sábado, 28 de maio de 2016

Projeções da Mente Cósmica




A holografia é uma técnica de armazenamento de informação desenvolvida pelo físico húngaro Dennis Gabor em 1947, e que lhe rendeu o prêmio Nobel de Física de 1971. Uma maneira de gravar um holograma é utilizar um feixe de luz coerente, como um raio laser, e dividir o feixe em dois componentes. O primeiro deles incide em um objeto tridimensional, e é refletido em direção a uma placa fotográfica. O segundo componente do feixe serve como “referência”, e interfere com o primeiro na chapa fotográfica. Após revelar a placa fotográfica, obtém-se o holograma. Para reconstruir a imagem do objeto, basta lançar sobre o holograma um feixe de luz.  Com isso o observador tem a ilusão de ver o objeto, sob um certo ângulo. Se o observador se movimenta, a imagem aparece sob nova perspectiva, criando a nítida impressão de um objeto tridimensional.

Cada ponto do filme holográfico recebe luz de todos os pontos do objeto. Nesse sentido, cada pequena região do filme bidimensional contém informação do objeto tridimensional como um todo, visto de uma certa perspectiva. Se um pedacinho do holograma for cortado, ainda sim se poderá ver a imagem completa do objeto no pedacinho. É nesse sentido que “o todo está contido em cada parte”, como é apresentado na coletânea de textos “Totalidade e Ordem Implicada”, traduzida para o português em 1992 pela editora Cultrix, com uma nova tradução lançada em 2008 pela editora Madras, do original em inglês de 1980.

O Misticismo Holográfico


Por volta de 1980 surgiu uma nova perspectiva ao misticismo científico, conhecida como o “paradigma holográfico”. Em 1982, o psicólogo Ken Wilber editou a coletânea “O Paradigma Holográfico” e em 1991 Michael Talbot publicou “O Universo Holográfico”, inspirados no pensamento do físico David Bohm que defendia uma nova interpretação da teoria quântica baseada na noção de “holomovimento”. Por outro lado, o psicólogo austríaco Karl Pribram apresentou nessa mesma época, sua teoria “holonômica” do cérebro, que propunha que o processamento de informação no cérebro é semelhante à holografia.

A ideia desenvolvida pelo psicólogo Pribram, é que a informação armazenada em nosso cérebro se organiza de maneira semelhante a um holograma, em camadas relacionadas. Assim, em uma certa camada do cérebro, uma minúscula região estaria conectada a uma extensa região de outra camada (por exemplo, da retina). Segundo essa teoria nosso acesso à memória e mesmo nossa consciência surgiriam de um processo semelhante à reconstrução de um holograma. Dessa maneira, Pribram explicava experimentos em que uma grande parcela do cérebro de camundongos eram extirpadas e ainda assim eles conservavam o grosso de sua memória. Detalhes desta teoria holonômica são apresentados no seu livro “Languages of the Brain”, de 1977.

O Cérebro Holográfico

A reunião das concepções de Bohm e Pribram levou ao “paradigma holográfico”, que Talbot resumiu da seguinte maneira:


“Nosso cérebro constrói matematicamente a realidade objetiva ao interpretar frequências que são, na verdade, projeções provenientes de uma outra dimensão, de uma ordem mais profunda de existência, que está além tanto do tempo como do espaço. O cérebro é um holograma envolvido num universo holográfico” (Talbot, 1992, p. 79)

A partir destas concepções de Bohm e Pribram, Talbot interpreta as alegações parapsicológicas através do “paradigma holográfico”, incluindo a psicocinese em experimentos quânticos (Jahn & Dunne, 1987), transmissão de pensamento durante o sonho (M. Ullman, 1987), curas milagrosas de câncer por meio de técnicas de mentalização (C. Simonton, 1980) e de milagres religiosos como o surgimento de estigmas e a liquefação do sangue de São Januário.

O “Paradigma holográfico” defende que todas as coisas do Universo estão interligadas, e que há níveis de realidade mais profundos, e que o mundo que percebemos como ordenado no espaço e no tempo é apenas uma construção mental. O interesse por esse tema parece ter aumentado nos últimos anos devido ao surgimento de uma nova ideia na cosmologia, conhecida como “princípio holográfico”, trazida pelo ganhador do prêmio Nobel holandês Gerardus ‘T Hooft (1993), em seus estudos sobre buracos negros, e foi desenvolvida por Leonard Susskind, no contexto da teoria das supercordas.

Um buraco negro surge do colapso gravitacional de uma grande estrela, e possui uma densidade tão grande que nem a luz consegue escapar da sua atração gravitacional. A ideia é que toda a física tridimensional de um buraco negro poderia se reduzir às duas dimensões de sua superfície. Em artigo divulgado na Scientific American Brasil de setembro de 2003, o mexicano-israelense Jacob Bekenstein concluiu da seguinte maneira:  “Esse resultado significa que duas teorias ostensivamente muito diferentes – que nem atuariam em espaços de mesma dimensão – são equivalentes. Criaturas que vivem em um desses universos seriam incapazes de determinar se eles habitam um universo de 5 dimensões, descrito pela teoria das cordas, ou um de 4 dimensões, descrito por uma teoria quântica de campos para partículas pontuais”.

Um outro aspecto intrigante da metáfora holográfica é uma possível relação das ideias de Geoffrey Shew de que as partículas subatômicas são dinamicamente compostas uma das outras, de tal modo que cada uma delas envolve todas as demais; a outra ideia é a noção de David Bohm de ordem implicada, de acordo com a qual toda a realidade está envolvida em cada uma das partes. O que todas estas ideias têm em comum é a noção de que a “holomonia” pode ser a uma propriedade universal da natureza.

Entre os místicos ocidentais, aquele cujo pensamento mais se aproxima da visão do misticismo cientifico é, provavelmente, Pierre Teilhard de Chardin, que além de sacerdote jesuíta, era também um eminente cientista, e ofereceu importantes contribuições para a geologia e a paleontologia. Ele tentou integrar seus insights científicos, suas experiências místicas e doutrinas teológicas numa cosmovisão coerente as ideias da evolução de sua época. A teoria da evolução de Teilhard de Chardin está em acentuado contraste com a teoria neodarwinianas, mas apresenta algumas notáveis semelhanças com a teoria de sistemas. O que ele chamou de “lei da complexidade e consciência”, enuncia que a evolução se desenrola na direção de uma crescente complexidade, e que esse aumento de complexidade é acompanhado por uma elevação do nível de consciência, culminando na espiritualidade humana. Teilhard usa o termo “consciência” no sentido de percepção consciente, como o “efeito específico da complexidade organizada”, perfeitamente compatível com a concepção holográfica da mente. Neste sentido, podemos deduzir que o processo inverso também acontece, ou seja, a medida que o ser busca uma maior integração é necessário, portanto uma simplificação e síntese.
  
