domingo, 20 de setembro de 2015

O Curso da Vida

No inicio era apenas uma pequena mina, borbulhando as areias em busca da superfície. Não mais aceitava viver no mundo submerso, pois precisava de novos ares. 

Quantos questionamentos afloravam neste despertar do mundo das limitações, cujas respostas tradicionais não atendiam mais. Devia haver alguma coisa além daquele mundo pequeno e limitado.

A pequena nascente jorrou apalpando o terreno em busca de uma nova direção a seguir. Os Pequeninos obstáculos eram como montanhas gigantescas, mas já não podia mais voltar para o fundo da terra. Havia uma atração inexplicável a puxa-la. 

Então desceu por caminhos estranhos experimentando novas sensações e aventuras em cada descoberta.  Umedeceu o terreno com sua euforia e sofrimento,  seguindo sempre em frente. 

Quantas vezes se perdeu no caminho, quantas vezes ficou preso entre as pedras e espinhos ou em redemoinhos. até que o caminho se abrisse novamente e as águas seguissem seu curso.

Mais adiante se encantou com as belezas das paisagens e quase se perdeu no caminho. Também enfrentou duras rochas, mas as lapidou e seguiu  adiante e encontrou curvas velozes e sinuosas como se fossem montanhas russas. Despencou muitas vezes, mas voltou a deslizar suavemente. 

Houve um tempo em que parou sereno envolto em folhagens, como se estudasse as paisagens e delas absorvesse a essência dos mundos, neste tempo queria seguir sozinho conquistando o terreno,  mas percebeu que era melhor se unir a outros afluentes  para juntos se fortalecerem e formarem uma corrente maior,  ganhando força e firmeza. 

O pequeno veio se uniu  a outros filetes e tornou um riacho aumentando a força e o desejo de alcançar algum lugar distante, ainda sem ter noção exata da razão e sentido desta força misteriosa que tornava o terreno conhecido menos atrativo do que um futuro incerto. 

Aos poucos se transformou em um rio caudaloso Impressionando com a força com que vence os obstáculos, o vigor da correnteza, a convicção com que avança sobre as rochas e segue em frente, sentindo cada vez mais a atração da imensidão das águas que o chamavam para junto de si, dando-lhe sentido para vencer obstáculos cada vez maiores. 

Sua força agora irriga as lavouras, gera riqueza, move moinhos, gera energia para muitos, sustenta cidades e até países inteiros através da eficiência de sua correnteza alimenta e multiplica a vida.

Agora és uma força e uma referencia, és o mar para muitos afluentes que se desembocam em busca de um curso. 

Impressiona a limpidez de suas águas mansas que unem em sua lamina o céu e a terra, o gigantismo de suas margens, a serenidade de suas águas  que esconde a força que corre em seu interior, sem abalar sua superfície serena. 

Já não se sabe mais onde começa o rio e onde começa o mar. Já não se sabe mais se é o mar que atrai o rio ou se é o rio que atrai o mar.

A vida segue seu curso, como o Rio caminha para o Mar. O Curso da vida é a vida em curso, mas todo curso tem um Mestre e todo Mestre tem seu curso, e aquele que segue o curso finalmente encontra o seu Mestre.


Joias dos Livros Esotéricos,





O Eu e Sua Mascara - Gilberto Gonçalves

O psicanalista Erich Fromm, em seu livro Psicanálise e Budismo Zen, afirma que “a consciência do homem médio é essencialmente uma “falsa consciência”, consistindo em fingimentos e ilusões, enquanto justamente aquilo de que ele não tem consciência constitui a realidade”.

O processo evolutivo do homem tem por finalidade fazer com que ele alcance a verdadeira consciência, através da perfeita união entre a Alma e a Personalidade ou o Inconsciente com o Consciente. Assim se expressa Angela Maria La Sala Batà, em seu livro O eu e o Inconsciente.

A autora, porém, ressalva que não é fácil alcançar esse ideal, já que, segundo ela, oscila-se por muito tempo entre um extremo e outro, antes de se atingir o equilíbrio perfeito. A demora e os retrocessos são atribuídos à submissão às regras impostas pela sociedade que nos condiciona a falsas verdades, e nos obriga a criar um falso “eu”, alimentado por acomodações e compromissos, automatismos e hábitos.

