sábado, 24 de junho de 2017

A vela que sustenta e dá vida à faísca



As faiscas das idéias e inspirações incendeiam a mente e o coração estimulando as realizacoes.
Inspirado na parábola da Vela e o fósforo.

Dizem que certo dia, um palito de  fósforo disse à vela

– “Vela, tenho a missão de acender-te.”
– “Oh, não” – respondeu, assustada, a vela. – “Se me acenderes, meus dias estarão contados. Jamais ninguém poderá ver a beleza da minha forma e da minha cor…Que será de mim?”
O fósforo, então, confuso com a resposta,

perguntou à apavorada vela:
– “É isso o que desejas? Queres permanecer o resto de tua vida fria, dura e sem ser acesa?”
– “Mas ser acesa? Arder? Isso dói e consome minha força,” – murmurou a vela, lamentando-se, cheia de medo.

– “Tens razão,” respondeu o fósforo. – “Mas esse é o mistério de tua vida e de tua nobre missão. Tu e eu fomos criados para ser luz. O que posso fazer, como fósforo, é muito pouco. Mas, ao passar meu fogo para ti, cumpro o sentido de minha vida. Fizeram-me exatamente para isso: acender o fogo. Tu, por sua vez, és vela. Tua missão é irradiar luz. Enquanto te consomes, tua dor e tua energia se transformarão em luz e calor, e, por isso, necessitamos de ti e não iremos, jamais, esquecer-te. Outras velas levarão adiante a luz, mas se tu recusares, morrerás e serás esquecida.”

A vela, nesse instante da conversa, abriu os olhos amplamente e, apontando firmemente para o seu pavio, disse ao fósforo, ainda que tremendo:

– “Por favor, acende-me!

A faisca é efêmera, curta e intensa, assim como as idéias que produzem impulsos e iniciativas. Nascem dos atritos e conflitos e da luta pela libertacao, produzindo faiscas curtas de percepcao. Representam a criatividade que se não for sustentada pela experiência da construção apaga-se sem deixar grandes marcas.

A vela representa o processo gradual da experiência, que dissolve aos poucos as dificuldades mantendo a chama inicial que a iluminou.

Sem solavancos a chama se estabiliza no combustível da parafina e se sustenta na plenitude e na estabilidade.

Mas é preciso curvar um pouco o pavio e ficar quietinho por um tempo e deixar a chama se aproximar e queimar seu  tecido. Em seguida é preciso aderir à esta chama.

Uma vez acesa sua vela, a chama ganha vida e passa a lhe pertencer.

Podemos também nos tornar Inspiração para aos outros, quando nossa chama se estabiliza.
Assim,  a mente deve buscar na reflexao e na prece a chama que inspira a decisão, e na firmeza dos passos a construção da forma recebida pela inspiração.

A mais sabia das preces é aquela que clama por orientação e inspiração curvando-se para recebe-la e a mais sabia das atitudes é dar vida a estas inspiracoes alimentando-as e fazendo-se merecedor da graça recebida.

Assim é o fogo das paixões e dos relacionamentos, chamas espalhadas ao vendo que quando atingem uma mente fértil as incendeiam e se propagam ganhando vida longa...

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Quem Eu Sou ? O caminho da autoconsciencia




Primeiramente gostaria de agradecer pelo seu interesse neste tema e por me dar a oportunidade de falar sobre algo tão profundo e significativo. Quero dizer que as informações aqui apresentadas são fruto de minhas observações pessoais a respeito de minha própria vida e das observações que tenho feito das pessoas ao meu redor. Penso que você não deve toma-las como verdades absolutas, mas sim como possibilidades que possam contribuir para abrir sua mente a uma nova percepção.

A pergunta mais importante do Universo é : Quem Eu Sou? Mas poucos, muito poucos são capazes de faze-la com sinceridade e buscar uma resposta no íntimo do seu ser.

As máscaras

A sociedade está doente. Vemos uma verdadeira epidemia de “eus” inflamados e “eus” deprimidos, porque todos estamos fortemente apegados ao nosso eu pessoal, que no fundo é apenas uma máscara que usamos para sobreviver neste mundo de incertezas.

