domingo, 24 de julho de 2011

O Despertar Para O Deslumbramento Da Consciência Espiritual


O Supermentalismo é uma escola ativa de disciplina mental, destinada a promover o despertar das superiores qualidades e virtudes latentes em todas as criaturas. Tem o poder de harmonizar filosofias, credos, pensamentos e idéias.

Nossa conduta é força viva, reflete-se no espelha da vida e mil olhos procuram seguir-nos, para perquirir de nossa sinceridade. Então o nosso exemplo atrairá e servirá a outros seres. O viver supermental não é uma utopia, mas uma condição possível de começar a ser vivida aqui e agora.

O contato com a verdade confere responsabilidade. A criatura isolada tem maior dificuldade para vencer. A vida não é luta, mas cooperação; não é competição, mas emulação, cada um dando o melhor de si para o bem de todos. A humanidade está sendo tangida ao progresso e evolução espiritual, porque espiritual é a essência, a realidade e o alvo. Não vos iludais com as aparências.

A resistência ao aprimoramento se traduz neste choque com as correntes materialistas, onde o ódio, o despotismo, a intolerância e todos os fatores negativos lutam para predominar. Materialista é a doutrina que nega a realidade. Restringe-se a um hoje sem amanha, a um presente sem futuro, levando ao desatino de tudo querer aproveitar no existir fugaz do momento. Vivendo das limitadas percepções dos sentidos, procuram gozar tudo hoje, gerando este desenfrear de paixões, este quadro tétrico de enriquecer, dominar, mesmo infringindo todas as regras e normas da boa conduta. Não é uma questão de crer ou descrer. Mas um fato que nos afeta através dos ciclos de compensação.

A humanidade evolui numa espiral ascendente, em círculos de crescente amplitude, ainda que repetindo-se em formas semelhantes e ao mesmo tempo diversificadas em suas linhas de projeção. Na história acontecimentos se repetem na essência, mas são sempre diferentes na qualidade, extensão e repercussão. Todavia, o propósito final é sempre melhorar, impulsionar o progresso espiritual do homem, espicaçando-o para uma vida espiritual efetiva, prática, manifesta na conduta diária.

Os homens de acordo com seus cargos e responsabilidades podem fazer ou deixar de fazer certas tarefas; podem apenas retardar ou adiantar a evolução, mas nada absolutamente nada pode impedir a marcha contínua e irresistível da ação espiritual, que a sanear os espíritos, eliminar as escórias e impelir tudo e todos para o melhor, o mais sadio, o mais harmonioso e construtivo do bem.

É moda falar em frustrações e complexos psicológicos. O suicídio, a guerra, vícios sexuais e manifestações semelhantes, não são expressões duma mente normal. Viver na predominância do instinto sexual é predicado comum aos animais e ao homem primitivo. Assim, colocar o sexo como objetivo da vida, sob pretexto psicoanalítico obsoleto, é pretender retrogradar o homem aos estágios inferiores; é um abuso para justificar práticas que a razão condena, a natureza se revolta e a lei espiritual pune. É pretender derrubar toda a conquista espiritual do homem e fazê-lo retornar a condição de animal irracional.

O Supermentalismo não concorda que o homem possua uma tendência destrutiva fundamental; não concorda com teorias que do estudo de casos patológicos tira generalidades, pretendendo aplicá-las a mentes normais. Em nosso sistema, afirmamos que na mente humana existe um impulso irresistível para a felicidade duradoura que constitui a verdadeira força determinante das atividades do homem, tanto conscientes quanto inconscientes.

A educação tem por finalidade ensinar ao homem ser verdadeiramente homem, senhor de suas emoções. Desafio a capacidade disciplinar do homem, é do distinguir entre poder e dever, não se deixando levar pelos exploradores de seu orgulho. Discordar e cumprir o dever exige muito mais coragem e valor, do que se deixar levar na trilha descendente, que enfraquece a vontade destrói o caráter, elimina a capacidade de pensar e ser livre, isto é, fazer o que é justo, honesto, razoável e produtivo do bem coletivo.