Esse comportamento, que se faz presente na grande maioria da raça humana, provoca um mal-estar desconhecido, traduzido por um inexplicável desconforto, que é resultante de um alienante afastamento das raízes autênticas de cada criatura humana. Essas raízes estão relacionadas às nossas potencialidades mais altas, que nos põem em contato com o Inconsciente Espiritual.

Desse modo, cria-se uma situação paradoxal, uma vez que aquilo que se chama de “consciência” é, na verdade, uma “falsa consciência”, fabricada e ilusória, enquanto que o que é considerado “inconsciente” esconde o verdadeiro ser, a sua autenticidade.

A verdadeira identidade, o autêntico “eu”, é inconsciente e, quando tenta se exprimir é, na maior parte das ocasiões, impedido pela falsa consciência, pelo falso “eu”, que, à semelhança de uma máscara, encobre o semblante do verdadeiro ”eu”. Em nossos estudos numerológicos, costumamos denominar esse ato de disfarce da verdadeira personalidade de colagem, simbolizando a ação de colar uma máscara sobre o rosto para esconder a verdadeira face.

A personalidade já é por si a máscara que encobre a alma, e essa outra máscara, que encobre a personalidade, não passa de um disfarce, de uma fuga da realidade, de uma busca na fantasia por uma pretensa identidade, que não condiz com a personalidade, e muito menos com a alma.

Todos nós nascemos livres, espontâneos e autênticos, sem nenhum condicionamento externo que interfira em nosso modo de pensar e sentir. A criança é instintiva, desinibida e verdadeira, apesar de não ter consciência do seu verdadeiro eu.

Ela não se diferencia das outras pessoas, pelo fato de ter uma consciência cósmica, que a faz sentir-se ligada a tudo e a todos, numa autêntica integração espiritual, que na tradicional filosofia chinesa era reconhecida como a presença do Tao em tudo que existe. Por isso, a infância oferece as condições ideais para a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de talentos. Mas, por outro lado, facilita toda sorte de influências e condicionamentos, transmitidos de acordo com as pressões exteriores, recebidas através dos pais, dos ambientes, da educação e da sociedade em que vive.

Em função dessas influências, à medida que cresce e se relaciona com pessoas e ambientes, a criança, sem se dar conta, reprime a sua verdadeira natureza e disfarça a sua legítima identidade, e acaba por construir um “eu” fictício, como se fosse um personagem que recita o seu papel.

Mais tarde, já na idade adulta, a ansiedade por conquistar uma posição no mercado de trabalho e inserir-se na sociedade continua obrigando o indivíduo a se reprimir e a seguir as exigências coletivas, desprezando as suas vocações próprias. Assim, a máscara se consolida e a separação dele da verdadeira personalidade se torna cada vez mais profunda.

O seu verdadeiro “eu”, a alma, porém, permanece viva, e insiste em se manifestar, pressionando a personalidade continuamente, obrigando-a a se questionar diante da sua falsa identidade e instigando-a a arrancar as máscaras, que, a certa altura da vida, são de várias e de múltiplas facetas.

C. W. Leadbeater, em seu livro Os mestres e a Senda, nos fala de sete planos de existência, que são subplanos do Plano Cósmico Inferior. A Mônada pode descer somente até o segundo destes subplanos, que por isso é chamado de Plano Monádico. Para entrar em contato com a matéria mais densa, a Mônada irradia uma porção de si através dos dois planos imediatamente inferiores, e a essa porção da Mônada chamamos de ego ou alma.

A alma, uma pequena e parcial representação do Espírito, não pode descer abaixo da parte superior do plano mental, e para que possa se relacionar com os planos ainda mais inferiores, ela tem de projetar uma porção de si, que se constitui na personalidade. Essa personalidade que a maioria das pessoas toma por seu verdadeiro ser, não é mais que o fragmento de um fragmento.

A resistência oferecida pela personalidade, diante das exigências da alma, deve-se ao fato de que o lado consciente da criatura humana, na maioria das vezes, não deseja reconhecer ou não quer se acostumar com os valores sugeridos pelo inconsciente.