Não Sabemos quem Somos. E a dúvida e incerteza são devastadoras para a Psique Humana.  Por isso criamos mascaras.  Uma falsa verdade é melhor que a insegurança.  Mas as máscaras caem diante da realidade e geram depressão. Criamos outras mascaras e ficamos eufóricos.

Projetamos nossas sombras nos outros e os acusamos, por algo que somos. E odiamos aqueles que nos mostram nossos reflexos.

Os Arquétipos

A formação da Psique humana passa pelos Arquétipos. Os arquétipos são imagens ideais, projetadas nos Mitos desde tempos remotos e segundo Jung, compõem o inconsciente Coletivo, de onde bebemos para formar nossa própria psique individual. Mas eles são realimentados continuamente pelos personagens vivos que os representam no nosso dia a dia, tais como mãe, pai, chefe, líder, mestre, guerreiro, curador,  etc.

Muitos destes personagens que participaram de nossa formação são fracos e deteriorados e por isso muitas vezes seus reflexos internos em nossa psique são devastadores.

Mas sempre podemos fazer uma troca destes arquétipos por outros cheios de conteúdo e energia, descartando ou subvalorizando os antigos, mas isso requer a ajuda de um especialista na Psique humana, o Psicólogo.

O Mito de Pandora

O Mito de Pandora representa aquela mulher que foi enviada pelos deuses para castigar os homens pela sua ousadia em desafia-los. Eles guardaram em uma caixa toda maldade e pecados para acabar com a paz reinante entre os homens, mas Pandora pela sua curiosidade abre a caixa e liberta todas estas maldades em forma de sombras que encobrem a visão dos homens.

Mas quem tem coragem de abrir a sua própria caixa de Pandora ?  Quem está preparado para conhecer a sua verdade? Será que só encontraremos sombras, ou será que existem perolas e brilhantes no fundo do lodo? "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"

Entrevista com quatro Personagens

Então sai em campo para perguntar as pessoas como elas se  enxergam, e pedi que fizessem a seguinte pergunta a si mesmas: Que Eu Sou?

O operário

Perguntei a um Operário de obras e ele me disse que era um eficiente trabalhador, honesto e cumpridor de suas obrigações, que no que ele faz eu podia confiar. Ele sabe colocar pedra sobre pedra e construir grandes obras. Mas que não duvidasse da capacidade e honestidade dele, porque sua reação seria severa.

A jovem

Perguntei a uma Jovem e ela me disse que era bela e sensível, que podia sentir o frescor e o perfume das flores, se encantar com o barulho dos pássaros e dos riachos. Que se apaixona facilmente e se deixa encantar pela vida, mas que espera sempre que as pessoas reconheçam a sensibilidade que coloca na vida. Ela sente cada coisa e percebe tudo através deste sentimento, mas se aborrece facilmente quando não é correspondida.

O Intelectual

Perguntei a um Intelectual e ele me disse que era sábio, que conhecia todas as leis da natureza e que era capaz de decifrar todos os enigmas. Sua maior paixão são os mistérios e sua mente se perde nas reflexões a tal ponto que ele parece se desligar de tudo, mas sempre encontra a formula certa e a solução para todos os problemas. Senti uma certa vaidade nele, mas não quis contrariá-lo.

O monge

Então perguntei a um Monge e fiquei muito surpreso com a simplicidade de sua Resposta. “Eu Sou”

Os quatro Caminhos

Swami Vivekananda em seu livro “As quatro Yogas de Auto realização” fala de quatro caminhos, que representam diferentes níveis de consciência. Na Índia é muito comum a ideia que as pessoas estão em graus diferentes, e a sociedade indiana, durante muitos anos foi dividida em castas separando as pessoas em níveis diferentes. Yoga significa Reunir-se com Deus. As quatro Yogas principais de que fala o mestre são : Karma Yoga, Bhakti Yoga, Jnana Yoga e Dyhana Yoga, representando sucessivamente a consciência física, emocional, mental e espiritual.

Segundo o pensamento do mestre, estes quatro caminhos diferentes explicam quase todas as religiões do mundo e que as pessoas passam por cada uma destas fazes em épocas diferentes de suas existências, mas que na verdade eles representam degraus de uma grande escada da evolução humana. 

