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Os Julgamentos e o medo

Estivemos estudando  o Filme "Um visto para o céu" ou "A cidade do Julgamento", como sugere o seu nome original em inglês. Debatemos a importância do medo em nossas vidas e concluímos que ele é o grande causador de nossas falhas e karmas. Mas existe algo ainda mais profundo por traz do medo, o julgamento. O julgamento em si talvez seja a origem dos medos e das falsas crenças que alimentamos. Nossa mente bi-partida vê um mundo dividido entre bem e mal, certo e errado, perfeito e imperfeito, dentro e fora, masculino e feminino. Isso nos leva sempre a fazer uma escolha entre estas opções e questionar a nós mesmos o tempo todo qual seria o efeito se tivéssemos feito a escolha diferente, gerando um processo inconsciente de aprovação ou reprovação e questionamento. Este autoquestionamento e julgamento de nossas escolhas acontece dentro de nós mesmos, mas como não temos consciência disso criamos juízes e carrascos imaginários para nos julgar e nos punir.  Assim como somos ...

O Curso da Vida

No inicio era apenas uma pequena mina, borbulhando as areias em busca da superfície. Não mais aceitava viver no mundo submerso, pois precisava de novos ares.  Quantos questionamentos afloravam neste despertar do mundo das limitações, cujas respostas tradicionais não atendiam mais. Devia haver alguma coisa além daquele mundo pequeno e limitado. A pequena nascente jorrou apalpando o terreno em busca de uma nova direção a seguir. Os Pequeninos obstáculos eram como montanhas gigantescas, mas já não podia mais voltar para o fundo da terra. Havia uma atração inexplicável a puxa-la.  Então desceu por caminhos estranhos experimentando novas sensações e aventuras em cada descoberta.  Umedeceu o terreno com sua euforia e sofrimento,  seguindo sempre em frente.  Quantas vezes se perdeu no caminho, quantas vezes ficou preso entre as pedras e espinhos ou em redemoinhos. até que o caminho se abrisse novamente e as águas seguissem seu curso. Mais adiante se...

O Eu e Sua Mascara - Gilberto Gonçalves

O psicanalista Erich Fromm, em seu livro Psicanálise e Budismo Zen, afirma que “a consciência do homem médio é essencialmente uma “falsa consciência”, consistindo em fingimentos e ilusões, enquanto justamente aquilo de que ele não tem consciência constitui a realidade”. O processo evolutivo do homem tem por finalidade fazer com que ele alcance a verdadeira consciência, através da perfeita união entre a Alma e a Personalidade ou o Inconsciente com o Consciente. Assim se expressa Angela Maria La Sala Batà, em seu livro O eu e o Inconsciente. A autora, porém, ressalva que não é fácil alcançar esse ideal, já que, segundo ela, oscila-se por muito tempo entre um extremo e outro, antes de se atingir o equilíbrio perfeito. A demora e os retrocessos são atribuídos à submissão às regras impostas pela sociedade que nos condiciona a falsas verdades, e nos obriga a criar um falso “eu”, alimentado por acomodações e compromissos, automatismos e hábitos. Esse comportamento, que se faz p...

O Ritmo da Vida Fritijof Capra

“ ...Um outro aspecto intrigante da metáfora holográfica é uma possível relação com duas idéias da física moderna. Uma delas é a idéia de Geoffrey Shew de que as partículas subatômicas são dinamicamente compostas umas das outras, de tal modo que cada uma delas envolve todas as demais; a outra idéia é a noção de David Bohm de ordem implicada, de acordo com a qual toda a realidade está envolvida em cada uma de suas partes. O que todas essas idéias têm em comum é a noção de que a holonomia — o ser total contido, de algum modo, em cada uma de suas partes — pode ser uma propriedade universal da natureza. Essa idéia também foi expressa em muitas tradições místicas e parece desempenhar um importante papel nas visões místicas da realidade. A metáfora do holograma inspirou recentemente numerosos pesquisadores e foi aplicada a vários fenômenos físicos e psicológicos. Lamentavelmente, isso nem sempre é feito com a necessária cautela, e as diferenças entre uma metáfora, um modelo e o mundo real sã...

O espelho da vida Mahatma Gandhi

Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos. Ele respondeu: A Política sem princípios; O Prazer sem compromisso; A Riqueza  sem trabalho; A Sabedoria sem caráter; Os negócios sem moral; A Ciência sem humanidade; A Oração sem caridade. A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis​​ se eu sou amável, que as pessoas são tristes se estou triste, que todos me querem se eu os quero, que todos são ruins se eu os odeio, que há rostos sorridentes se eu lhes sorrio, que há faces amargas se eu sou amargo, que o mundo está feliz se eu estou feliz, que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva, que as pessoas são gratas, se eu sou grato. A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim. "Quem quer ser amado, ame"

Somos os nossos Relacionamentos

No Livro "O Ser Quântico",  Donah Zohar nos mostra a dualidade dos contrários que existe em todo universo manifestado revelando o dilema indissolúvel da consciência em busca de si mesma. "Somos os nossos Relacionamentos”, mas também nossas experiências, que na verdade são os nossos relacionamentos com tudo e com todos.  Tudo no universo clama pela unidade e reintegração. A carne adere ao esqueleto, os órgãos aderem ao corpo e a alma adere à personalidade clamando pela integração. A mente precisa da experiência, mas adere a ela e se identifica com ela de tal forma que se perde em si mesma. Mas nesta união deixa parte de si mesmo ao morrer todos os dias a cada noite. Na busca de quem somos precisamos reunir nossos fragmentos perdidos das diversas vidas e experiências vividas pelas nossas almas. Mas só os encontraremos nos outros. O mundo tem mais de nós do que esta pálida vida que é apenas 12 segundos de existência da consciência que ...

A Cadeia de Ligação com o Inconsciente Coletivo

A Cadeia de Ligação com o Inconsciente Coletivo O genial Carl Gustav Jung, mais do que um psicanalista, era um homem adiante do seu tempo.  Psicólogos e psiquiatras da primeira metade do século passado se contentavam em colecionar provas sobre os fenômenos extra-sensoriais para tentar comprovar suas existências.  Jung, no entanto, queria bem mais do que isso. Desde seus tempos de principiante na carreira médica, ele já sabia que telepatia, precognição e psicocinese existiam, mas era preciso entender como elas funcionavam. O resultado de intensa pesquisa fez surgir a sua famosa Teoria da Sincronicidade, que ele veio a publicar quase no final da sua vida.  O que a maioria sempre chamou de coincidência, com a tendência de coisas semelhantes ocorrerem inesperadamente e ao mesmo tempo, para Jung teria de ter uma explicação não casual que unisse causas e efeitos.  Por que ao pensar numa pessoa a quem não vemos faz tempo, de repente, ela aparece à nossa frente? Como explica...