Psicologia Transpessoal


Na mesma linha, parte desta visão tem sido incorporada pelos seguidores da psicologia de Carl Jung, que veem no “inconsciente coletivo” uma manifestação da ordem implicada que se tornaria explícita nas manifestações culturais e psicológicas dos diferentes povos humanos.
Neste sentido, Talbot dá destaque para Stanislav Grof, psiquiatra que tratava seus pacientes usando LSD, e que explica os estados alterados de consciência e seu alegado acesso ao inconsciente coletivo e a vidas passadas por meio do paradigma holográfico. Grof participou da criação do movimento da “psicologia transpessoal” juntamente com Abraham Maslow, Wilber e outros, no início dos anos 1970, que explora a dimensão espiritual da psicologia humana, ou seja, aquela que transcenderia os limites do indivíduo.

A visão mística da consciência baseia-se na experiência da realidade em formas não-ordinárias de consciência, as quais são tradicionalmente alcançadas através da meditação; podem ocorrer espontaneamente no processo de criação artística e em vários outros contextos. Os modernos psicólogos passaram a chamar de “transpessoais” as experiências incomuns dessa espécie, porque parecem permitir a mente individual estabelecer contato com modelos mentais coletivos e até cósmicos.

Talbot acredita que quanto mais estudamos o mundo vivo, mais nos apercebemos que a tendência para a associação, o estabelecimento de vínculos, a cooperação, é uma característica essencial dos organismos vivos. Lewis Thomas observou: “Não temos seres solitários. Cada criatura está, de alguma forma ligada ao resto e dele depende” (pag. 272)

A estrutura em múltiplos níveis dos organismos vivos, tal como qualquer outra estrutura biológica, é uma manifestação visível dos processos subjacentes de auto-organização. Em cada nível existe um equilíbrio dinâmico entre tendências auto afirmativas e integrativas, e todos os holons atuam como interface e postos de revezamento entre os vários níveis sistêmicos em um sistema hierárquico.

Projeções da Mente Cósmica


No livro O Homem, Deus e o Universo, I.K.Taimini usa a figura de um prisma para explicar o fenômeno da Projeção da mente cósmica no plano da manifestação. Ele explica que a luz branca ao atravessar o prisma diferencia-se em um espetro de múltiplas cores, e que embora a luz se diferencie em uma diversidade de cores ela não perde a sua unidade natural. Experiências comprovam que da mesma forma, se colocarmos um outro prisma recebendo esta multiplicidade de cores, o que se terá do outro lada desta vez, será novamente a luz branca. Desta forma, se fosse possível a alguém ver apenas um dos lados do prisma, teria a sensação da inexistência do outro. Para aquele que conheça apenas o mundo das cores, a ausência delas pode ser interpretada como trevas, entendendo-se trevas como a ausência de cores, enquanto que a luz branca é a presença de todas as cores numa forma integrada.

Taimini compara esta diversidade de cores com o mundo manifesto e explica que a Mônada, oriunda do mundo da luz branca precisa desta diversidade para adquirir conhecimento e experiência. Devemos deixar o mundo das sombras se desejamos conhecer a realidade que o produziu, abandonar o reino da mente a fim de conhecer a consciência, abandonar o mundo da relatividade para conhecer o Absoluto, desde que isso seja possível.

Ele afirma que o reverso desta proposição pode responder à questão de porque a Mônada tem que descer aos mundos inferiores a fim de adquirir a experiência necessária a seu misterioso desenvolvimento. Vivendo no seio do pai, no domínio da “luz branca”, ela deve descer ao mundo da manifestação onde pode encontrar as “cores” obtidas pela diferenciação desta luz. E para isso precisa construir os mecanismos apropriados a descida e experiência nestes planos inferiores.

No capítulo III, o autor descreve os planos de descida da Mônada para penetrar na realidade dos mundos inferiores. Em cada plano de atuação ela adquire uma nova frequência de vibração e uma consciência, sem, contudo, perder sua unidade. Ele explica que todo o mecanismo vivo é guiado e controlado por uma unidade de vida ou consciência, seguindo um padrão uniforme e pré-determinado em seu crescimento e desenvolvimento e modos de expressão, e que um microcosmo é uma unidade menor da mesma espécie, mas em estado não desenvolvido. Esta unidade contém, em forma potencial, todos os poderes e capacidades que podem ser desenvolvidos, assim como uma semente que contem em si o potencial da futura planta, mas precisa de um ambiente propicio ao seu desenvolvimento.

O Homem e seus Corpos

No livro “O homem e seus corpos”, Annie Bessant, descreve sete corpos do ser humano, que são o físico, astral, mental, Causal, Budhico, Átmico e Adi.

CORPO FÍSICO - Começando pelo corpo físico ela diz: “Sob a denominação de "corpo físico" devem incluir-se os dois princípios inferiores do homem, que na linguagem teosófica chamamos Sthula-Sharita e Linga Sharita. Ambos funcionam no plano físico; ambos são compostos de matéria física e formados para um período de vida física, e ambos são abandonados pelo homem físico quando morre e desintegram no mundo físico quando o homem segue para o astral. ”

CORPO ASTRAL – “Por ser o corpo astral o veículo da consciência kâmica do homem, constitui a sede de todas as paixões, de todos os desejos animais; é o centro dos sentidos, donde, como já dissemos, brotam todas as sensações. Ao contato dos pensamentos, vibra e muda constantemente de côr; se o homem se encoleriza, são dardejados raios vermelhos; se se sente apaixonado, as irradiações tingem-se de uma cor-de-rosa suave. Se os pensamentos do homem são nobres e elevados, necessitam de matéria astral sutil para lhes corresponder; a ação destes pensamentos sobre o corpo astral manifesta-se então pela eliminação das partículas grosseiras e espessas de cada sub-plano e pela aquisição de elementos mais delicados. ”

O CORPO MENTAL- Quanto ao Corpo Mental Inferior ela diz que este veículo da consciência humana se compõe dos quatro sub-planos inferiores do Devachân, aos quais pertence. Constitui o veículo especial da consciência nessa região do plano mental, mas a par disso também trabalha no corpo astral e através dele no físico, produzindo tudo o que chamamos manifestações da inteligência no estado normal de vigília. Quando se trata de um homem pouco evoluído, este corpo não pode, durante a vida terrestre, funcionar separadamente como um veículo da consciência no seu próprio plano, e quando este homem exerce as suas faculdades mentais, é necessário que estas se revistam de matéria astral e física, para que ele adquira a consciência da sua atividade.