A personalidade, diante disso, não consegue conectar-se com a alma, ou, melhor seria dizer, reconectar-se com o passado, que se encontra registrado nos arquivos da alma. Esse passado é formado por nossos instintos atávicos, ocultos no inconsciente, e que mesmo não sendo observados em algumas encarnações, estão sempre vivos e exigentes, prontos a se manifestar a qualquer momento.

Esses instintos, na maioria das vezes, mesmo sem ser reconhecidos por nossa consciência têm uma profunda e inegável influência sobre nosso comportamento e nossas tendências. A psicanálise reconhece-os como heranças genéticas, mas em nossos estudos eles podem ser identificados como as heranças espirituais, que surgem nos mapas numerológicos em posições dos sobrenomes materno e paterno.

Além dessas influências familiares, devem ser consideradas todas as experiências kármicas individuais de outras vidas, que têm sido acumuladas pela alma, ao nascer em inúmeras e diferentes famílias. E, por fim, acresça-se a essas heranças de outras vidas, os eventos ocorridos nesta vida desde a infância, em forma de lembranças, sofrimentos, traumas e todas as sensações que se imprimiram no inconsciente.

A autora do livro O Eu e o Inconsciente sugere chamar essa área do inconsciente de “inconsciente inferior”, onde se originam os complexos, os distúrbios e as manifestações patológicas denominadas neuroses. Entre esse inconsciente, ligado à Alma, e a consciência, relacionada com a Personalidade, a comunicação não é nada fácil, por existir um espesso diafragma que dificulta essa relação.

Esse diafragma é criado por nós mesmos, inicialmente pela repressão, e a seguir, por um mecanismo automático de remoção. Eis, então, que surgem as máscaras de que falamos anteriormente, a que conceituamos chamar de colagens, para não confundi-las com as verdadeiras máscaras da alma, as personalidades, palavra originária do latim “persona” que se traduz por máscara.

A nossa Personalidade, portanto, carrega em si um passado gravado no fundo do inconsciente. Se ele existe, existe também um futuro - o superconsciente, formado por todas as faculdades, qualidades mais elevadas e possibilidades mais altas, que ainda não chegaram à superfície da nossa consciência comum.

Em determinados momentos, esse “futuro” se torna “presente”, e se revela mediante impulsos elevados, sentimentos nobres e altruístas, atos de sacrifício e heroísmo, intuições, inspirações e estados de consciência alterados, que em situações normais não ocorreriam.

Jung também teve oportunidade de observar esses aspectos mais elevados do inconsciente, em pessoas de meia-idade, que, quando eram reprimidos, provocavam sofrimentos e incômodos. Victor Frankl denominou essas reações de “neuroses noógenas”, como derivadas da repressão das exigências espirituais.

Nós identificaremos situações semelhantes nas Personalidades que se negam ao cumprimento da Missão, e que acabam por sofrer toda espécie de distúrbios, desde o espiritual, até passar pelo psíquico e atingir o físico. São os casos em que perceberemos que a Alma inspira a Missão, mas a Personalidade insiste em conquistas imediatistas, simbolizadas por ganhos financeiros e manipulação do poder.

Simultânea e paralelamente a esse inconsciente pessoal, Jung identificou também um inconsciente coletivo, uma espécie de psique coletiva de toda a humanidade, unindo os homens em contínuo e misterioso intercâmbio de energias, informações, influências, experiências e mensagens telepáticas. Essa psique universal seria o que os antigos alquimistas e místicos chamavam de Alma do Mundo.

A base dessa afirmação está na crença de uma interação constante e permanente das energias circulantes em toda a humanidade. A tese, no entanto, não nega a necessidade dos resgates individuais dos karmas, dentro do processo de evolução dessa imensa Alma do Mundo, que reúne em si o somatório de todas as almas humanas.

A Personalidade é o veículo da Alma humana para o resgate kármico e a contínua evolução da Alma. Mas, para isso, ela terá de interagir com a Alma, seguir os seus ideais e aceitar as suas exigências, para que se cumpra a Missão, quando se dá uma expansão espiritual da Alma, já direcionada para os objetivos evolutivos da próxima Missão.