Antes de querer algo para si, o homem há de pensar no seu semelhante. Indagar a si mesmo: Qual é o bem que este meu ato produzirá nos que me rodeiam? Qual a repercussão no ambiente em que vivo, no meu lar, no meu trabalho, no meu grêmio? Se a resposta for satisfatória, então a consciência justifica e aprova. Fazer alguma coisa em desacordo com a própria consciência é gerar um conflito interior, que só se esgotará com a reparação do dano causado. Só podemos enganar a nós mesmos, nunca à realidade invisível que, em sua eterna presença, conhece a essência dos nossos pensamentos, palavras e atos.

A psicologia estuda a mente, suas funções, suas reações e método de adquirir conhecimento. A mente objetiva tem uma visão muito limitada; ao passo que a supermental tem um vasto campo de percepção no Tempo e no Espaço. Supermentalismo estuda a mente em sua totalidade - consciente, subconsciente e superconsciente - abrangendo o campo da psicologia e Parapsicologia. Esta última ora em plena expansão, graças aos exaustivos trabalhos de J. B. Rhine, e seus seguidores numa paciente investigação estatística de capacidades e faculdades, que denomina ESP - percepções extras sensoriais - em que a feição da ciência acadêmica, prova a realidade espiritual.

A técnica (supermentalista) é um processo de síntese e reintegração, para adultos normais e sadios. Desenvolvendo-se através do treino reeducativo, uma experiência interna, profunda, inigualável, que nos dá convicção da eternidade. Neste caminho não há atalhos que encurtem a jornada ou ilusórias facilidades. Para obter é preciso colocar-se em harmonia com a lei.

Embora o nosso propósito seja coletivo o trabalho é individual.Melhorando o indivíduo é possível melhorar a coletividade. O aperfeiçoamento individual é a base. Nosso trabalho evolui através de homens e mulheres, que lutam para conseguir este aperfeiçoamento individual.

“O homem é o maior ser existente neste universo e este mundo de trabalho o melhor e a oportunidade para ele alcançar a perfeição”. - Vivekananda.

É através da ação construtiva, das lições aprendidas nos embates da vida terrena, que o homem apara as arestas, burila as imperfeições do seu caráter, para alcançar as condições que permitem manifestar suas melhores qualidades e virtudes. A existência terrena é um conflito de forças antagônicas, travado no recesso do subconsciente, em que somos desafiados a provar a firmeza de nossa convicção e o vigor de nossa vontade.

O indivíduo é parte inseparável da coletividade. O direito de querer, de desejar, de fazer ou deixar de fazer, é limitado pelo direito do seu semelhante. A ignorância e infração deste princípio acarretam atrito e inquietação.

Urge esclarecer. É numa liberdade duma conduta auto consciente que se produz harmonia efetiva, expressa numa cooperação de acordo com suas próprias Leis internas. Não pretendemos destruir a individualidade, mas despertar as mais nobres facetas do caráter e os predicados da inteligência.

“Precisamos um coração para sentir, um cérebro para conceber e um braço forte para executar o trabalho.” – Vivekanada.

Enquanto habitarmos esta dualidade terrena, nosso aprimoramento espiritual encontra expressão no trabalho construtivo que realizamos. Desperta a consciência espiritual, compreendemos: a imensa força de nosso pensamento, há de ser aplicada no trabalho de construir este mundo melhor de Paz e fraternidade.


Dr. João Maria Lacerda Neto

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Reflexoes sobre a Trama da Alma

Diz o axioma "O tolo segue sua estrela, o sabio a domina"

O tolo, é a personalidade, movida pelos elementos astrologicos, numerologicos e fisicos das quais se torna refem. O sabio é a alma que aprendeu a dominar estas forças, usando-as na justa medida e no momento exato, aquele que aprendeu a obter os melhores resultados para o cumprimento da missao.  Esta personalidade sozinha não poderá fazer nada para mudar esta situação a menos que a alma enxergue a causa e intervenha, alterando a reação diante dos estímulos internos e externos sofridos por esta personalidade.