O CORPO CAUSAL, MENTAL ABSTRATO OU SUPERMENTAL – “Damos-lhe este nome em virtude de nele residirem todas as causas cujos efeitos se manifestam nos planos inferiores. Este corpo é "o corpo de Manas", o aspecto "forma" do indivíduo, do verdadeiro homem. Constitui o reservatório, onde todos os tesouros do homem se acham acumulados para a eternidade e vai-se sempre desenvolvendo mais e mais, à medida que a natureza inferior lhe transmite coisas dignas de nele serem incorporadas e onde são assimilados todos os resultados duráveis da atividade humana. É nele que se acham armazenados os gérmens de todas as qualidades, a fim de serem transmitidos à próxima encarnação; portanto, as manifestações inferiores dependem inteiramente do progresso e do desenvolvimento deste homem "cuja hora nunca soa".

OUTROS CORPOS – “Ainda podemos nos elevar mais um passo; porém esta região é tão sublime que até mesmo à nossa imaginação se torna quase inacessível, pois o próprio corpo causal não é tudo quanto há de mais elevado e o "Ego Espiritual" não é Manas, mas, sim, manas unido a Búddhi, por ele absorvido, designado às vezes pelo nome de Turiya ou plano de Buda. Neste plano, o veículo da consciência é o corpo espiritual, o Anandamayakosha, ou corpo de bem-aventurança, para o qual os iogues podem passar, a fim de gozarem da eterna bem-aventurança e conceberem a Unidade fundamental que passa a ser um fato da experiência direta, em vez de se restringir a uma crença intelectual.

O Supermentalismo

No que tange ao Plano Supermental, vale ressaltar que o termo “Supermentalismo” foi registrado em cartório pelo médico psiquiatra Dr. Gérson de Paula Lima, fundador em 1926 da Sociedade Supermentalista Tattwa Nirmanakaia, inspirado por Antônio Olívio Rodrigues, que em 1909 havia fundado a primeira ordem Esotérica no Brasil, o Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento. O termo é uma adaptação do “Super Consciente” de Loureço Prado, ou da “Super Consciência” de Swami Vivekananda. Outro que usa este termo é Ramacharaka, (pseudônimo de William Walter Atkinson).  Possivelmente Vivekananda tenha sido um dos primeiros a usar este termo, "superconsciousness", "superconscious", e sem dúvida o grande propagador desta forma de pensar, que é uma adaptação da linguagem da Yoga para um contexto ocidental (primeiramente no inglês). Tanto Antônio Olívio como o Dr. Gerson foram profundamente influenciados pelos pensamentos de Swami Vivekananda e Eliphas Levi no final do século anterior.

Segundo Lourenço prado, Eliphas Levi foi o primeiro a ousadamente, unir a ciência aos mistérios da Antiguidade e escavar as profundezas do Santuário trazendo à luz do dia, as figuras do simbolismo hierático, lançando luz em pleno fanatismo do século XIX. Eliphas Levi é considerado o grande mestre da magia, pelo seu trabalho de decodificação e simplificação das ciências secretas até então descritas em linguagem complexa e de difícil acesso. No livro “Dogma e Ritual da Alta Magia”, ele afirma: “A Magia é a Ciência tradicional dos segredos da Natureza que nos vem dos Magos... A ciência e a religião estão em vésperas de se unirem e de se abraçarem para sempre...Os paradoxos opostos se refutam uns pelos outros, e, semelhantes às oscilações de um pêndulo, que tendem sempre, restringindo-se, para o centro de gravidade, os movimentos contrários são apenas aparentes, e as verdadeiras tendências da Humanidade se acham sempre na linha reta do progresso.” E no Livro A História da Magia afirma ainda:  “A Harmonia resulta da analogia dos contrários".

A dança dos Relacionamentos

Por sua vez, do lado acadêmico, Karl Pribram confirmou a importância das frequências e do ritmo na percepção, propondo que a percepção visual é obtida através de uma análise de modelos de frequência, e a memória visual é organizada como um holograma.  Pribram acredita que isso explicaria porque a memória visual não pode ser localizada com precisão dentro do cérebro.

O papel crucial do ritmo não está limitado a auto-organização e à auto expressão, mas estende-se à percepção sensorial e à comunicação. Quando enxergamos, nosso cérebro transforma as vibrações de luz em pulsações rítmicas dos seus neurônios. Transformações semelhantes de modelos rítmicos ocorrem no processo auditivo, e até a percepção do odor parece estar baseada em “frequências ósmicas”.

Tal como no processo de percepção, o ritmo desempenha um importante papel nas várias maneiras como os organismos vivos interagem e se comunicam entre si. A comunicação humana, por exemplo, tem lugar, em grau significativo, através da sincronização e da interligação de ritmos individuais.

Recentes analises de filmes mostraram que toda conversação envolve uma dança sutil, e em sua maior parte invisível, em que a sequência detalhada de tipos de fala é praticamente sincronizada tanto em movimentos ínfimos do corpo do locutor como os momentos correspondentes do ouvinte.

A moderna PNL chama isso de Rappor, onde ambos os parceiros estão perfeitamente sincronizados em movimentos rítmicos, que enquanto permanece, une ambos em uma sintonia como se fossem uma unidade. Um entrelaçamento semelhante de ritmos e conexões parece ser responsável pela forte vinculação entre os bebes e suas mães e, muito provavelmente entre as pessoas apaixonadas. Por outro lado, a oposição, a antipatia e a desarmonia surgem quando os ritmos de dois indivíduos são quebrados e não estão mais em sintonia.

A palavra “Rapport” tem origem no termo em francês rapporter que significa "trazer de volta". O rapport ocorre quando existe uma sensação de sincronização entre duas ou mais pessoas, porque elas se relacionam de forma agradável. A nível teórico, o rapport inclui três componentes comportamentais: atenção mútua, positividade mútua e coordenação. Importante no estudo e identificação de várias manifestações comportamentais, o rapport pode ser usado no contexto de relacionamentos pessoais ou profissionais. Esta técnica é muito útil, porque cria laços de compreensão entre dois ou mais indivíduos.

Podemos concluir que, de acordo com a visão holográfica, seria possível então estabelecer rapport ou sintonia não apenas com uma pessoa ou um grupo, mas com toda a natureza, uma vez que somos parte de um todo coerente.

A Unidade Pacificadora


Fritjof Capra afirma no seu livro “O Ponto de mutação”: “Em raros momentos de nossas vidas, podemos sentir que estamos sincronizados com o universo inteiro. Esses momentos podem ocorrer sob muitas circunstancias como acertar um golpe perfeito no tênis ou encontrar a descida perfeita em uma pista de esqui, em meio a uma experiência sexual plenamente satisfatória, na contemplação de uma obra de arte ou na meditação profunda. Esses momentos de ritmo perfeito, quanto tudo parece estar exatamente certo e as coisas são feitas com grande facilidade, são elevadas experiências espirituais em que todo tipo de separação ou fragmentação é transcendido. ”

Mas talvez o que leve uma pessoa a buscar uma sintonia e harmonia com outra, seja a sua compreensão, mesmo que ainda inconsciente da interdependência de todos os seres e a percepção da reciprocidade que aquilo que oferece aos outros de alguma forma deverá retornar a ela mesma.


