quarta-feira, 29 de junho de 2016

Oito Passos para a Iluminacao


Helenildes Alcantara 


Ao contrário do que muitos de nós possa pensar, o sofrimento não é uma ação punitiva que a divindade nos impõe quando cometemos algum erro.

O sofrimento é um mecanismo de educação e reeducação para todos os que se desviam da rota. Para todos os que se desviaram da linha de harmonia, desrespeitando as Leis Divinas.

E o sofrimento estará na nossa vida enquanto for necessária nossa depuração.

E para que essa depuração aconteça, não há força maior que a do Amor colocado em prática, para nos ajudar no caminho da nossa iluminação.

Mas, como colocar no nosso dia a dia esta poderosa força?

Buda ensinava que podemos alcançar o caminho da Iluminação em 8 passos:

1º. Passo: CRER RETAMENTE
v  É direcionar o pensamento de forma positiva e edificante, de modo a dar ao indivíduo uma visão otimista da vida.
v  Crer retamente é saber esperar. É não se perturbar, mesmo quando as circunstancias parecem conspirar contra, ocasionando confusão à realização de nossos objetivos.          
CRER RETAMENTE CONDUZ A ...

2º. Passo: QUERER RETAMENTE
v  É ter objetivos que sejam compatíveis com a sua crença.
v  O Querer equivocado é uma das maiores causas do sofrimento humano, porque frequentemente nos iludimos com as nossas escolhas. Desejando o dispensável, o transitório, em detrimento do essencial, do permanente.
v  Quando não desejamos com retidão, nos comprometemos moral e espiritualmente.
QUANDO CREMOS E QUEREMOS RETAMENTE, ALCANÇAMOS O ...

3º. Passo: FALAR RETAMENTE
v  As palavras exteriorizam o que está cheio o coração.
v  Hoje em dia, fala-se por falar; fala-se para dissimular as emoções e até com objetivos sórdidos e prejudiciais.
v  Falar retamente é falar com discrição, é saber quando e como falar, de modo a não causar constrangimento.
v  As más palavras entorpecem os sentimentos, deformam a conduta e matam os ideais de nobreza.
v  As boas palavras enrijecem o caráter, dulcificam o coração e iluminam a vida.

4º. Passo: AGIR RETAMENTE
v  Aquele que crê, quer e fala retamente sentirá uma vibração de saúde e paz, de modo a alterar seu comportamento, o que o fará a agir com retidão.
v  O mundo progrediu graças àqueles que agiram com retidão.
v  Jesus, com seus exemplos, mudou o mundo.

5º. Passo: VIVER RETAMENTE
v  Quem age retamente, vive retamente. O modo de agir passa a ser o seu modo de viver.
v  Gandhi não apenas recomendava a igualdade racial e a igualdade de deveres e direitos.
v  Ele vivenciava aquilo que preconizava. Tanto que acolhia em seu Ashram (granja comunitária) os párias hindus (os chamados de classe inferior), que eram renegados pela sociedade.

6º. Passo: ESFORÇAR-SE RETAMENTE
v  Todos os passos anteriores (CRER, QUERER, FALAR, AGIR e VIVER RETAMENTE) dependem de um esforço reto, ou seja, de disciplina.
v  A disciplina é uma força que depende da vontade.
v  Esforçar-se retamente é saber aplicar a capacidade dos seus recursos a fim de alcançar o que almejou.

7º. Passo: PENSAR RETAMENTE
v  Pensar retamente faculta harmonia psicológica e sintonia com os Benfeitores da Humanidade.
v  Quem pensa retamente encontra-se consigo mesmo, com o seu próximo e com Deus.
O HÁBITO DE PENSAR RETAMENTE CONDUZ À ETAPA FINAL, QUE É ...

8º. Passo: MEDITAR RETAMENTE
v  É o estado de quietação mental.
v  É aplicar a concentração na busca de Deus, interiormente, com determinação e constância.
v  A meditação nos permite atingir o fluxo divino e conhecer Deus, senti-Lo e alimentar-se de Sua Energia.