Segundo sua visão as pessoas não estão exatamente em apenas um destes níveis, mas vivenciando simultaneamente cada um deles em graus diferentes de consciência. Por exemplo, uma pessoa pode ter uma consciência física bem forte, ter os pés no chão, mas não ter uma boa consciência de suas emoções ou mesmo de seus pensamentos e estar bem distanciada de questões espirituais. Ao contrario outras pessoas tem uma boa consciência espiritual, mas falta-lhes sendo de praticidade e podem ser emocional e mentalmente imaturas. O que se busca é o equilíbrio perfeito em todos os planos e uma consciência plena de sua própria natureza interna.

As Necessidades Hierárquicas de Maslow

Maslow formulou que as pessoas são movidas por necessidades e que existe uma hierarquia de valores, começando pelas necessidades físicas, evoluindo para as mais sutis, como necessidade de segurança, necessidades emocionais, auto realização etc. 

Segundo ele, enquanto uma necessidade de um nível não for atendida a pessoa não demonstra interesse por coisas do nível superior, mas uma vez que ela esteja satisfeita, imediatamente a pessoa busca coisas maiores.

Necessitado não é quem não tem, mas quem procura. Assim como o desempregado é quem está procurando emprego e não apenas quem está desocupado.  O que faz você precisar de algo no degrau acima é uma espécie de luzinha se acende quando você está pleno no nível em que se encontra. Nossa consciência fica presa na nossa necessidade e Só pensamos "naquilo", e somos capazes de esforços imensos para conseguir o que precisamos.

A natureza só dá aquilo pelo qual você se esforça, mas se você não precisa você não se esforça.  Mas quando conquistamos determinada coisa, o medo de perde-la explica a necessidade de buscar o que está acima.

Os quatro entrevistados então, representam simbolicamente quatro níveis diferentes de consciência. O nível da consciência Física, Emocional, Mental e Espiritual. Não que sejam somente estes quatro, mas fica mais fácil dividir desta forma e estas quatro divisões tem sido adotadas pela maioria dos estudiosos da natureza humana desde a antiguidade.  Elas são representadas simbolicamente pelos elementos Terra, Água, Ar e fogo, que no fundo são arquétipos fundamentais da psique humana.

O Nível da Consciência Física –  O Caminho da Ação.

Karma yoga representa o envolvimento com tarefas rotineiras voltadas as coisas materiais. É o caminhar sobre a terra firme, cuidando de assuntos práticos do dia a dia, com muitos afazeres e rotinas e muitas preocupações e coisas para cuidar. Não sobra tempo para quase nada.

Você já viu um operário com depressão? Quanto mais próximo das atividades físicas, mais a mente fica presa e ocupada, e também adquire maior estabilidade. Por isso este estado de consciência é representado pela Terra que é uma das coisas mais estáveis que conhecemos. Esta solidez e firmeza são a base da estabilização da Pisque humana e com ela aprendemos a lidar com todas as demais coisas da vida.

Ela faz uso da Logica e analise sequencial. Um passo de cada vez, e vivencia os limites e formalidades. Evidência a necessidade de segurança e estabilidade, necessidade de medir, pesar e comparar. Tem necessidade de lidar com o conhecido, pois isso traz equilíbrio e segurança, e também evidência o medo do desconhecido.

É a necessidade de sustentação física e a capacidade de se auto prover financeira e materialmente.

O Nível da consciência emocional  –  O Caminho da Devoção

Bhakti Yoga é a vivencia das emoções. As sensações vêm de todas as direções como uma enxurrada que nos dão profundidade, mas também se espalham por todo nosso ser gerando aflições, exatamente como as águas, que uma vez misturadas não se pode mais identificar claramente suas partes.

É o desenvolvimento da atenção aos sentidos e emoções, a necessidade de sentir as coisas mais do que compreender. A necessidade de equilibrar os sentimentos.  

A vivencia da consciência emocional leva a busca por soluções de contorno para os conflitos, desenvolve a sensibilidade com o sofrimento dos outros, e produz a empatia.

Traz também a necessidade de aprender a sustentar o equilíbrio emocional, separando as emoções e não permitindo que o ser seja totalmente invadido e paralisado por elas.

A separação das águas do Mar Vermelho, conforme ensinou Moisés, tem aqui um significado simbólico muito profundo. É através do aprendizado de lidar com as formas e a disciplina, com a separação lógica e sequencial, que a pisque aprende a reter as ondas de diferentes emoções e não se deixar invadir por elas. Não se trata de uma frieza emocional, mas a limitação da emoção ao campo de ação que ela representa permitindo que a pessoa se mova entre as emoções com momentos de serenidade e razão. 