O Amor Ágape

A palavra “Ágape” foi um termo muito utilizado pelos escritores cristãos, e aparece bastante nos textos do Novo Testamento, onde há muitas definições e exemplos de ágape, o amor filial, o amor entre os cônjuges, e o amor de Deus para com todos os seres.  Nos Mandamentos, o termo aparece no começo de cada sentença: Amar (ágape) a Deus sobre todas as coisas. No Sermão da Montanha o termo também é referido desde a primeira sentença.

Mas o autor do livro “O Monge e o Executivo”, James C. Hunter, falando através do personagem Irmão Simeão (um frei beneditino), explica que esse tipo de amor não é necessariamente um sentimento, mas sim um comportamento e que Jesus se referia a ele quando aconselhava aos discípulos a Amar seus inimigos e tratar as pessoas como gostaria de ser tratado. Ele amou seus discípulos com este amor ágape e lhes disse: “Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”

Osho afirma em seu livro “ Compaixão, o florescimento Supremo do amor” que Gautama Buda criou uma linha divisória entre a meditação e a compaixão, porque na Índia a meditação era suficiente para a iluminação do ser. Buda ensinava a compaixão antes mesmo da iluminação, porque segundo ele, se a pessoa ficar muito extasiada em si mesma, até a compaixão vai parecer um obstáculo para a sua alegria e vai ser um tipo de perturbação em seu êxtase. Por isso existem centenas de pessoas iluminadas, mas poucos mestres. Gautama Buda não é só um ser iluminado, ele é um revolucionário iluminado. A preocupação dele com o mundo e com as pessoas é imensa. Ele ensinava a seus discípulos que, quando você medita e sente o silencio, serenidade, uma alegria profunda, não deve guardar isso só para si; ofereça ao mundo todo. E não fique preocupado, pois quanto mais você der, mais será capaz de dar.

Paulo define este amor em carta aos coríntios da seguinte forma: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte”; então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. ” 

Coríntios I, cap. 13; vers. 1 a 13

O texto nos fala que a vida é pura projeção. O Ente não pode ver a si mesmo, por isso projeta-se no espelho do mundo, de formas e pessoas. "E Deus criou os céus e a terra e viu que era bom..." Somos projeções da mente cósmica, microcosmos vivos, criamos nosso próprio mundo e nos projetamos nele para nos reconhecermos. E pelos relacionamentos "vemos que é bom, ou que é ruim", que nos agrada e que nos desagrada. Pelo que compreendi, não podemos nos enxergar olhando para nós mesmos, a unidade é uma miragem. O Uno esta projetado no Diverso e para encontra-lo precisamos amar a diversidade. Buscar o uno na unidade seria uma utopia. Talvez Por isso Buda insistia no aprendizado da compaixão antes da iluminação. E Jesus ensinou o amor acima da lei. Mas não um amor teórico, um sentimento apenas, mas sim um comportamento, uma pratica em favor do mundo, que se aprende na medida que se realiza, e que na medida que se experimenta a consciência se expande. Não como uma caridade, mas um ato de sabedoria. Penso que significa que não podemos amar a Deus, sem amar aos homens.

Acho que era isso que Paulo estava falando aos coríntios.

"Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte”; então, conhecerei como também sou conhecido" .... "



Fontes :

O Ponto de Mutação – Fritjof Cappra
O Homem, Deus e o Universo – I.K.Taimini
O Homem e Seus Corpos – Annie Bessant
Fundamentos de Teosofia – C.Jinarajadasa
Compaixão – O Florescimento do Supremo Amor – Osho
O Monge e o Executivo”, James C. Hunter
Dogma e Ritual de Alta Magia – Eliphas Levi
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/universo_holografico.htm
http://community.livejournal.com/ref_sciam/1190.html
http://www.tattwa.org.br
http://paxprofundis.org/livros/levy/levy.html


Se você gostou deste texto, fique a vontade para compartilhar, comentar  e recomendar nosso Blog. 

Visite também  www.leveconsciencia.com.br

Somos uma Escola que propaga as boas ideias e busca o Despertar da Consciência, ajudando a tornar as pessoas criadores de novas realidades. 

Nossa sede é na Rua Campos Sales, 38,  Tijuca Rio de Janeiro. Temos palestras públicas toda segunda feira as 19hs.


 Clique aqui para visitar meu blog



quinta-feira, 19 de maio de 2016

A Transformação das Sombras



Gloria D. Karpinski afirma no seu livro “As sete etapas da transformação consciente” que a mudança nos convida à flexibilidade e ao risco e nos oferece o nascimento para uma nova realidade e a morte para aquilo que é velho. Quando apenas suportamos ou protestamos contra ela em altos brados, não aprendemos nada e adiamos o inevitável. Contudo, quando a aceitamos e nos entregamos, nossa vida se amplia e o novo conhecimento faz com que a nossa perspectiva passe do medo à afirmação da vida, porque vida significa mudança.

A autora afirma que toda mudança tem um ritmo, e propõe um método em sete etapas para que o próprio indivíduo interaja com o processo de mudança e assim entenda o que se passa dentro e fora de si, passando a ser um agente colaborador da mudança e não um adversário dela. As sete etapas propostas pela autora são:  A forma, O Desafio, A resistência, O Despertar, O compromisso, A purificação e Finalmente a Entrega. Para a autora, toda mudança é um processo, e que podemos estar ou não conscientes, nos opondo a ela ou entendendo e colaborando com o processo de transformação.

É interessante esta visão da mudança como um processo que de alguma forma podemos compreender, e não apenas como algo que não temos o menor controle e que muitas vezes lutamos contra ele.

Já o Dr. Gerald Epstein no Livro “Imagens que curam”, propoe um método vertical, focando mais na cura do que na doença e suas causas. Com isso ele lança uma nova luz sobre as sombras, usando a imaginação para transformar a realidade para produzir uma cura definitiva.

Ele explica que Freud via o tratamento psiquiátrico como uma viagem onde o paciente se via dentro de um trem olhando pela janela e o analista iria lhe perguntando o que ele via. Ele lembra que os trens andam no sentido horizontal. Seu contato com Mame Aboulker-Muscat, terapeuta que usava um método “sonho acordado dirigido” mudou sua visão, quando ela fez um movimento vertical com os braços e disse: “ Bem, e se a direção fosse transferida para este eixo? ”

Em seu livro ele associa as causas das doenças a desvios de comportamento que produzem tais efeitos no sistema orgânico, e ensina um método que usa a imaginação (imagem+ ação) para transformar a realidade do paciente.  Segundo ele, ao agir através de imagens, ensinamos nosso cérebro a encontrar o caminho do equilíbrio natural perdido, gerando imagem e emoção, pois para haver cura é preciso produzir uma sensação física.