A personalidade expressa, enquanto a alma aprende e aquire sabedoria. Ao vivenciar  as experiencias, a personalidade erra ou acerta e armazena fragmentos de informação na mente. A cada nova experiencia a  alma  aprende utilizando estes fragmentos de informação de cada experiencia  unindo os pontos através de um processo conhecido como cognição, gerando uma "chispa" de compreensão, popularmente conhecida como "insight".  Assim, atraves das esperiencias, adquire o saber daquele princío ou aspecto.  Este saber se transforma em  uma certeza interior que impulsiona a vontade  para exercer dominio e equilibrio. Enquanto não houver a certeza interior, não haverá força suficiente para estimular a vontade. A crenca e o medo sao irmãs gemeas em posicoes invertidas, pois enquanto a primeira produz  incerto e vacilante, a segunda  produz paralizia ou recuo.


Segundo Eliphas Levy, no livro A Chave dos Grandes Mistérios, Quem sabe não cre. O saber é maior que a fé, pois é fruto da  experiência e não pode ser adquirido, doado ou transferido. A fé pressupõe a dúvida enquanto  o Saber é pleno e absoluto.

Somente o tempo, a vivência e ação da Vontade no desenrolar da trama podem operar este milagre da transformacao das falsas crenças e medos em pleno saber, que  ensina o equilibrio. É fascinante ver o adulto sereno delicado e cuidadoso, que outrora foi um jovem agressivo e impetuoso e impulsivo.

Os desejos e necessidades da alma estão sintetizados na missão. Este é o seu objetivo para esta vida, o que ela planejou cuidadosamente e busca realizar e aprender.

São pistas para aqueles que aprenderam a ler os mapas e sinais ocultos,  para entender as fraquezas humanas e suas necessidades de aprendizado, seus objetivos e metas para esta vida.

Observar o cenário, os atores e personagens e o script podem dar pistas para entender e desvendar toda a trama de nossas vidas.  Então poderemos dirigir as forças da vontade para desenvolver as habilidades necessárias para exercer dominio próprio.  Conhecendo melhor as fraquezas e virtudes podemos agir com mais eficiencia sobre elas com maior firmeza.  Assim, aprenderemos a surfar nas ondas revoltas do mar de nossas proprias vidas.


joao sergio

15 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

A ARTE DE ORAR


Neste número trazemos a nossos irmãos uma bela prece intitulada Súplica.
E como introdução e inspiração ao ato supremo da oração anexamos algumas
palavras do nosso amado Irmão Maior Antônio Olívio Rodrigues, retiradas
de seu precioso livro Curso de Iniciação Esotérica:

“Não necessitamos de andar ociosos ou apressados para a plena
manifestação. Não percamos de vista, em tempo algum, o fato de que o
nosso desejo, por maior que seja, é unicamente o desejo de Deus em nós.

Nenhum homem vem a mim, a não ser que meu Pai chame a si.

O Pai em nós deseja revelar-nos o segredo da sua presença, de outra sorte não
sentiríamos esse grande apetite para o segredo ou para a verdade.“

Vós não escolhestes, mas eu vos escolhi e vos ordenei que fosseis e
produzísseis fruto.

Em suma, depois de todo o nosso afã pela luz e pela verdade, cabe-nos
aprender  como cada um por si mesmo há de ligar-se a Deus para esta
revelação interna da verdade e conhecimento de sua unidade com ele.
A luz de que necessitamos não é alguma coisa que Deus tem que nos dar.

É Deus mesmo. Deus não nos dá vida ou amor como uma coisa. Deus é luz,
vida e amor. Mais de si mesmo na nossa consciência é, pois, aquilo de que
todos carecemos, pouco importa o nome que lhe damos.

