semelhante.
Ele permite que trabalheis. Ele permite que exerciteis vossos músculos neste grande ginásio, não para ajudá-Lo, mas para vos ajudardes a vós próprios. Pensais que nem uma formiga morreria se não a ajudásseis? Essa é uma blasfêmia das mais consumadas! O mundo não necessita absolutamente de vós. O mundo continua, e sois como uma gota no oceano. Uma folha não se move, o vento não sopra, sem Ele.
Bem-aventurados somos nós, que recebemos o privilégio de trabalhar para Ele, não de ajudá-Lo. Eliminai a palavra "ajuda" de vossa mente. Não podeis ajudar: isso é blasfêmia. Estais aqui à disposição d'Ele.  Quereis dizer que O ajudais? Vós Lhe rendeis culto. Quando dais um bocado de comida a um cão, rendeis culto ao cão como Deus. Deus é o cão. Ele é tudo e está em tudo. Temos permissão para render-Lhe culto. Mantende-vos nessa atitude reverente em relação a todo o universo, e então vi rã o não-apego perfeito. Este deveria ser o vosso dever. Essa é a atitude adequada de trabalho. Esse é o segredo ensinado pela Karma-Yoga.

 Auto-realização através do amor a Deus
(Bhakti-Yoga)

A melhor definição dada à Bhakti-Yoga está talvez resumida no verso: "Que o amor que os faltos de discernimento nutrem pelos fugazes objetos dos sentidos, jamais abandone este meu coração, que é o de quem Te busca!"  Sabemos quão forte é o amor que os homens, nada conhecendo de melhor, têm pelos objetos dos sentidos, como dinheiro, roupas, suas esposas, filhos, amigos, e propriedades. Como se agarram tremendamente a todas essas coisas! Por isso, na prece acima, o sábio diz: "Terei um apego assim - esse tremendo agarramento - mas somente em relação a TC. Esse amor, quando dado a Deus, é chamado Bhakti. Bhakti não é destrutivo. Ensina que nenhuma das faculdades que temos nos foi dada em vão, e que é através delas que encontramos o caminho natural para a libertação. Bhakti não mata nossas tendências, não vai contra a natureza, mas só lhes dá uma direção mais nobre e mais poderosa. Quando o mesmo amor dedicado aos objetos dos sentidos é dedicado a Deus, esse amor se chama Bhakti. O principal é desejar Deus. Só quando nos saciamos de tudo que aqui existe é que olhamos para o além, em busca de suprimento. Parai com os brinquedos infantis do mundo assim que puderdes, e então notareis a necessidade de algo para além do mundo, e virá o primeiro passo na religião.
Há uma forma de religião que segue a moda. Minha amiga tem tal mobília em sua sala; é moda ter um vaso japonês; portanto, ela precisa também ter um ainda que custe mil dólares. Da mesma maneira teremos uma pequena religião, e freqüentaremos uma igreja. Bhakti não é para essas pessoas. Isso não é desejar. Desejar é querer algo sem o qual não se pode viver., Desejamos respirar, desejamos alimento, desejamos roupas. Sem isso não podemos viver. Quando um homem ama uma mulher neste mundo, há momentos em que ele imagina não poder viver sem ela, embora isso seja um engano. Quando um marido morre, a esposa pensa que não poderá viver sem ele, mas vive, apesar de tudo. Esse é o segredo da necessidade. Algo sem o qual não se pode viver. Devemos ter esse algo, senão morreremos. Quando chegar a ocasião de assim nos sentirmos em relação a Deus, ou, em outras palavras, desejarmos algo para além deste mundo algo acima de todas as forças materiais, então poderemos tornar-nos bhaktas.

Adicionalmente a estes ensinamentos, ele proferiu inúmeras palestras, escreveu cartas inspiradas a seus muitos amigos e discípulos, compôs numerosos poemas, e atuou como guia espiritual para muitos buscadores, que vieram a ele afim de obter instrução. Ele também organizou a Ordem Ramakrishna de monges, a qual é a mais excepcional organização religiosa da Índia Moderna. Ela é devotada a propagação da cultura espiritual Indu, não apenas na terra natal do Swami, mas também na América e em outras partes do mundo.

Mas antes de fazer o seu voto de total renuncia, o voto de sannyasa, e tornar-se um monge, isto é um Swami, adotando o nome Vivekanada, ele se chamava Narendranath Datta, sendo mais intimamente chamado de Narendra ou Naren. Ele possuía, então, um forte racionalismo e uma obstinada vontade de conhecer a verdade. Sendo que, inicialmente, o seu lado racional o levou a se decretar agnóstico.