O primeiro passo consiste em definir e declarar formalmente sua intenção, (tensão que vem de dentro em direção ao objeto) e que irá canalizar sua vontade para o equilíbrio daquilo que estava bloqueado.

Depois é preciso passar por um processo de limpeza para estabelecer um novo ambiente mental e desligar a mente da prisão de causas antigas.  Em seguida o Dr. Gerald Epstein propõe um processo de profunda transformação. 

Tanto os modernos físicos quânticos quanto os místicos chineses dizem que o que experimentamos subjetivamente como tempo é na verdade, um fluxo continuo de mudanças. O sistema médico chinês tradicional é todo baseado na premissa de que a doença é sinônimo de bloqueio de energia. Em outras palavras, uma resistência a natureza mutante das coisas. Tentamos nos agarrar ao que consideramos “boas condições” e neste ato, nos enrijecemos, resistindo à possibilidade de dor ou desprazer e vamos desta forma ao encontro da dor que tentamos evitar.

O método do Dr. Gerald funciona melhor com pacientes capazes de trabalhar no campo das imagens, pois requer que ele tenha plena consciência do trabalho que está realizando. As imagens em movimento disparam na mente um processo de cura gradual, mas podem também ser uma forma de educa-la a fornecer um novo padrão diante dos novos desafios, e ensinar uma nova linguagem que possibilitaria tanto o melhor entendimento da realidade interna como uma nova compreensão da realidade externa a partir destes impulsos criativos.

Em 1944, após um período de 15 meses de prisão por simpatizar com ideias Marxistas, a Dra Nise da Silveira, medica Psiquiatra,  foi reintegrada ao serviço público e iniciou seu trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro.  Sua recusa em usar os métodos agressivos como lobotomia e eletrochoques em pacientes, levou a direção do hospital a transferi-la para o trabalho com terapia ocupacional, atividade então menosprezada pelos médicos. Foi assim que ela criou “ateliês" de pintura e modelagem com a intenção de possibilitar aos doentes reatar seus vínculos com a realidade através da expressão simbólica e da criatividade, revolucionando a Psiquiatria então praticada no país.

A partir dessa experiência a Dra Nise da Silveira revolucionou o tratamento de pacientes esquizofrênicos e introduziu no Brasil a psicologia junguiana, e pelo seu sucesso do seu trabalho se tornou conhecida e respeitada no Brasil e no mundo. Foi pioneira na pesquisa das relações emocionais entre pacientes e animais, que costumava chamar de co-terapeutas.  Em seu livro  "Gatos, A Emoção de Lidar", publicado em 1998, ela expos como percebeu essa possibilidade de tratamento ao observar como um paciente a quem delegara os cuidados de uma cadela abandonada no hospital melhorou ao tratar deste animal como um ponto de referência afetiva estável em sua vida.

Seu Interesse  sobre os mandalas, tema recorrente nas pinturas de seus pacientes, a levou a escrever a Carl Gustav Jung, estabelecendo com ele uma proveitosa troca de ideias.  Jung a estimulou a apresentar uma mostra das obras de seus pacientes,   o que ela fez primeiramente no Brasil, e  culminou na exposição "A Arte e a Esquizofrenia", ocupando cinco salas no "II Congresso Internacional de Psiquiatria", realizado em 1957, em Zurique. Ao visitar a exposição, Jung orientou-a a estudar mitologia como uma chave para a compreensão dos trabalhos criados pelos internos.

Aquela mulher simples e franzina, não queria revolucionar a medicina, apenas cuidar daquela gente com carinho. O mesmo carinho que cuidava dos seus bichos, pois via o mundo de forma diferente da maioria. O que chama a atenção é que ela não demonstrava medo diante da agressividade dos pacientes, e os observava com atenção para entender sua linguagem interna.  Talvez ela também tenha convivido com suas sombras, mas demonstrava maturidade e serenidade ao lidar com o ser humano, a quem tratava de “Clientes”, pois conforme ela dizia, eles é que eram seus patrões.

É Maravilhoso perceber que de alguma forma a Dra. Nize Utilizou em seus pacientes, algo parecido com técnica que o Dr. Gerald Epstein desenvolveria mais tarde, com a diferença que como eles não tinham domínio da razão, eram os próprios pacientes que curavam suas imagens mentais na medida em que as expressavam, depuravam e reconheciam suas sombras. E as sombras aos poucos iam ganhando luz, e na medida em que o fundo do lago se tornava mais transparente permitiam assim que as belezas de seu interior pudessem vir a tona, se transformando em verdadeiras obras de arte.

Há uma corrente de pesquisadores que acreditam que a música também pode curar.  Segundo matéria publicada na revista veja online em 18/06/2009  Há canções ligadas à infância, à juventude, ao primeiro amor, a uma grande tristeza, ao casamento. Todas essas músicas compõem a memória musical de uma pessoa e podem despertar emoções cruciais para a melhora de certas condições de saúde. "Quando utilizamos músicas relacionadas à história de um portador de Alzheimer, por exemplo, essa pessoa consegue relembrar fatos com detalhes: isso não viria à tona, caso indagássemos aquele paciente", explica Cléo Correia, musico-terapeuta do ambulatório de Musicoterapia de Neurologia do Comportamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O uso da música como método terapêutico vem desde o início da história humana. Alguns dos primeiros registros a esse respeito podem ser encontrados na obra de filósofos gregos pré-socráticos. A sistematização dos métodos utilizados só começou, no entanto, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com pesquisas realizadas nos Estados Unidos. O primeiro curso universitário de musicoterapia foi criado em 1944 na Michigan State University.

A esperança é confirmada por estudo das Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU). O trabalho mostra que pacientes internados apresentaram melhora significativa de humor quando são submetidos a um repertório musical personalizado, criado a partir de seus próprios gostos musicais. "99% dos pacientes dizem que se sentem muito melhor", comenta Maristela Smith, professora, fundadora e coordenadora dos cursos de graduação e pós-graduação de musicoterapia e da Clínica-escola de Musicoterapia da FMU.

Outras técnicas como a aroma-terapia, ou a massoterapia por exemplo procuram explorar os canais sensitivos daqueles que percebem o mundo melhor pelos sentidos e por isso suas mentes são melhor induzidas por técnicas que envolvam e despertem estes sentidos, criando assim um canal que facilita a compreensão e pode mais facilmente levar a cura ou dissolução das sombras.

