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A reciprocidade dos Relacionamentos


Os relacionamentos nos levam a realizar trocas. Talvez esta seja a primeira noção de justiça que aprendemos, pois sempre precisamos dar e receber alguma coisa para manter os relacionamentos vivos. A natureza tem nos mostrado que toda ação gera uma reação e que nada se perde mas tudo se transforma.

É como um jogo de frescobol,  precisamos colocar a bolinha na raquete do parceiro e facilitar seus movimentos, assim ele vai gostar de jogar conosco. Em uma conversa também trocamos experiencias, damos aquilo que temos ou sabemos e esperamos que o outro também nos dê algo em troca, que não apenas nos ouça, mas que nos devolva sua visão do assunto.

Assim, recebemos algo de novo,  que pode acrescentar uma nova visão naquilo que já sabemos ou ate contradizer as nossas crenças e até mesmo reforma-las.

Mas nem sempre estamos abertos a estas oposições e podemos entende-las como uma ameaça, e então entrar em uma discussão defendendo nosso ponto de vista. Neste momento o jogo muda repentinamente do frescobol para o ping-pong, e tentamos derrubar o parceiro, que se torna adversário.

Mas quando o jogo se afina e reconhecemos no outro valores semelhantes aos que temos também,  ou recebemos estímulos e incentivos, fica mais fácil jogar frescobol pois não queremos que o relacionamento termine, e sentimos um imenso prazer em cada lance do relacionamento.

A reciprocidade nos ensina que para participar deste jogo de trocas precisamos ter alguma coisa para oferecer, que seja reconhecida como valor pelo parceiro. Não basta impor nossos valores que só nós mesmos reconhecemos pois assim o jogo fica travado.

Caso não procuremos essa sincronicidade, a conversa ou relacionamento se torna monótono e sem graça e os parceiros perdem o interesse no jogo, pois parece que eles estão falando sozinhos.

Por isso quando damos algo, esperamos uma contrapartida do parceiro como forma de retorno e reconhecimento do nosso gesto. Este retorno nos estimula a dar mais e com isso alimentamos a sensação e o prazer nos relacionamentos.

O amor condicional é parte da essência dos relacionamentos e difere da caridade que não busca nada em troca pois não reconhece no parceiro capacidade de dar retorno. Mas por outro lado, não lhe pede relacionamento, apenas que aceite a sua doação.

O amor recíproco não é menor que o amor caridoso, ele é diferente porque ele serve como base para relacionamentos duradouros.

E aí,  vai ficar na platéia vendo este jogo, ou vai devolver a bolinha e nos dar a oportunidade de aprender alguma coisa com você?


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Comentários

  1. Texto enviado por Wanda Ceila.

    A reciprocidade nos ensina que para participar deste jogo de trocas precisamos ter alguma coisa para oferecer, que seja reconhecida como valor pelo parceiro. Não basta impor nossos valores que só nós mesmos reconhecemos pois assim o jogo fica travado.


    “Por isso quando damos algo, esperamos uma contrapartida do parceiro como forma de retorno e reconhecimento do nosso gesto. Este retorno nos estimula a dar mais e com isso alimentamos a sensação e o prazer nos relacionamentos.”

    O amor condicional é parte da essência dos relacionamentos e difere da caridade que não busca nada em troca pois não reconhece no parceiro capacidade de dar retorno. Mas por outro lado, não lhe pede relacionamento, apenas que aceite a sua doação.

    “O amor recíproco não é menor que o amor caridoso, ele é diferente porque ele serve como base para relacionamentos duradouros.”




    Todo relacionamento requer respeito mútuo para existir. Ao ouvir e aceitar as opiniões do outro, estarei lhe demonstrando isto.
    No momento em que rejeitamos, seu conceito exposto, ou discordamos de suas verdades, parece que a pessoa esta sendo recusada em nosso amor, é como um convite para saída.
    Faz-se necessário então o cuidado em todo diálogo, para evidenciar que a pessoa é valiosa para nosso convívio, apenas diverge de opiniões.
    Assim ocorre em família, no trabalho, nos casamentos, em grupos e até no meio espiritual. Todos têm liberdade de escolhas, e diferentes graus de conhecimentos e de informação, portanto a possibilidade de divergências sempre será um fato.
    O amor recíproco, é sustentável, belo, respirável, sem ele a vida fica sem oxigênio.
    É o sal da terra, o frescor na brisa. Mas o cotidiano, passa rápido, quase voa, e a centralização do ego se distrai, deixando-o encolhido, retraído.
    Pra expandir-se , ele busca o contraponto, pois foi criado com essência dual. Um sozinho não o realiza. São como duas mãos entrelaçadas.
    Está nos laços da amizade, dos convívios. Não aperta, como os nós,apenas enfeitam e abraçam como coloridos e acetinados laços de fita.
    Diferente, apenas em parte do amor caridoso, pois ao doar, e contribuir, já se sustenta.
    Existindo em si ,grande reserva de ofertas; Dispensa o retorno. Pois este é o prazer de ser doador.
    Então contamos com o perdão , e o amor-compaixão, que de si envolve cada parte da criação. Ensinando a todos a potência de vida, que em si mesma é generosa, amorosa, doadora, compassiva com nossas falhas, paciente, com nossas distrações. Ah ! como somos distraídos e rebeldes ainda, como crianças espirituais.

    WANDA CEILA
    23/06/16

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