E para que esse passo evolutivo venha a acontecer, é preciso conhecer todos os níveis de consciência de que nossa Personalidade é formada, a fim de que se possa transformar o “eu limitado” dessa Personalidade, em consciência livre e inclusiva da nossa verdadeira essência, a Alma.

Essa inclusão da Personalidade à Alma é a meta para a qual tende inconscientemente toda a humanidade, insuflada e instigada pela ligação que todos têm com o Espírito, a consciência divina presente na criatura humana. E para tanto, é indispensável que os ideais da Alma e os impulsos da Personalidade se amoldem ao conteúdo de cada Missão, o que deverá ir ocorrendo em função do amadurecimento da Personalidade.

Desvios de rumo, acomodações, ambições desmedidas, autoritarismos e atitudes egoístas serão entraves permanentes ao cumprimento da Missão, que, apesar de provocados pela Personalidade, serão absorvidos pela Alma, e repercutirão nas encarnações seguintes. Não há como desconhecer que, apesar de duas consciências distintas, Alma e Personalidade formam uma entidade uma, inseparável, de dependência parcial e ilusória somente para efeito didático.

Gilberto Gonçalves - Numerologia da Alma


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sábado, 19 de setembro de 2015

O Ritmo da Vida Fritijof Capra

“ ...Um outro aspecto intrigante da metáfora holográfica é uma possível relação com
duas idéias da física moderna. Uma delas é a idéia de Geoffrey Shew de que as
partículas subatômicas são dinamicamente compostas umas das outras, de tal modo que
cada uma delas envolve todas as demais; a outra idéia é a noção de David Bohm de
ordem implicada, de acordo com a qual toda a realidade está envolvida em cada uma de
suas partes.

O que todas essas idéias têm em comum é a noção de que a holonomia
— o ser total contido, de algum modo, em cada uma de suas partes — pode ser uma
propriedade universal da natureza. Essa idéia também foi expressa em muitas tradições
místicas e parece desempenhar um importante papel nas visões místicas da realidade.

A metáfora do holograma inspirou recentemente numerosos pesquisadores e foi aplicada
a vários fenômenos físicos e psicológicos. Lamentavelmente, isso nem sempre é feito
com a necessária cautela, e as diferenças entre uma metáfora, um modelo e o mundo real
são esquecidas, por vezes, na onda de entusiasmo geral. O universo não é,
definitivamente, um holograma, pois exibe uma multidão de vibrações de diferentes
freqüências; assim, o holograma pode freqüentemente ser útil como analogia para
descrever fenômenos associados a esses modelos vibratórios.

Tal como no processo de percepção, o ritmo desempenha um importante papel
nas várias maneiras como os organismos vivos interagem e se comunicam entre si. A
comunicação humana, por exemplo, tem lugar, em grau significativo, através da
sincronização e da interligação de ritmos individuais. Recentes análises de filmes
mostraram que toda conversação envolve uma dança sutil, e em sua maior parte invisível,
em que a seqüência detalhada de tipos de fala é precisamente sincronizada tanto com
movimentos ínfimos do corpo do locutor como com os movimentos correspondentes do
ouvinte.

Ambos os parceiros estão enlaçados numa seqüência intricada e precisamente
sincronizada de movimentos rítmicos que dura enquanto eles permanecerem atentos e
envolvidos em sua conversa. Um entrelaçamento semelhante de ritmos parece ser
responsável pela forte vinculação entre os bebês e suas mães e, muito provavelmente,
entre as pessoas apaixonadas. Por outro lado a oposição, a antipatia e a desarmonia
surgem quando os ritmos de dois indivíduos não estão em sincronia.

Em raros momentos de nossas vidas, podemos sentir que estamos sincronizados
com o universo inteiro. Esses momentos podem ocorrer sob muitas circunstâncias —
acertar um golpe perfeito no tênis ou encontrar a descida perfeita numa pista de esqui, em
meio a uma experiência sexual plenamente satisfatória, na contemplação de uma obra de
arte ou na meditação profunda.