Segundo o site “Os Significados”, as ervas aromáticas já eram utilizadas para fins religiosos, curativos ou estéticos no Egito, China, Índia, Grécia e Roma. A destilação de óleos essenciais de forma mais refinada e eficiente ocorreu em 1000 d.c., através de Avicena, um médico e filósofo árabe. Os alquimistas, no século 16, acreditavam que o óleo essencial era a parte da planta responsável pela cura. O termo "Aromaterapia" foi usado inicialmente por René-Maurice Gattefossé, um químico francês cuja família possuía uma indústria de perfumes. Certo dia, enquanto trabalhava em seu laboratório, Gattefossé queimou a mão acidentalmente e mergulhou-a num recipiente contendo óleo essencial de lavanda. A queimadura curou-se rapidamente, não infeccionou, não produziu bolhas e cicatrizou. Gattefossé ficou fascinado com o feito e procurou estudar mais a fundo as propriedades terapêuticas dos óleos essenciais. Em 1928 publicou o livro “Aromathérapie: Les Huiles essentielles hormones végétables” (Aromaterapia: Os óleos essenciais, hormônios vegetais).

De acordo Marie-Louise von Franz, os sonhos também podem ser um caminho de autoconhecimento. Em seu livro O Caminho dos Sonhos ela relata que uma parte mais profunda de nossa mente nos fala através de uma linguagem própria que pode ser por imagens, sons e até mesmo aromas, utilizando os materiais que dispõem para expressar aquilo que tem em seu interior, nesta busca do autoconhecimento. Estas linguagens são como placas de impureza que se soltam aos poucos do fundo do lago inconsciente para serem purificadas pela compreensão.

A autora afirma que após acompanhar os sonhos por um bom período de tempo, porém, notamos que eles possuem uma inteligência superior, uma sabedoria e uma perspicácia que nos orientam. Eles nos mostram em que aspecto estamos enganados e nos alertam a respeito de perigos; predizem eventos futuros; aludem ao sentido mais profundo da nossa vida e nos propiciam insights reveladores. Se analisar sonhos de artistas ou cientistas criativos, por exemplo, você verá que muitas vezes novas ideias lhe são reveladas através dos sonhos. Eles brotam do inconsciente sob a forma de ideias súbitas, como se costuma dizer. Vários documentos demonstram que muitos cientistas primeiro sonharam certas soluções matemáticas e depois as resolveram conscientemente. Devemos, então, concluir que existe uma matriz psíquica capaz de produzir novos insights criativos.

Depois de analisar sonhos como processos psíquicos vitais, a única coisa que talvez se possa dizer é que essa matriz parece orientar o ego consciente para uma atitude adaptada e madura frente à vida. Por exemplo, se um jovem neurótico se recusa a entrar na vida ela lhe dá um empurrão saudável, ou se uma pessoa idosa não consegue aceitar a velhice e a morte, ela representa o sentido da velhice e da morte através de imagens bonitas. Essa matriz que engendra os sonhos em nós tem sido denominada guia espiritual interior, ou centro da psique. A maioria dos povos primitivos simplesmente a chama de Deus, ou usa o nome de um deus específico. O deus supremo dos astecas, por exemplo, era o artífice dos sonhos e guiava as pessoas através dos seus sonhos. Com toda probabilidade, um cristão diria que essa matriz é o Cristo interior em nossa alma. Um budista reconheceria esse mesmo centro. Segundo um velho mestre zen, Buda certa vez disse que quem segue o caminho interior certo tem sonhos bons. Parece, portanto, haver em nós uma inteligência superior que poderíamos denominar guia interior ou centro divino que produz os sonhos, cujo objetivo parece ser tornar a vida do indivíduo a melhor possível.

O processo vivido pela escritora Connie Zw eig, no Livro “Ao encontro da Sombra” pode muito bem ser entendido como um destes períodos em que uma grande quantidade de matéria oculta do lago inconsciente vem a tona levando a uma vivencia dolorosa ao entrar em contato com uma realidade sombria até aquele momento desconhecida pela consciência, conhecido como “a noite escura da alma” 

Mas de acordo com as reflexões do Dr. Geraldo Epstein, para além das sombras e impurezas, existe em nosso interior uma camada mais profunda e brilhante que pode se expressar em forma de imagens, sons e sentimentos e que trazem profunda libertação aqueles que com elas entram em contato. Mas para ter acesso a esta região mais brilhante, talvez seja necessário passar antes por este processo de purificação e autoconhecimento que nos relatou Connie Zweig no livro "Ao encontro da Sombra", e que segundo ela própria a tornou mais sensível e humana.


Fontes: 

O Caminho dos Sonhos - Marie-Louise von Franz 
Ao encontro da Sombra - Connie Zweig
As sete etapas da transformação consciente - Gloria D. Karpinski 
Imagens que Curam - Dr. Gerard Epstein
Wikipédia, a enciclopédia livre -https://pt.wikipedia.org/wiki/Musicoterapia


Se você gostou deste texto, fique a vontade para compartilhar, comentar  e recomendar nosso Blog. 

Visite também  www.leveconsciencia.com.br

Somos uma Escola que propaga as boas ideias e busca o Despertar da Consciência, ajudando a tornar as pessoas criadores de novas realidades. 

Nossa sede é na Rua Campos Sales, 38,  Tijuca Rio de Janeiro. Temos palestras públicas toda segunda feira as 19hs.
 Visite meu Blog



terça-feira, 17 de maio de 2016

As frequências humanas



Muitos cientistas têm estudado as ondas sonoras e as influências sobre a nossa vida.

O Dr. Masaru Emoto ficou famoso quando demonstrou que os sentimentos poderiam interferir no aspecto das moléculas da água.

A Numerologia já sabia disso há milênios.
Um nome é um som e influencia a sua vida.

Mas numa escala de frequências vibratórias, o ser humano pode captar entre 20Hz e 20.000Hz e as emoções e reações humanas vibram entre 20 e 700 Hz pra mais. Nessa escala, podemos verificar que o ser humano emite vibrações que variam com o seu estado de espírito.

E elas são:

20Hz o estado da vergonha,
30Hz o da culpa,
50Hz a da apatia,
75Hz o do luto,
100Hz o do medo,
125Hz o do desejo,
150Hz a da raiva,
175Hz o do orgulho,
200Hz a da coragem,
250Hz a da neutralidade,
310Hz a da vontade,
350Hz a da aceitação,
400Hz a da razão,
500Hz o do amor,
600Hz a da paz,
700Hz pra mais, a da iluminação.

Todas essas frequências foram obtidas em laboratório com voluntários.

O que se sabe é que uma pessoa na vibração de 500Hz, pode afetar positivamente 7.500 pessoas que estejam na faixa de vibração 200Hz.

Uma de 600Hz pode afetar 10 milhões e a de 700Hz pra mais, o estado de iluminação, 70 milhões de pessoas na frequência de 200Hz.

Foi feita uma experiência chamada efeito Maharishi com 7mil monges yogues, espalhados pelo mundo meditando em grandes centros urbanos. Houve mudança de realidade local, ao fim de um mês. Algumas cidades baixaram o percentual de criminalidade, outras obtiveram condições climáticas favoráveis etc..