A minha dispensação de força deve vir “do alto”, de uma região dentro de
mim mesmo mais elevada do que a minha mente consciente atual; o mesmo
se dá convosco.

O AUTODOMÍNIO

Para o aspirante espiritualista nada há mais importante do que o
autodomínio. Entretanto, do ponto de vista prático, o controle dos pens mentos
assim como das emoções demonstra-se uma tarefa árdua. Para vencer esta
batalha é necessário que o postulante adquira o conhecimento correto sobre
a constituição do seu ser. Um primeiro ponto, de importância capital, é a
mente. Sendo esta, de acordo com o ensinamento
Supermentalista, subdividida em; consciente, subconsciente e
Superconsciente.

O consciente é o nosso estado de vigília, momento no qual usamos os
cinco sentidos para perceber e interagir com o mundo a nossa volta. O
subconsciente é uma memória emocionalmente estruturada, onde ficam
registradas as nossas experiências, sendo que as vivencias mais marcantes,
ai impressas, influem continuamente sobre o consciente. Desta forma
determinam-se preferências, medos, desejos, em fim reações emocionais
de todos os tipos. Estes dois “departamentos”, o consciente e o subconsciente,
formam a personalidade, o eu exterior. Já o  Superconsciente é o plano
essencial do ser, o Eu Interior, ou o Deus vivo em cada ser humano, que
traduz-se como um modelo divino a ser cumprido.
Por conseguinte a tarefa daquele que busca a espiritualidade é inspirarse
neste plano Superconsciente, a essência do ser, ou o seu espírito.

E através dos princípios que ai forem desvendados, vencer as tendências
negativas de sua personalidade. Para tanto, na presente edição do nosso
Boletim, trazemos Os Doze Preceitos Supermentalistas, e as Afirmações
Recomendadas, princípios fundamentais colhidos neste plano essencial, guias
para plantarmos em nossa mente a semente correta a fim de obtermos a
boa colheita.


Fraternalmente.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Princípio da Tolerância segundo Swami Vivekananda



O Cristão não precisa tornar-se um Hindu ou um Budista, nem um Hindu ou Budista se tornar um Cristão. Mas cada um deve assimilar o espirito do outro e ainda preservar sua individualidade e crescer de acordo com sua própria lei. Se o Parlamento das Religiões mostrou alguma coisa para o mundo, foi o seguinte: Ele provou para o mundo que santidade, pureza, e caridade não são posse exclusiva de nenhuma igreja no mundo, e que todo sistema produziu homens e mulheres de caráter elevado. Em face desta evidencia, se alguém sonha com a sobrevivência exclusiva da sua própria religião e a destruição das outras, Eu tenho pena dele do fundo do meu coração, e aponto para fora dele sobre a bandeira de toda religião, onde será escrito brevemente com ressentimento da resistência: “Ajuda e não Luta”, “Assimilação e não Destruição”, “Harmonia e Paz, e não Dissenção”.”

Veja a biografia do Mestre Swami Vivekananda na integra.

O EU E SUA MÁSCARA

O psicanalista Erich Fromm, em seu livro Psicanálise e Budismo Zen, afirma que “a consciência do homem médio é essencialmente uma “falsa consciência”, consistindo em fingimentos e ilusões, enquanto justamente aquilo de que ele não tem consciência constitui a realidade”.

O processo evolutivo do homem tem por finalidade fazer com que ele alcance a verdadeira consciência, através da perfeita união entre a Alma e a Personalidade ou o Inconsciente com o Consciente. Assim se expressa Angela Maria La Sala Batà, em seu livro O eu e o Inconsciente.

A autora, porém, ressalva que não é fácil alcançar esse ideal, já que, segundo ela, oscila-se por muito tempo entre um extremo e outro, antes de se atingir o equilíbrio perfeito. A demora e os retrocessos são atribuídos à submissão às regras impostas pela sociedade que nos condiciona a falsas verdades, e nos obriga a criar um falso “eu”, alimentado por acomodações e compromissos, automatismos e hábitos.