QUEM MEDITA RETAMENTE, CRÊ, QUER, FALA, AGE, VIVE, ESFORÇA-SE E PENSA COM RETIDÃO E DESTA FORMA, ILUMINADO, LIBERTA-SE, POR FIM, DO SOFRIMENTO.


Helenildes Alcantara 




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quarta-feira, 22 de junho de 2016

A reciprocidade dos Relacionamentos


Os relacionamentos nos levam a realizar trocas. Talvez esta seja a primeira noção de justiça que aprendemos, pois sempre precisamos dar e receber alguma coisa para manter os relacionamentos vivos. A natureza tem nos mostrado que toda ação gera uma reação e que nada se perde mas tudo se transforma.

É como um jogo de frescobol,  precisamos colocar a bolinha na raquete do parceiro e facilitar seus movimentos, assim ele vai gostar de jogar conosco. Em uma conversa também trocamos experiencias, damos aquilo que temos ou sabemos e esperamos que o outro também nos dê algo em troca, que não apenas nos ouça, mas que nos devolva sua visão do assunto.

Assim, recebemos algo de novo,  que pode acrescentar uma nova visão naquilo que já sabemos ou ate contradizer as nossas crenças e até mesmo reforma-las.

Mas nem sempre estamos abertos a estas oposições e podemos entende-las como uma ameaça, e então entrar em uma discussão defendendo nosso ponto de vista. Neste momento o jogo muda repentinamente do frescobol para o ping-pong, e tentamos derrubar o parceiro, que se torna adversário.

Mas quando o jogo se afina e reconhecemos no outro valores semelhantes aos que temos também,  ou recebemos estímulos e incentivos, fica mais fácil jogar frescobol pois não queremos que o relacionamento termine, e sentimos um imenso prazer em cada lance do relacionamento.

A reciprocidade nos ensina que para participar deste jogo de trocas precisamos ter alguma coisa para oferecer, que seja reconhecida como valor pelo parceiro. Não basta impor nossos valores que só nós mesmos reconhecemos pois assim o jogo fica travado.

Caso não procuremos essa sincronicidade, a conversa ou relacionamento se torna monótono e sem graça e os parceiros perdem o interesse no jogo, pois parece que eles estão falando sozinhos.

Por isso quando damos algo, esperamos uma contrapartida do parceiro como forma de retorno e reconhecimento do nosso gesto. Este retorno nos estimula a dar mais e com isso alimentamos a sensação e o prazer nos relacionamentos.

O amor condicional é parte da essência dos relacionamentos e difere da caridade que não busca nada em troca pois não reconhece no parceiro capacidade de dar retorno. Mas por outro lado, não lhe pede relacionamento, apenas que aceite a sua doação.

O amor recíproco não é menor que o amor caridoso, ele é diferente porque ele serve como base para relacionamentos duradouros.

E aí,  vai ficar na platéia vendo este jogo, ou vai devolver a bolinha e nos dar a oportunidade de aprender alguma coisa com você?


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domingo, 12 de junho de 2016

Amor Tântrico

Amor Tântrico > Amor Cósmico


O Tantra é uma filosofia hindu muito antiga (se cristalizou no Ocidente por volta do século XV).

"Tantra" é um termo sânscrito que significa "trama".  Oriundo de uma série de tratados indianos, do século VII em diante, sobre ritual, meditação e disciplina.  A palavra "tantra" é composta por duas raízes acústicas: "tan" e "tra".  "Tan" significa expansão e "Tra" libertação.

Está centrado no desenvolvimento dos chakras como um meio para o conhecimento do seu corpo e do corpo do parceiro(a). A prática tântrica envolve um casal no amor: mente, corpo e espírito, elevando-os à satisfação do amor romântico e à maior conexão espiritual.

O simples ato de tocar os cabelos, o rosto, abraçar, acariciar, beijar ou massagear o(a) parceiro para aliviar as tensões do dia é um dos recursos principais do amor tântrico, além disso, alguns exercícios mentais e corporais (yoga tântrico) ajudam na ativação da energia chamada “kundalini”. A prática é recomendada para todo tipo de casal disposto a aprender e vivenciar o amor com plenitude.