Com a frequência 528Hz inserida na Limpeza dos 21 dias do Arcanjo Miguel, postada no youtube, numa versão recente, o efeito da própria oração se intensifica, pois a pessoa está aumentando a sua vibração para um estado de amor. Está afinando todo o seu campo de energia, seu corpo, seu DNA, na melhor vibração, que possibilita a sincronicidade com a FONTE. Além disso, há também a oportunidade de influenciar o meio em que se vive, seja familiar, ou seja, profissional.

Elevando a vibração para 528Hz ou além, existe uma gravação da 1122Hz que é para entrar num estado de cocriação, é possível fazer, silenciosamente, uma grande mudança coletiva de realidade.

Estamos iniciando um novo ciclo que é a Era de Ouro no planeta, então, vamos ficar, imediatamente, nessa sintonia que será acima de 500Hz.

Fonte: STUM

Enviado por Lisana Ratti

Conheça o Curso de Numerologia da Alma 

cliqueevejamaisdetalhes

sábado, 14 de maio de 2016

Aprendi com Deus


Aprendi com Deus que ventos fortes nos fazem atravessar desertos como sementes, e voltamos flores. Aprendi com Deus que ninguém é tão pobre que não possa ajudar seu irmão em uma oração. Aprendi com Deus que palavras são folhas que voam feito pássaros, mas atitudes silenciosas são como árvores, que se fincam no chão, e ninguém arranca.

Aprendi com Deus que até o céu tem seu tempo de Azul e de Cinza, de ventos e de sol, de luz ou de noite, que tudo dará certo no seu tempo. Aprendi com Deus que devemos amar uns aos outros,e Aprendi com Deus que acordamos todas as manhãs por que Ele é quem nos desperta com alegria para novas batalhas,novas vitórias...

Aprendi com Deus que nada é por acaso,que para tudo e todos existe uma resposta. Aprendi com Deus, que não existe sorte, existe bênçãos, que somos frutos de um Amor sem igual e limites, e que a Fé nos faz abençoados todos os dias pelo zelo de Deus!*_

Rosane Luzia da Cruz Pinheiro

🙌🏻🙏🏻😊

domingo, 1 de maio de 2016

Reflexos do Inconsciente



Segundo Connie Zweig e Jeremiah Abrams, no livro Ao encontro da Sombra, mais de uma década antes de Freud sondar as profundezas da natureza humana, Robert Louis Stevenson escreveu o caso do Dr. Jekyll e Mr.Hyde, um médico que após ingerir uma substancia, passava por uma drástica mudança de caráter, tão drástica que ele se tornava irreconhecível, realizando atos de maldades que jamais seria capaz de fazer. "O medico e o Monstro" se integrou-se de tal modo na cultura popular que pensamos nele quando ouvimos alguém dizer, "Eu não era eu mesmo", ou "Ele parecia possuído por um demônio", ou "Ela virou uma megera".

Cada um de nós contém um Dr. Jekyll e um Mr. Hyde, uma persona agradável para o uso cotidiano e um “eu” oculto e noturno que permanece amordaçado a maior parte do tempo. Emoções e comportamentos negativos como raiva, inveja, vergonha, falsidade, ressentimento, lascívia, cobiça, tendências suicidas e homicidas, que ficam escondidos logo abaixo da superfície, mascarados pelo nosso eu mais apropriado às conveniências, pertencentes a um território indomado e inexplorado para a maioria de nós, como a sombras de nosso eu pessoal.

A própria Connie Zweig, coautora do livro, relata sua experiência pessoal com sua sombra:  “Na meia-idade, defrontei-me com meus demônios. Muitas coisas que eu considerava bênçãos tornaram-se maldições. A larga estrada estreitou-se, a luz escureceu. E nas trevas a santa em mim, tão bem cuidada e tratada, encontrou a pecadora. Meu fascínio pela Luz, meu vivo otimismo em relação aos resultados, minha fé implícita em relação aos outros, meu compromisso com a meditação e com um caminho de iluminação — tudo isso deixou de ser uma graça salvadora e tornou-se uma sutil maldição, um entranhado hábito de pensar e sentir que parecia trazer-me face a face com o seu oposto, com o sofrimento de ideais fracassados, com o tormento da minha ingenuidade, com o lado escuro de Deus. Naquela época, tive este encontro com a minha sombra”

Alguns pesquisadores entendem que a imagem que um indivíduo faz de si mesmo representa um fato real e que através desta visão ele mede e cria sua percepção da realidade, e que desta forma estamos irremediavelmente presos a esta imagem da realidade. Para muitos deles a distinção entre “normal” e “anormal” depende da estrutura global e religiosa de uma sociedade.

Marie Louise von Franz no Livro ‘Reflexos da Alma” no capitulo I, sugere que uma criança que desenvolveu na infância uma imagem do pai ou da mãe, de forma especialmente negativa, tende a projetar no futuro esta mesma imagem em todas as pessoas mais velhas que exerçam de alguma forma papeis semelhantes, como Superiores hierárquicos, médicos, autoridades e o próprio estado, fazendo surgir uma espécie de preconceito que irá dificultar muito o seu relacionamento com estas pessoas. A imagem negativa está armazenada em seu interior e projeta-se em ocasiões oportunas sobre os objetos exteriores.

Segundo a autora, não se trata apenas de uma lembrança, mas de um complexo de características que estão incorporados na própria pessoa, que não apenas enxerga, mas rejeita e combate estas características nos outros, mas ela mesma age inconscientemente da forma como ela condena. Assim, um filho que vê o pai como tirano, projeta nos outros que desempenham papeis de autoridade, a tirania.  Mas sem o saber ele também age com a mesma tirania que detesta. Não se trata apenas de um mero engano, daquele que vê nos outros aquelas características, e que poderia ser facilmente desfeito com algum esclarecimento, mas uma imagem vibrante no próprio indivíduo e qualquer tentativa de convence-lo ou dissuadi-lo, poderá causar maior emotividade ou até mesmo uma profunda depressão, caso ele seja convencido de sua participação neste processo.

Carl Gustav Jung define a projeção como uma transferência inconsciente, imperceptível e involuntária de um fato psíquico para um objeto externo, que tem alguma coisa de semelhante com a imagem interna, capaz de acionar um gatilho e despertar a reação psíquica, como se fosse um gancho no qual o indivíduo “pendura” a sua projeção.

No dia 22 de abril no programa da Globo News “Clube dos Correspondentes”, os correspondentes estrangeiros analisavam a situação do Brasil perante a crise política e o possível afastamento da Presidente pelo Senado. A questão central era a polarização da sociedade brasileira dividida em dois grupos contra e a favor da presidente. O que chamou a atenção sobre a visão dos correspondentes, foi que embora eles vivam no Brasil e conheçam muito bem a realidade brasileira a ponto de poderem opinar a apontar sugestões, foi a forma isenta e livre de emoções com que eles enxergam a realidade, fornecendo uma visão de fora do problema, sem o envolvimento emocional com que vivemos a situação, que nos leva a aderir obrigatoriamente a um dos lados.