A propósito desta época o primeiro encontro, em Dakshineswar, entre o Mestre e Narendra foram momentos de grande importância. Sri Ramakrishna reconheceu instantaneamente seu futuro mensageiro. Narendra descuidado de suas roupas e aparência em geral, era muito diferente dos outros jovens que o acompanharam ao templo. Seus olhos eram impressionantes, parcialmente introspectivos, indicando uma meditação muda. Ele cantou algumas músicas com uma fluidez fora do comum, que vinha de toda a sua alma.

Quando a cantoria parou, Sri Ramakrishna inesperadamente agarrou a mão de Narendra e levou-o ao portal norte. Para o total assombro de Narendra, o Mestre falou com lagrimas escorrendo por seu rosto. “Ah! Você veio tão tarde. Como você pode manter-me esperando por tanto tempo. Ah! Como você pode vir tão tarde! Meus ouvidos foram quase queimados escutando a conversa barata de pessoas mundanas. Oh, como eu estive ansioso por aquele que vai entender o meu pensamento.” Então com as mãos entrelaçadas ele disse: “Senhor! Eu sei que você é o antigo sábio Nara, a encarnação de Narayana, nascido na terra para remover a miséria humana”. O Naren racionalista prestou atenção a estas palavras, mas como algo sem sentido, ou o jargão de uma pessoa insana. Ele estava quase desmaiado quando Sri Ramacrishna trouxe do seu quarto alguns doces e alimentou-o com suas próprias mãos. O Mestre, todavia, extraiu dele a promessa de visitar Dakshineswar novamente.


Os discípulos diretos de Sri Ramakrishna (Vivekananda ao Centro com cajado

Eles voltaram para o quarto e Naren perguntou ao Mestre: “Senhor, você já viu Deus?” Depois de momentos de hesitação, a resposta foi dada: “Sim, eu vi Deus. Eu vi ele assim como vejo você aqui, e o vi apenas mais claramente. Deus pode ser visto. Qualquer um pode falar com Ele. Mas quem se importa com Deus? As pessoas derramão torrentes de lagrimas por suas esposas, filhos, riquezas, e propriedade. Mas quem chora por Deus? Se alguém Chorar sinceramente por Deus, este pode vê-lo.”

O nome Vivekananda vem do sânscrito, e divide-se em duas partes, a primeira, Viveka, que significa discernimento, mais propriamente o discernimento da verdadeira realidade ou da realidade Divina, em detrimento a realidade ilusória dos sentidos. A segunda, Ananda, significa felicidade absoluta, ou a paz obtida por meio da Iluminação. Do que compreende-se; a Iluminação Interior a partir do Discernimento do Divino.

A personalidade inspiradora de Swami Vivekanada, foi bem conhecida tanto na Índia quanto na América, durante a última década do século dezenove e a primeira década do vinte. O desconhecido monge da Índia, derrepente, saltou para a fama no Parlamento das Religiões, realizado em Chicago em 1893, no qual ele representou o Induísmo. O seu vasto conhecimento sobre a cultura Oriental e Ocidental, como o seu profundo discernimento espiritual, eloquência fervente, conversação brilhante, grande simpatia humana, personalidade vivaz, e sua bela figura produziu um irresistível apelo para muitos Americanos que vieram encontrar com ele. Pessoas que viram ou ouviram Vivekananda apenas uma vez, apreciam sua lembrança depois de um lapso de mais de meio século.

Na América, a missão de Vivekanada foi a interpretação da cultura espiritual Indiana, especialmente quanto a Vedanta. Ele tentou um enriquecimento da consciência religiosa dos Americanos, através do ensinamento racional e humanista da filosofia Vedanta. Na América ele se tornou o embaixador espiritual da Índia e apelou constantemente por um melhor entendimento entre a Índia e o Novo Mundo, em prol de criar uma saudável síntese da religião e da ciência do Oriente e do Ocidente. Em suas próprias palavras:

O Cristão não precisa tornar-se um Hindu ou um Budista, nem um Hindu ou Budista se tornar um Cristão. Mas cada um deve assimilar o espirito do outro e ainda preservar sua individualidade e crescer de acordo com sua própria lei. Se o Parlamento das Religiões mostrou alguma coisa para o mundo, foi o seguinte: Ele provou para o mundo que santidade, pureza, e caridade não são posse exclusiva de nenhuma igreja no mundo, e que todo sistema produziu homens e mulheres de caráter elevado. Em face desta evidencia, se alguém sonha com a sobrevivência exclusiva da sua própria religião e a destruição das outras, Eu tenho pena dele do fundo do meu coração, e aponto para fora dele sobre a bandeira de toda religião, onde será escrito brevemente com ressentimento da resistência: “Ajuda e não Luta”, “Assimilação e não Destruição”, “Harmonia e Paz, e não Dissenção”.”