Esse comportamento, que se faz presente na grande maioria da raça humana, provoca um mal-estar desconhecido, traduzido por um inexplicável desconforto, que é resultante de um alienante afastamento das raízes autênticas de cada criatura humana. Essas raízes estão relacionadas às nossas potencialidades mais altas, que nos põem em contato com o Inconsciente Espiritual.

Desse modo, cria-se uma situação paradoxal, uma vez que aquilo que se chama de “consciência” é, na verdade, uma “falsa consciência”, fabricada e ilusória, enquanto que o que é considerado “inconsciente” esconde o verdadeiro ser, a sua autenticidade.

A verdadeira identidade, o autêntico “eu”, é inconsciente e, quando tenta se exprimir é, na maior parte das ocasiões, impedido pela falsa consciência, pelo falso “eu”, que, à semelhança de uma máscara, encobre o semblante do verdadeiro ”eu”. Em nossos estudos numerológicos, costumamos denominar esse ato de disfarce da verdadeira personalidade de colagem, simbolizando a ação de colar uma máscara sobre o rosto para esconder a verdadeira face.

A personalidade já é por si a máscara que encobre a alma, e essa outra máscara, que encobre a personalidade, não passa de um disfarce, de uma fuga da realidade, de uma busca na fantasia por uma pretensa identidade, que não condiz com a personalidade, e muito menos com a alma.

Todos nós nascemos livres, espontâneos e autênticos, sem nenhum condicionamento externo que interfira em nosso modo de pensar e sentir. A criança é instintiva, desinibida e verdadeira, apesar de não ter consciência do seu verdadeiro eu.

Ela não se diferencia das outras pessoas, pelo fato de ter uma consciência cósmica, que a faz sentir-se ligada a tudo e a todos, numa autêntica integração espiritual, que na tradicional filosofia chinesa era reconhecida como a presença do Tao em tudo que existe. Por isso, a infância oferece as condições ideais para a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de talentos. Mas, por outro lado, facilita toda sorte de influências e condicionamentos, transmitidos de acordo com as pressões exteriores, recebidas através dos pais, dos ambientes, da educação e da sociedade em que vive.

Em função dessas influências, à medida que cresce e se relaciona com pessoas e ambientes, a criança, sem se dar conta, reprime a sua verdadeira natureza e disfarça a sua legítima identidade, e acaba por construir um “eu” fictício, como se fosse um personagem que recita o seu papel.

Mais tarde, já na idade adulta, a ansiedade por conquistar uma posição no mercado de trabalho e inserir-se na sociedade continua obrigando o indivíduo a se reprimir e a seguir as exigências coletivas, desprezando as suas vocações próprias. Assim, a máscara se consolida e a separação dele da verdadeira personalidade se torna cada vez mais profunda.

O seu verdadeiro “eu”, a alma, porém, permanece viva, e insiste em se manifestar, pressionando a personalidade continuamente, obrigando-a a se questionar diante da sua falsa identidade e instigando-a a arrancar as máscaras, que, a certa altura da vida, são de várias e de múltiplas facetas.

C. W. Leadbeater, em seu livro Os mestres e a Senda, nos fala de sete planos de existência, que são subplanos do Plano Cósmico Inferior. A Mônada pode descer somente até o segundo destes subplanos, que por isso é chamado de Plano Monádico. Para entrar em contato com a matéria mais densa, a Mônada irradia uma porção de si através dos dois planos imediatamente inferiores, e a essa porção da Mônada chamamos de ego ou alma.

A alma, uma pequena e parcial representação do Espírito, não pode descer abaixo da parte superior do plano mental, e para que possa se relacionar com os planos ainda mais inferiores, ela tem de projetar uma porção de si, que se constitui na personalidade. Essa personalidade que a maioria das pessoas toma por seu verdadeiro ser, não é mais que o fragmento de um fragmento.