O olho no olho, o estímulo aos 5 sentidos, o romantismo, o cavalheirismo, a alegria e convívio diário com mais dedicação e respeito ao outro, permitem, inclusive, um relacionamento mais profundo e duradouro, com carinho e mais amor.

Nesta era que vivemos, com pouco tempo para nos dedicarmos a tudo, inclusive ao amor, precisamos resgatar momentos para vivenciar o namoro ou o casamento com plenitude.


Feliz Dia dos Namorados!

domingo, 5 de junho de 2016

As diversas faces do Amor

Afrodite

A Deusa grega Afrodite, ou Vênus, para os romanos é a deusa do amor e da beleza e representa o legítimo desejo da alma pelo belo e perfeito. Afrodite não é a amante, ela é a beleza e a graça risonha, que fascina, que desperta o amor. O encanto da aparência que leva de forma irresistível atração e ao desejo.  Na Guerra de Troia, segundo a Ilíada, Afrodite é consorte de Ares, deus da guerra, ódio e violência, e sob sua influência toma parte nos conflitos; O amor dos dois simbolizava o conceito de "opostos que se atraem" e a união ideal do homem e mulher. Ares representa a virilidade e por isto era perfeito para Afrodite que representava feminilidade.

Eros

Eros é  citado como o amor apaixonado, sinônimo do desejo sexual. Para Platão este é o sentimento que procura o belo que é algo que nunca será satisfeito até desaparecer. Eros, se relaciona com a busca da beleza ideal, da verdade; assim, podemos dizer que o amor erótico transcende ao desejo físico. Eros, a Procriação, é a força de atração que viria a unir imortais e mortais entre si e uns com os outros; Talvez aí esteja o segredo da ligação da alma com a personalidade, da união dos mundos internos e externos.

Então Eros vira o deus do amor, filho de Afrodite e Ares, deixando de ter suas dimensões cósmicas , representado como um menino com asas, cujas flechas promovem as aventuras amorosas dos mortais. Eros está sempre à espreita dos belos de corpo e de alma, com sagazes ardis. É corajoso, audaz e constante. Eros é um caçador temível, astucioso, sempre armando intrigas. O amor Eros representa o amor sexual, carnal, repleto de paixões inebriantes, a pura atração física, que manifesta o instinto de união e reprodução. Eros representa o amor pela beleza e a perigosa obsessão pelo amado e o prazer que ele traz. É o amor fundamental para a natureza, pois é a força primitiva da procriação e preservação da espécie. Eros é o tipo de amor mais perigoso dos três, pois se não vivido de forma equilibrada com Ágape e Philos pode trazer muita dor.

Amor Romântico

Mas há um fenômeno psicológico muito peculiar dos nossos tempos, o amor Romântico. Um amor que ganhou força em nossa civilização, o amor romântico, que não significa apenas amar alguém; significa “estar apaixonado”. Quando estamos “apaixonados”, acreditamos ter encontrado o verdadeiro sentido da vida revelado num outro ser humano. Sentimos que finalmente nos completamos que encontramos as partes que nos faltavam. A vida, de repente, parece ter atingido uma plenitude, uma vibração sobre-humana, que nos ergue acima do plano comum da existência. Para nós, estes são os sinais seguros do “amor verdadeiro”. Ele representa uma exigência inconsciente de que o nosso amado nos alimente continuamente com esta sensação de êxtase e de emoção intensa.

O ideal do amor romântico irrompeu na sociedade ocidental durante a Idade Média, surgindo pela primeira vez na literatura no mito de Tristão e Isolda, depois nos poemas e nas canções de amor dos trovadores. Era conhecido como “amor cortês” e tinha por modelo o intrépido cavaleiro que honrava uma bela dama e fazia dela a sua inspiração, o símbolo de toda a beleza e perfeição, o ideal que o incentivava a ser nobre, espi­ritualizado, refinado e voltado para assuntos “eleva­dos”. Na nossa época introduzimos o amor cortês nos casamentos e nos relacionamentos sexuais, mas ainda mantemos a crença medieval de que o amor verdadeiro tem de ser a adoração extática de um homem ou de uma mulher que representa para nós a imagem da perfeição.