Inspiremo-nos nos ensinamentos de Vivekanada, para que possamos reunirmo-nos a divindade, isto é realizar a Yoga, através do estudo, Jnana, da devoção, Bakti, da ação, Karma, e da meditação, Raja 

Vivekananda não foi apenas um grande mestre com uma mensagem internacional; foi também um grande indiano, um patriota que inspirou seus conterrâneos até as gerações presentes. Mas é um erro pensar nele como uma figura política, mesmo no melhor sentido do termo. Ele foi, sobretudo, o jovem que devotou sua vida a Ramakrishna. Em última análise, sua missão foi espiritual, não tendo sido nem política nem mesmo social.

O plano de ação da Ordem Ramakrishna sempre se manteve fiel à intenção de Vivekananda. No começo da década de vinte, quando a luta da Índia contra a Inglaterra se tornou intensa e amarga, a Ordem foi duramente criticada por recusar-se a permitir a seus membros a participação no movimento de resistência pacífica, de Gandhi.
 
Gandhi, porém, nunca fez coro com essa crítica. Ele compreendeu perfeitamente que uma organização religiosa ao defender uma causa po-lítica — por mais nobre e justa que seja — só pode comprometer-se espiritualmente e, portanto, perde a autoridade que justifica sua existência na sociedade humana. Em 1921, Gandhi veio a Belur Math, no ani-versário de nascimento de Vivekananda, para prestar a ele seu tributo emocionado. Os escritos do Swami, disse Gandhi, o ensinaram a amar ainda mais a Índia. Visitou com reverência o quarto que se abria para o Ganges, onde Vivekananda passou os últimos meses de sua vida.


 Quarto de Vivekananda em Belur Math


Esse quarto pode ser visitado ainda hoje; é conser-vado exatamente como Vivekananda o deixou. Mas não parece um museu nem um aposento desocupado. Logo à direita encontra-se o quarto usado pelo Presidente da Ordem Ramakrishna. Estão ali, lado a lado, a autoridade humana visível e a presença inspiradora invisível. Em Belur Math, Vivekananda continua a viver e participar de suas atividades diárias tanto quanto qualquer um de seus monges.

De volta à Índia, Vivekananda era um homem muito doente; revelara que não esperava viver por muito mais tempo. Sentia-se, porém, feliz e tranqüilo. Parecia contente de poder relaxar da energia e ansiedade que consumiram seus anos de ação no mundo. Agora, almejava apenas a paz da contemplação. Pouco antes de deixar a América, escreveu uma bela carta a um amigo, extraordinariamente reveladora:

"Estou contente por ter nascido, contente por ter sofrido tanto, contente por ter cometido grandes e graves erros, contente por alcançar a paz. Que meu corpo morra e me liberte, ou que eu encontre a liberdade enquanto ainda estiver no corpo, o velho homem se foi para sempre, para nunca mais voltar! Por trás do meu trabalho havia ambição, por trás do meu amor, personalidade, por trás da minha pureza, medo. Agora que se estão desvanecendo, flutuo."

Há quem diga que a despedida de Vivekananda deste mundo, em quatro de julho de 1902, no Mosteiro de Belur, teve a aparência de um ato premeditado. Alguns meses antes ele começou a livrar-se de suas diversas responsabilidades e a treinar sucessores. Sua saúde havia melhorado. Tomou a refeição do meio dia com apetite, discutiu filosofia, caminhou cerca de três quilômetros. Ao cair da noite, entrou em profunda meditação e seu coração parou de bater. Durante horas procuraram reanimá-lo, mas aparentemente seu trabalho havia sido concluído e Ramakrishna lhe devolvera a chave do tesouro.

A melhor introdução a Vivekananda, porém, não é ler sobre sua vida, mas ler seus livros. A personalidade do Swami, com toda a força, encanto, coragem, autoridade espiritual, vigor e bom humor, com que impacto nos alcança por intermédio de seus escritos e anotações!

Este artigo foi baseado no livro: Vivekananda A Biography, by Swami Nikhilananda. Que pode ser encontrado no site   www.ramakrishnavivekananda.info .

    Trechos Extraídos do site  http://www.tattwa.org.br

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O fruto da vida

Acreditamos que Deus é todo poder, todo amor, toda verdade, toda justiça e toda harmonia, não é mesmo. Queremos manifestar sua grandio...