sábado, 3 de setembro de 2016

Os ciclos e as transformações


Pobres lagartas humanas, se soubessem que a dor e o sofrimento causados pelas limitações dos verdadeiros casulos que se encontram as levarão a transformar-se em lindas borboletas, capazes de voar livres em alturas nunca antes imaginadas, não sofreriam tanto com estas aparentes limitações.

Muito pelo contrário, fariam coro ao sábio mestre dizendo:“...Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;  Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;  Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa" (Mateus 5: 1 - 11)

Todos os seres anseiam pela sua expansão e crescimento, mas nem sempre estamos preparados para enfrentar nossas fraquezas. Então a sábia justiça Divina nos impõe limites que ao mesmo tempo nos protegem e evitam que nos machuquemos. Muitos destes limites nos fazem sofrer causando sensação de injustiça. Porque outros tem oportunidades, coisas e talentos que não temos?

Mas de tempo em tempo somos chamados a provar a nossa força de vontade e o quanto estamos dispostos a nos comprometer com as nossas mudanças internas, rompendo com o velho e aderindo ao novo.

Nestes momentos podemos encerrar um tempo de limitações e começar outro ciclo de progresso e expansão. Mas é um tempo de morte e despedida, um tempo de crescimento e amadurecimento, um tempo de responsabilização pelos nossos próprios atos. Muitos são os finais e muitos são os inícios. Mas se conseguimos saltar além das dificuldades, poderemos então caminhar neste novo patamar, cujo recomeço será uma oitava acima. Então surgirão novos valores, novas ideias novas formas de agir, novos recursos, novas inspirações. Mas também surgirão novas responsabilidades, porque não avançamos sozinhos.  É preciso reconhecer que tivemos ajuda daqueles que trabalharam para nos proporcionar orientação, e daqueles que nos deram suporte e agora serão merecedores de uma nova oportunidade.

Pode também ser uma oportunidade de enfrentar definitivamente velhos hábitos e fraquezas ou um ciclo de maior humildade e interiorização,  pois tanto as derrotas como as vitória são agentes da mesma lei de transformação e crescimento.

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.” 2 Coríntios 12:9,10

O que ligamos na terra ligamos nos céus. Então há de ser algo material que simbolizará este novo patamar e que refletirá no mundo físico e humano o resultado do nosso progresso interno. E talvez tenhamos que viver uma longa etapa de comprovação de que somos de fato merecedores deste novo poder, exercitando e realizando no mundo as obras que ele nos inspira a realizar.

Mais do que nunca nos é exigido uma afinação e sensibilidade para ouvir a voz dos ventos e seguir os conselhos superiores, evitando as armadilhas do comodismo de imaginar que nossos auxiliares resolverão tudo para nós. Muito pelo contrário, teremos que trabalhar com firmeza e seriedade, assumindo cada vez maiores responsabilidades. É uma parceria interna e eterna que doravante teremos que aprender a construir, porque quanto mais subimos mais rarefeito se torna o ar e precisaremos de ouvidos mais aguçados, de olhos mais clarividentes, da mente aberta e da sensibilidade para ler nas entrelinhas e diferenciar o joio do trigo.

Mas sem os relacionamentos humanos não seremos capazes de compreender e desenvolver os relacionamentos espirituais. Se não amarmos as pessoas não seremos capazes de amar os mestres e a Deus. E quanto mais cresce o amor pelas pessoas, mais aumenta o amor espiritual, porque não podemos oferecer aquilo que não temos, e se não somos capazes de amar aqueles que estão próximos e visíveis, como poderia um amor intangível prosperar e ser verdadeiro.  Se não ligarmos o coração humano, não ligaremos o coração espiritual e toda caridade será incompleta.

Mas este amor precisa ser revestido de pratica, abandonando o sentimentalismo. Os conhecimentos adquiridos terão que ser exercitados em obras perfeitas em forma de pontes que facilitem a vida das pessoas. Não se admite mais negligencia e descaso pois seriam verdadeiras ofensas aos auxiliares acima e abaixo, porque sempre seremos ao mesmo tempo mestres e discípulos, como instrumentos de projeção da inteligência superior e ao mesmo tempo exemplos para aqueles que se inspiram em nós. Decepciona-los ou desvia-los seria então um erro dos mais graves punido severamente, interrompendo os elos que nos sustentam. Nos tornamos então eternamente responsáveis por aqueles a quem cativamos e teremos que cuidar dos nossos próprios malabares, mas também dar atenção aos malabares dos nossos cativados.

A justiça nos alcança mais rapidamente na medida em que compreendemos melhor seus segredos, mas o equilíbrio no fiel da balança nos exige neutralidade e não interferência entre suas causas e efeitos. Não poderemos jamais tentar ser mais justos do que Deus e o Universo, mais sábios do que a lei, mais bondosos do que o pai amoroso, pois a justiça é a maior prova de amor. Interferir em seus desígnios seria mais uma vez catastrófico e irresponsável.

Mas com palavras inspiradoras e sabias atitudes e principalmente com exemplos construtivos, podemos plantar sementes nos corações e nas mentes daqueles com quem nos relacionamos, e pacientemente rega-las até que germinem e desabrochem.

Então, não devemos mais descuidar delas, mas sim ficar por perto cuidando para que a plantinha cresça e fique madura e robusta e possa enfim enfrentar as primeiras tempestades, resistindo e se fortalecendo até se tornar uma arvore adulta capaz de gerar seus próprios frutos. Esta pode ser uma grande caridade que podemos fazer para os sedentos de conhecimento que nos procuram, e que estão dispostos verdadeiramente a pagar o preço da verdade e juntos formaremos uma grande floresta.

Olhemos então a grande floresta ao seu nosso redor, veja como tantas arvores contribuem a seu modo de forma silenciosa para criar esta unidade fraternal, que nutre a todos de ar puro, sombra, frutos e frescor, fazendo o mundo cada vez melhor.

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