Tristão e Isolda

O mito de Tristão e Isolda foi retratado de diferentes maneiras na Idade Média. Tristão, excelente cavaleiro a serviço de seu tio, o rei Marcos da Cornualha, viaja à Irlanda para trazer a bela princesa Isolda para casar-se com seu tio. Durante a viagem de volta à Grã-Bretanha, os dois acidentalmente bebem uma poção de amor mágica, originalmente destinada a Isolda e Marcos. Devido a isso, Tristão e Isolda apaixonam-se perdidamente, e de maneira irreversível, um pelo outro. De volta à corte, Isolda casa-se com Marcos, mas ela mantém com Tristão um romance que viola as leis temporais e religiosas e escandaliza todos. Tristão termina banido do reino, casando-se com Isolda das Mãos Brancas, princesa da Bretanha, mas seu amor pela outra Isolda não termina. Depois de muitas aventuras, Tristão é mortalmente ferido por uma lança e manda que busquem Isolda para curá-lo de suas feridas. Enquanto ela vem a caminho, a esposa de Tristão, Isolda das Mãos Brancas, engana-o, fazendo-o acreditar que Isolda não viria para vê-lo. Tristão morre, e Isolda, ao encontrá-lo morto, morre também de tristeza.

O amor romântico é um desses fenômenos psicológicos realmente arrasadores que surgiram na história dos povos ocidentais. Foi algo que esmagou nossa psiquê coletiva e alterou permanentemente nossa visão do mundo. Ainda não aprendemos a lidar coletivamente com o tremendo poder do amor romântico. Frequentemente nós o transformamos em tragédia e alienação e não em relacionamentos humanos duradouros.

Jung nos fala que quando um fenômeno psicológico marcante acontece na vida de um indivíduo, isto significa que um tremendo potencial inconsciente está emergindo, prestes a manifestar-se ao nível da consciência. O mesmo é válido para as coletividades. Num determinado ponto da história de um povo, uma nova possibilidade surge do inconsciente coletivo; é uma nova ideia, uma nova crença, um novo valor ou, ainda, uma nova maneira de encarar o universo. Isto representa um bem em potencial, se puder ser integra­do ao consciente, mas a princípio é assustador e até mesmo destrutivo.

Philos

Enquanto eros abarca desejo, a philia denota amizade, a lealdade à família, à comunidade, ao trabalho, É a ação praticada visando o bem de outro, ao invés de a si próprio. Faz as coisas por  gentileza, sem ser convidado, e não proclama o fato de tê-las feito. Assim, a pessoa que melhor será capaz de produzir uma amizade, e portanto o amor philos, é de caráter bom e digno; Não é algo voltado ao auto-prazer ou imediatista, mas sim fruto da busca pelo nobre e virtuoso. Amor Philos é o amor fraternal, que envolve lealdade, igualdade e mútuo benefício, além de dedicação ao objeto amado. A dedicação desse amor pode chegar a ser mental, que está entre o espiritual e emocional. É o caso do amor pela sabedoria, que pode ser um meio de crescimento mental, intelectual e cultural. Esse tipo de amor se manifesta pela inquietude interior que impulsiona o ser humano a buscar uma sabedoria que o torará maior, mais nobre e digno de ser amado. Além disso, se manifesta como prazer pelo conhecimentos e cultura. Esse amor também se refere ao amor de amizade, que não monopoliza, não escraviza e não cria dependentes, quando se ama o outro da forma que ele é. Para o filósofo grego Epicuro, a amizade é o máximo que a sabedoria da felicidade pode proporcionar na vida.