Referenciando então as projeções na visão de Jung, percebemos a necessidade que a mente tem de buscar um olhar de fora para compreender a si mesma e talvez por isso precise projetar suas sombras em pessoas e fatos externos para que possa vê-los como em um espelho. Os outros seriam nossos “correspondentes estrangeiros”, com a diferença que na maioria das vezes não estamos conscientes de que estamos fazendo uma “entrevista” para buscar a sua visão de realidade, pois isso requer bastante maturidade do Eu. 

Na maioria das vezes projetamos sobre o outro a nossa sombra e colocamos sobre eles toda a responsabilidade de nos dar a resposta que procuramos, mas rejeitamos suas visões que nos mostram uma realidade que não queremos aceitar.


E como sugeriu Jung, isso pode acontecer com uma nação inteira. Como disse O Jornal espanhol “El País” na ocasião,  "O Brasil vive uma catarse coletiva", que parece se confirmar diante da necessidade da Presidente se dirigir a todo momento aos jornalistas estrangeiros para buscar adesão a sua causa e fortalecer suas posições.

Seria esta a nossa crise de meia idade, semelhante àquela que a escritora Connie Zweig relatou no livro, quando passou por um período negro de sua vida em que vieram à tona vícios e maus costumes contrastando com sua santidade e pureza da juventude? Mas como ela mesma disse, foi justamente este processo que revelou a sua maior riqueza e verdadeira felicidade, pois aquela que se considerava isenta das sombras do mundo, protegida em uma aureola de santidade passou a amar as pessoas como elas são e trata-las como indivíduos e semelhantes, sentindo-se integrada com eles.

Durante a preparação do seu  livro, Connie Zweig  viajou  para Bali, onde a batalha entre o bem e o mal é o tema de todos os teatros de lanterna mágica e representações de dança. Existe uma cerimônia de iniciação que o balinês faz aos dezessete anos de idade, na qual seus dentes são limados e nivelados para que os demônios da raiva, da inveja, do orgulho e da cobiça sejam exorcizados. Depois dessa cerimônia, o iniciado sente-se purificado, batizado. Ah, a nossa cultura não nos oferece essas cerimônias de iniciação! Para ela, dar forma a este livro era uma maneira de mapear a descida e levar uma luz às trevas.”

Recentemente uma novela tratou deste tema da luta entre o bem e o mal, embora o decorrer da trama tenha se desviado para o cotidiano e perdido a essência da proposta original. A abertura da novela “A regra do Jogo”, mostrava pedras pretas e brancas em um tabuleiro de Xadrez, em um jogo animado lutando umas com as outras. No final, elas se destruíam umas às outras e se recompunham com os pedaços espalhados no tabuleiro. Mas as novas pedras tinham as duas cores, preto e branco, e o jogo recomeçava com pedras maiores e mais fortes.  Alguns dos protagonistas da novela tinham justamente esta característica ambígua, de serem vilões, mas em determinados momentos se comportavam como heróis e muitos dos heróis caiam em tentação, como que para mostrar que não existe bem sem mal ou vice-versa.

Mas própria Connie Zweig, ao concluir suas reflexões no livro Ao encontro da Sombra, nos traz luz sobre esse tema dizendo “...Depois de um período de grande desespero, estou começando a perceber um sentido mais abrangente do meu eu, uma expansão da minha natureza e uma conexão mais profunda com a humanidade. Minha mãe comentou, há uns vinte anos, no auge da minha arrogância espiritual, que eu conseguia amar a humanidade, mas não conseguia amar o ser humano enquanto indivíduo.

Com a gradual aceitação dos impulsos mais escuros dentro de mim, sinto que uma compaixão mais genuína cresce em minha alma. Ser apenas uma pessoa comum, cheia de anseios e contradições — isso já foi um anátema para mim. Hoje, é uma experiência extraordinária. Busquei uma maneira simbólica de deixar nascer a minha sombra, para que a minha vida exterior não se desfizesse e para que eu não precisasse pôr de lado esse modo de vida criativo que tanto amo.

Nos sonhos uma parte mais profunda de nossa mente nos fala através de uma linguagem própria que podem ser por imagens, sons e até mesmo aromas, utilizando os materiais que dispõem para expressar aquilo que tem em seu interior, nesta busca do autoconhecimento. Estas linguagens são como placas de impureza que se soltam aos poucos do fundo do lago inconsciente para serem purificadas pela compreensão.

O processo vivido pela escritora Connie Zweig, pode muito bem ser entendido como um destes períodos em que uma grande quantidade de matéria oculta do lago inconsciente vem à tona levando a uma vivencia dolorosa ao entrar em contato com uma realidade sombria até aquele momento desconhecida pela consciência, conhecido como “a noite escura da alma”

Mas o que talvez o que muitos não perceberam ainda é que se projetamos as imagens de nosso interior para as coisas e as pessoas para nos curar de nossas sombras, talvez o que aconteça com estas coisas e pessoas se reflitam também diretamente dentro de nós, atuando como uma projeção também de fora para dentro, como em um espelho, afetando e modificando nossas próprias percepções da realidade.

Assim, a forma como tratamos as coisas e as pessoas retornam para nós sem o percebermos. O que fazemos fora se reflete dentro e o que sentimos e pensamos manifestamos em nossas ações. "O que está em cima (dentro) é igual ao que está em baixo (fora), e o que está em baixo é igual ao que esta em cima", conforme sugere o segundo principio da lei de Hermes Trimegistos, que os Hebreus simbolizaram por uma triangulo voltado para cima e outro voltado para baixo, formando uma estrela de seis pontas. E tudo isso parece levar a reflexão do primeiro principio por ele proposto. "O Todo é mente, o Universo é mental."


Fontes :
O Encontro com a Sombra - Connie Zweig e Jeremiah Abrams   Editora Cultrix
Imagens que curam - Dr. Gerald Epstein  - Editora Imago
Reflexos da Alma - Marie-Louise Von Franz - Editora Cultrix - Pensamento
As Sete Etapas de Uma Transformação Consciente - Gloria D. Karpinski - Ed. Pensamento



Se você gostou deste texto, fique a vontade para compartilhar, comentar  e recomendar nosso Blog. 

Visite também  www.leveconsciencia.com.br

Somos uma Escola que propaga as boas ideias e busca o Despertar da Consciência, ajudando a tornar as pessoas criadores de novas realidades. 

Nossa sede é na Rua Campos Sales, 38,  Tijuca Rio de Janeiro. Temos palestras públicas toda segunda feira as 19hs.
perfil-jsps

O fruto da vida

Acreditamos que Deus é todo poder, todo amor, toda verdade, toda justiça e toda harmonia, não é mesmo. Queremos manifestar sua grandio...