O Nível de consciência mental – O Caminho do Conhecimento.

Jnana Yoga é a vivencia da Fertilidade e riqueza da mente, a capacidade de expressão e comunicação com excessiva riqueza de detalhes. Semelhante ao Vento, o pensamento tende a se espalhar em todas as direções. E como o ar, as ideias não podem ser vistas a não ser pela sua expressão e realização. 

Este nível de consciência desperta grande interesse pela teoria, pelo conhecimento e pela busca da verdade e perfeição nas formas e nas ideias. Mas também produz frieza e distanciamento emocional. e as vezes um certo rigor,  e  estimula a vaidade.  A dispersão das ideias evidencia a necessidade de manter a mente em equilíbrio e produzir a realização através da concentração e domínio mental evitando permanecer no mundo dos sonhos e planos perfeitos que nunca se realizam.

O Nível da consciência espiritual – O caminho da Meditação

Dyhana Yoga é a vivencia da consciência integral. A multiplicidade de experiências e conflitos em todos os níveis, físicos, emocional e mental. Semelhante ao Fogo que arde e tanto pode destruir como pode reformar e recriar. Sem controle é uma força destruidora e para lidar com ele é necessário utilizar todos os conhecimentos adquiridos pela vivencia física, mental e emocional simultaneamente.

É a necessidade de auto sustentação e amadurecimento. O Espirito é ilimitado, mas para viver a experiência da vida precisa vivenciar a limitação, pois os recursos como tempo e o espaço por exemplo são finitos. Ao vivenciar a limitação a consciência reconhece então a sua amplitude.

Cada uma das muitas experiências vivenciadas traz uma nova habilidade e uma nova capacidade de auto sustentação e um distanciamento cada vez maior da situação.

Provavelmente será um tempo difícil. E não importa o tipo e o tamanho do problema, não importa se você está escalando uma grande montanha ou se está saindo de um grande buraco. O importante é que você está olhando para cima, aprendendo a dar um passo de cada vez construindo alguma coisa, e assumindo o controle das situações de sua vida.

Não existem problemas grandes e problemas pequenos, pois tudo acontece dentro da gente. A mesma força que você usa para varrer o chão ou lavar uma louça pode ser usada para construir um grande empreendimento. Tudo depende da forma como fazemos as coisas.

Como disse o Mestre Cham no filme Karate Kid:  "Tudo é kung-fu, kung-fu está em tudo que você faz, na maneira como trata as pessoas e na maneira como faz as coisas." Em outras palavras, não existem problemas materiais, emocionais, mentais e espirituais, tudo é espiritual. Tudo depende da consciência que você emprega naquilo que faz. Um simples jardim pode ser algo grandioso e uma grande empreitada empresarial pode ser algo medíocre.

As  águias

O Que se busca é a sustentação acima das circunstancias, como se estivesse voando sobre elas. Como as águias que se sustentam no ar e permanecem nas alturas a maior parte do tempo. Quando precisam caçar descem em direção a sua presa, mergulham e retornam a estabilidade das alturas. 

Mas existe um fato muito interessante sobre as águias. Elas sustentam o voo dos filhotes até que eles aprendam a voar por si mesmos. Mas para isso os filhotes precisam se esforçar batendo suas asinhas.

Elas jogam seus filhotes do alto do penhasco e os acompanham para que eles aprendam a voar sozinhos, dando sustentação aos primeiros voos voando por baixo deles. Quando os filhotes ficam cansados elas sustentam até que eles descansem e retomem seu voo. Com o tempo os filhotes aprendem a voar, caçar e se virar sozinhos e as Águias mães podem seguir em frente.

A auto sustentação

Quero chamar a atenção para a ideia de auto sustentação aqui levantada. A meu ver ela é o verdadeiro senso de Justiça, porque se você não tem capacidade de se manter em um determinado nível, não merece estar nele. Se você não é capaz de sustentar um carro, uma casa ou uma relação emocional por exemplo, não deveria ter o direito de ter tais coisas. Assim também se não é capaz de manter sua própria saúde física e financeira, permanecendo eternamente dependente de outros, não merece estas experiências. É verdade que podemos pedir ajuda e sermos apoiados em momentos difíceis, mas assim que nos restabelecermos deveremos prover nosso próprio equilíbrio no nível que desejamos permanecer.