Ágape

Ágape É uma das diferentes palavras do vocabulário grego que significa amor. O termo já foi utilizado de várias maneiras diferentes por diversas fontes contemporâneas, inclusive em versículos bíblicos. O amor ágape está muito ligado ao amor divino, incondicional e com sacrifício. Ele também pode ser praticado por humanos, é o amor afetivo, isento de conotações sexuais, segundas intenções, malícias e interesses pessoais.  Ágape define o amor de Deus para com os homens, e dos homens para com Deus - sendo extensivo também para o amor fraternal a toda a humanidade; envolve elementos de Eros e da philia, na medida em que procura por uma perfeição, uma paixão sem reciprocidade.  É um elo entre eros e o ágape, pois como nele tal amor envolve paixão, admiração e desejos, que estão além dos cuidados e obstáculos terrenos.  

Ágape é o amor do afeto e da satisfação, pois na fraternidade o amor se satisfaz por ser compartilhado e ter resposta. A satisfação de Ágape também diz respeito ao prazer por boa comidas e bebidas partilhados entre pessoas fraternas, formando assim um ambiente harmonioso. Na mitologia grega, Prometheus, que veio dos céus e tem o amor titânico pela terra, é um maiores exemplos da manifestação de Ágape.

Mas o autor do livro “O Monge e o Executivo”, James C. Hunter, falando através do personagem Irmão Simeão (um frei beneditino), explica que esse tipo de amor não é necessariamente um sentimento, mas sim um comportamento e que Jesus se referia a ele quando aconselhava aos discípulos a Amar seus inimigos e tratar as pessoas como gostaria de ser tratado. Ele amou seus discípulos com este amor ágape e lhes disse: “Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”

Compaixão

Osho afirma em seu livro “ Compaixão, o florescimento Supremo do amor” que Gautama Buda criou uma linha divisória entre a meditação e a compaixão, porque na Índia a meditação era suficiente para a iluminação do ser. Buda ensinava a compaixão antes mesmo da iluminação, porque segundo ele, se a pessoa ficar muito extasiada em si mesma, até a compaixão vai parecer um obstáculo para a sua alegria e vai ser um tipo de perturbação em seu êxtase. Por isso existem centenas de pessoas iluminadas, mas poucos mestres. Gautama Buda não é só um ser iluminado, ele é um revolucionário iluminado. A preocupação dele com o mundo e com as pessoas é imensa. Ele ensinava a seus discípulos que, quando você medita e sente o silencio, serenidade, uma alegria profunda, não deve guardar isso só para si; ofereça ao mundo todo. E não fique preocupado, pois quanto mais você der, mais será capaz de dar.

Paulo define o amor em carta aos coríntios da seguinte forma: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte”; então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. ”       Coríntios I, cap. 13; vers. 1 a 13.


Dizem que o amor é algo espontâneo, que não se pode controlar ou aprender, mas as Palavras de Paulo nos levam a um amadurecimento e despertamento na forma de ver e amar as pessoas e o mundo.  Afrodite nos fala da necessidade da beleza e perfeição, anseio legítimo da natureza e busca pela expressão da vida, o reconhecimento de si mesma na diversidade das formas. Eros é a fonte do amor romântico, a em busca da forma perfeita, da reciprocidade nos relacionamentos, da suavidade do encanto nos modos e nos gestos, que faz um bruto se tornar cortês, uma dama delicada se sentir forte e amparada. O Amor fraterno e filantrópico surge com o amadurecimento do irmão mais velho que se curva pela compaixão diante da fraqueza e necessidade humana. Mas a medida que os olhos se abrem para Ágape, a beleza procurada é encontrada em outros cantos, o feio se torna belo, o simples se torna grandioso, o cotidiano se torna mágico e a beleza reluz de todo canto.  A vida e sua diversidade se tornam então encantadoras em todas as suas formas e o amor resplandece em toda sua grandiosidade, revelando enfim, que o Amor é a própria Verdade.


Fontes :
We – A Psicologia do Amor Romântico – Robert Johnson
https://eduardomarcondes.wordpress.com/2010/04/08/o-mito-do-amor-romantico/

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O fruto da vida

Acreditamos que Deus é todo poder, todo amor, toda verdade, toda justiça e toda harmonia, não é mesmo. Queremos manifestar sua grandio...