segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Diálogo Inter-Religioso" - além da ilusão

"A maioria dos habitantes do planeta declara-se crente."

Assim começa o vídeo "Diálogo Inter-Religioso" - via www.ovideodopapa.org.
Assista aqui: http://youtu.be/kZSCLTblHo8
 A mensagem é um chamado a colaboração entre todas as religiões - representadas no vídeo pelo Budismo, Judaísmo, Islamismo e Cristianismo. COLABORAÇÃO NA ORAÇÃO.

"Muitos pensam de modo diferente. Sentem de modo diferente", diz o Papa Francisco.

"Confio em sua oração", continua ele.
Imagino minha oração, sua oração, todas as orações; mentalizadas, cantadas, choradas, bradadas a plenos pulmões, sussurradas... Cada um "fazendo sua parte" e todos colaborando entre si. 
 
"Diálogo inter-religioso" fala de bem mais que tolerância. Com a força da imagem, e de poucas palavras, o vídeo vai da apresentação sumária (vestuário, ambiente, vocabulário) de cada um dos representantes religiosos, passando pelo "funil" fundamental - o Amor -, e se encerra na reunião de seus símbolos. Re-União inesperada e insólita. 
 
Que poder invencível se expandiria pelo mundo se ocorresse de fato o respeito profundo entre todas as religiões... O ponto em comum? O Amor. Alcançar esse ponto, fazer essa religação, passa pela consciência do todo, da fé, dos próprios sentimentos, pensamentos e, enfim, por verter tudo isso em capacidade de agir coerentemente.
 
"A maioria dos habitantes do planeta declara-se crente.
Isso deveria provocar um diálogo entre todas as religiões", diz o Papa.
 
"Eu acredito no amor" - declaram os religiosos no vídeo. A matemática é simples, os que creem no amor são a maioria. Isso exige mesmo um debate sobre o poder do Amor.
 
O Amor, esse sentimento-valor que é o protagonista de todas as tramas, seja por tenebrosa falta ou iluminada manifestação.... E cuja sina é ser "invisível", porque está em todo lugar. No afã de fazer parte desse todo perfeito, e se unir ao poderoso e precioso Amor, o ser humano criou, e recria diariamente, suportes físicos simbólicos, formais, sensoriais, comportamentais e, acima de tudo, ilusórios, para O conter. A "forma sagrada" do Amor, criada artificialmente, é frágil, e precisa lutar para sobreviver separada do todo real.
Fico pensando que a forma artificial do sagrado - através da ação cotidiana dos crentes, inconscientes dessa artificialidade -,  tem excluído a possibilidade de outra forma sagrada qualquer - e daí viria a necessidade ou desejo de destruição do Outro. Destruição do que se apresenta formalmente diferente de si, daquele que ameaça a "Minha" forma de ver e fazer, criada para conectar-me com o "Meu Amor", "Meu Amor Único", o "Único Possível"... Com tal abordagem ilógica, o ser humano tem criado uma realidade recheada de violência.
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Estamos vivendo um tempo privilegiado de mudanças, que vem de todas as direções. Mas, principalmente, a reboque do domínio de tecnologias impensáveis há alguns anos atrás. 
 
A chamada do Papa Francisco, via YouTube, para os crentes reunirem-se em oração, demonstra o que é usar a tecnologia com um propósito definido e de forma eficiente. Clama pela necessidade de se cultivar o mundo interior para transformar a realidade. E usar da realidade para alcançar seu objetivo.
 
O meio de transmitir a mensagem? O mesmo onde se publicam sandices inomináveis... Esse contexto deixa entender que os suportes tecnológicos, assim como os símbolos religiosos, são neutros. Somos nós que lhes adicionamos valor.
 
Para a maioria da humanidade, então, que se declara crente, faz todo o sentido ouvir essa mensagem e dar atenção ao poder do AMOR no ORAR JUNTO, instaurando uma leveza na alma e buscando/encontrando no "invisível" as forças para agir focados no cerne da questão: AMOR = Somos Um.

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