Na alegoria das águias, imagine se elas tentassem ajudar um escorpião ou uma cobra em apuros levando-os para o alto. Certamente o tombo seria grande e a situação ficaria ainda pior.

Talvez seja por isso que muitas vezes nossas preces não sejam atendidas, porque o que queremos não merecemos e se tivéssemos ajuda para conseguir ficaríamos em uma grande enrascada.

O Auxilio invisível

Mas isso nos ensina que o ego precisa aprender ao mesmo tempo a se sustentar, mas também a contar com a ajuda de algo maior, que permeia toda a vida, como as águias mães, até que ele tenha condições de voar com segurança. Isso é muito curioso e difícil para muitas pessoas entenderem. Porque justamente aqueles que conseguem alcançar algo com seus esforços são merecedores de ajuda e outros não? A mim isso me parece a mais bela forma de  Justiça. "A quem tem será dado, e de quem não tem será tirado."

Você pode até tentar escolher sozinho qual das taças contem vinho ou veneno, estudando a situação e se esforçando para resolve-la. Talvez você até acerte algumas vezes e outras você se de muito mal. Mas se você aprender a ver a mão por traz da cortina as coisas irão ficar bem mais fáceis. Mas você não vai mais poder ficar com todo o credito, é claro. Terá que admitir a parceria com forças superiores. 

"Convém que ele cresça e que eu diminua!"  João 3.30

E não importa o nome que se dê a estas forças, se você acredita que existe apenas uma águia, se são três ou se são milhares de águias ajudando as pessoas como auxiliares invisíveis. Não importa se você as chama de Deus, Jesus, Buda, Tao, ou mesmo a essência das flores e dos mundos. O importante é que reconheçamos que não estamos sozinhos e que a vida pode e deve ser mais leve. 

O desapego do eu

Podemos nos livrar deste peso imenso do ego que estamos carregando, querendo resolver tudo sozinhos. Podemos nos livrar destas máscaras e cascas e então flutuar nas alturas como as águias, não nos esquecendo que escorpiões e serpentes não podem voar e por isso é preciso passar por esta transformação e desenvolver suas asas.

Mas nós podemos nos esforçar para superar nossas limitações e conquistar o equilíbrio nível após nível alcançando a capacidade de nos sustentar. E assim, respeitando a justiça e construindo nosso caminho nós podemos até chegar a grandes alturas, porque como as águias, fomos feitos para voar.

Mas não tenha pressa. Há um tempo de ser criança, e há um tempo de amadurecer. 

"Quando menino eu fazia coisas de menino, mas agora que sou um homem me interesso por coisas de homem."

Mas a leveza deste distanciamento permite maior envolvimento e aprofundamento nas questões da vida com participação mais ativa e eficiente nos destinos da humanidade. 


O velho se torna então uma criança e a vida se revela uma grande e deliciosa brincadeira, iluminando seus encantos e mistérios nas pequeninas coisas. 

Então talvez um dia, quando você estiver nas alturas com suas grandes asas abertas, flutuando com serenidade e equilíbrio, uma voz silenciosa, oriunda da grande águia mãe, ecoe no mais profundo silencio do seu ser: 

“-Eu Sou”



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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Consultório da Alma


Sim, o corpo fala. Quanto mais eu estudo a Medicina Chinesa, mais essas coisas fazem sentido. 
A dor na "alma" gera a dor física, a doença... Por isso oriento tanto meus amados pacientes a cuidarem de suas emoções...

Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta.

A cura real somente acontece do interior para o exterior...

Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.

Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.

Relate que você tem diabetes. No entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.

Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo.

Não querem mudar de vida... Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa. Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.

Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.

Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas. Suplicam auxílio para os problemas de tireoide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.

Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.

Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.

Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e, por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.

Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam por dentro. Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição.

Quando nos decidiremos?

DE LUCCA, José Carlos - Do Livro - O Médico Jesus.

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O fruto da vida

Acreditamos que Deus é todo poder, todo amor, toda verdade, toda justiça e toda harmonia, não é mesmo. Queremos manifestar sua grandio...