A resistência oferecida pela personalidade, diante das exigências da alma, deve-se ao fato de que o lado consciente da criatura humana, na maioria das vezes, não deseja reconhecer ou não quer se acostumar com os valores sugeridos pelo inconsciente.

A personalidade, diante disso, não consegue conectar-se com a alma, ou, melhor seria dizer, reconectar-se com o passado, que se encontra registrado nos arquivos da alma. Esse passado é formado por nossos instintos atávicos, ocultos no inconsciente, e que mesmo não sendo observados em algumas encarnações, estão sempre vivos e exigentes, prontos a se manifestar a qualquer momento.

Esses instintos, na maioria das vezes, mesmo sem ser reconhecidos por nossa consciência têm uma profunda e inegável influência sobre nosso comportamento e nossas tendências. A psicanálise reconhece-os como heranças genéticas, mas em nossos estudos eles podem ser identificados como as heranças espirituais, que surgem nos mapas numerológicos em posições dos sobrenomes materno e paterno.

Além dessas influências familiares, devem ser consideradas todas as experiências kármicas individuais de outras vidas, que têm sido acumuladas pela alma, ao nascer em inúmeras e diferentes famílias. E, por fim, acresça-se a essas heranças de outras vidas, os eventos ocorridos nesta vida desde a infância, em forma de lembranças, sofrimentos, traumas e todas as sensações que se imprimiram no inconsciente.

A autora do livro O Eu e o Inconsciente sugere chamar essa área do inconsciente de “inconsciente inferior”, onde se originam os complexos, os distúrbios e as manifestações patológicas denominadas neuroses. Entre esse inconsciente, ligado à Alma, e a consciência, relacionada com a Personalidade, a comunicação não é nada fácil, por existir um espesso diafragma que dificulta essa relação.

Esse diafragma é criado por nós mesmos, inicialmente pela repressão, e a seguir, por um mecanismo automático de remoção. Eis, então, que surgem as máscaras de que falamos anteriormente, a que conceituamos chamar de colagens, para não confundi-las com as verdadeiras máscaras da alma, as personalidades, palavra originária do latim “persona” que se traduz por máscara.

A nossa Personalidade, portanto, carrega em si um passado gravado no fundo do inconsciente. Se ele existe, existe também um futuro - o superconsciente, formado por todas as faculdades, qualidades mais elevadas e possibilidades mais altas, que ainda não chegaram à superfície da nossa consciência comum.

Em determinados momentos, esse “futuro” se torna “presente”, e se revela mediante impulsos elevados, sentimentos nobres e altruístas, atos de sacrifício e heroísmo, intuições, inspirações e estados de consciência alterados, que em situações normais não ocorreriam.

Jung também teve oportunidade de observar esses aspectos mais elevados do inconsciente, em pessoas de meia-idade, que, quando eram reprimidos, provocavam sofrimentos e incômodos. Victor Frankl denominou essas reações de “neuroses noógenas”, como derivadas da repressão das exigências espirituais.

Nós identificaremos situações semelhantes nas Personalidades que se negam ao cumprimento da Missão, e que acabam por sofrer toda espécie de distúrbios, desde o espiritual, até passar pelo psíquico e atingir o físico. São os casos em que perceberemos que a Alma inspira a Missão, mas a Personalidade insiste em conquistas imediatistas, simbolizadas por ganhos financeiros e manipulação do poder.

Simultânea e paralelamente a esse inconsciente pessoal, Jung identificou também um inconsciente coletivo, uma espécie de psique coletiva de toda a humanidade, unindo os homens em contínuo e misterioso intercâmbio de energias, informações, influências, experiências e mensagens telepáticas. Essa psique universal seria o que os antigos alquimistas e místicos chamavam de Alma do Mundo.

A base dessa afirmação está na crença de uma interação constante e permanente das energias circulantes em toda a humanidade. A tese, no entanto, não nega a necessidade dos resgates individuais dos karmas, dentro do processo de evolução dessa imensa Alma do Mundo, que reúne em si o somatório de todas as almas humanas.

A Personalidade é o veículo da Alma humana para o resgate kármico e a contínua evolução da Alma. Mas, para isso, ela terá de interagir com a Alma, seguir os seus ideais e aceitar as suas exigências, para que se cumpra a Missão, quando se dá uma expansão espiritual da Alma, já direcionada para os objetivos evolutivos da próxima Missão.

E para que esse passo evolutivo venha a acontecer, é preciso conhecer todos os níveis de consciência de que nossa Personalidade é formada, a fim de que se possa transformar o “eu limitado” dessa Personalidade, em consciência livre e inclusiva da nossa verdadeira essência, a Alma.

Essa inclusão da Personalidade à Alma é a meta para a qual tende inconscientemente toda a humanidade, insuflada e instigada pela ligação que todos têm com o Espírito, a consciência divina presente na criatura humana. E para tanto, é indispensável que os ideais da Alma e os impulsos da Personalidade se amoldem ao conteúdo de cada Missão, o que deverá ir ocorrendo em função do amadurecimento da Personalidade.

Desvios de rumo, acomodações, ambições desmedidas, autoritarismos e atitudes egoístas serão entraves permanentes ao cumprimento da Missão, que, apesar de provocados pela Personalidade, serão absorvidos pela Alma, e repercutirão nas encarnações seguintes. Não há como desconhecer que, apesar de duas consciências distintas, Alma e Personalidade formam uma entidade uma, inseparável, de dependência parcial e ilusória somente para efeito didático.

Gilberto Gonçalves - Numerologia da Alma


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A Educação como Instrumento de Transformação, a Verdadeira Caridade

 

“...o nosso nome, Nirmanakaia, está intimamente ligado ao ideal de compaixãoou caridade. Entretanto não pretendemos dar muletas ou paliativos ao homem que se encontrar enfraquecido. Pois julgamos que se assim o fizéssemos estaríamos agravando sua situação de miséria. Queremos, por outro lado, mostrar-lhe o que pode fazer para tornar-se forte. Ou noutra palavra, ensinar-lhe, como, do ponto de vista prático pode mudar da posição de sofredor das fatalidades a criador de oportunidades.”
 
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Veja o texto sobre Nirmanakaia na integra.

Sociedade Scientífica Supermentalista Tattwa Nirmanakaia

Reeducar adultos, despertar os valores e qualidades positivas, latentes no íntimo da criatura. Leva-los a dinamizar, coordenar e expressar toda capacidade construtiva. Dar senso de liberdade e responsabilidade. Apagar superstições, esclarecer, levar ao uso da arte de bem pensar. Essas e outras tarefas que escapam aos dados estatísticos, são feitos desses 81 anos decorridos, e muito mais precisa ser realizado nos anos vindouros.

A filosofia Supermentalista, em sua amplitude e profundidade, abre horizontes de pesquisa e conhecimento. A psicologia do comportamento, daí emanada, é a chave de recuperação para a vida. Tudo é festejado, ano após ano, congregando corações jubilosos e abrindo oportunidade para outros. Na eternidade o tempo não se conta pelo nosso calendário, e sim pelos feitos.


“O destino do homem é criar a si próprio; ele é o filho de suas obras.” - Afirma Eliphas Levi.
O Supermentalismo leva-nos a conhecer os princípios e leis que regem o homem, sua conduta e relações com seus semelhantes, origem e constituição integral, além de sua posição no esquema cósmico. Nessa comunhão de pensar, sentir e querer, vivemos e construímos, crescemos e progredimos no ritmo do ideal Supermentalista –Força irresistível de progresso.  Veja mais...

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Acreditamos que Deus é todo poder, todo amor, toda verdade, toda justiça e toda harmonia, não é mesmo. Queremos manifestar sua grandio...