Esses momentos de ritmo perfeito, quando tudo parece
estar exatamente certo e as coisas são feitas com grande facilidade, são elevadas
experiências espirituais em que todo tipo de separação ou fragmentação é transcendido.
Neste exame da natureza dos organismos vivos, vimos que a concepção
sistêmica de vida é espiritual em sua essência mais profunda e, portanto, compatível com
muitas idéias sustentadas nas tradições místicas. Os paralelos entre ciência e misticismo
não se restringem à física moderna, mas podem ser estendidos agora com igual
justificação à nova biologia sistêmica.

Dois temas básicos se destacam repetidamente ao
estudarmos a matéria viva e não-viva, sendo também amiúde enfatizados nos
ensinamentos dos místicos: a interligação e a interdependência universais de todos os
fenômenos e a natureza intrinsecamente dinâmica da realidade. Nas tradições místicas
encontramos também um certo número de idéias, menos relevantes ou pouco
significativas para a física moderna, mas cruciais para a visão sistêmica dos organismos
vivos....”



Trecho extraído do Livro : O ponto de Mutação de Fritijof Capra. pags. 281 e 282

Doutor em física pela Universidade de Viena.

O espelho da vida Mahatma Gandhi

Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos.

Ele respondeu:

A Política sem princípios;
O Prazer sem compromisso;
A Riqueza  sem trabalho;
A Sabedoria sem caráter;
Os negócios sem moral;
A Ciência sem humanidade;
A Oração sem caridade.

A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis​​ se eu sou amável,

que as pessoas são tristes se estou triste,

que todos me querem se eu os quero,

que todos são ruins se eu os odeio,

que há rostos sorridentes se eu lhes sorrio,

que há faces amargas se eu sou amargo,

que o mundo está feliz se eu estou feliz,

que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,

que as pessoas são gratas, se eu sou grato.

A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.

"Quem quer ser amado, ame"

Somos os nossos Relacionamentos

No Livro "O Ser Quântico",  Donah Zohar nos mostra a dualidade dos contrários que existe em todo universo manifestado revelando o dilema indissolúvel da consciência em busca de si mesma.
"Somos os nossos Relacionamentos”, mas também nossas experiências, que na verdade são os nossos relacionamentos com tudo e com todos. 
Tudo no universo clama pela unidade e reintegração. A carne adere ao esqueleto, os órgãos aderem ao corpo e a alma adere à personalidade clamando pela integração. A mente precisa da experiência, mas adere a ela e se identifica com ela de tal forma que se perde em si mesma. Mas nesta união deixa parte de si mesmo ao morrer todos os dias a cada noite.
Na busca de quem somos precisamos reunir nossos fragmentos perdidos das diversas vidas e experiências vividas pelas nossas almas. Mas só os encontraremos nos outros. O mundo tem mais de nós do que esta pálida vida que é apenas 12 segundos de existência da consciência que é o tempo que dura o presente. Tudo mais já se foi, levado pela corrente do rio.
Durante o dia acoitamos em nossa mente tudo que podemos reunir e em nosso repouso da noite as ideias se multiplicam e se desenvolvem em beneficio de nossa maior compreensão do que somos, quando nos revemos refletidos em nossos próprios pensamentos fazendo uma revisão de tudo que fizemos e vivenciamos.
A noite sucede o dia e a escuridão e o sono acalmam e restauram as energias e restabelecem o equilíbrio. Entre as experiências de um dia e o silencio da noite restam as memorias do que se foi e do que fomos. O sono da noite pode ser longo e profundo, restaurador e magico nos transformando em um novo ser. 

O sono nos leva de volta ao mundo das ideias perfeitas e livres, sem compromisso de realizar-se. Um desdobrar de magia e fantasias onde tudo é possível. Então a mente resgata sua liberdade criativa e se sente revigorada para realizar no plano das ideias tudo que deseja e anseia e se sente novamente a criança que sonha e viaja por mundos imaginários do faz de conta que não precisam existir para trazer alegria e felicidade. 


A criança então renasce e o velho morre, para novamente no dia seguinte o velho ser revigorado pela criança. Voltamos assim a ser crianças e penetramos no reino dos céus.
E se a noite for mais longa, e se os sonhos durarem algumas dezenas ou centenas de anos, porque chamamos de morte se sabemos que um novo dia virá e o velho se tornará novo revigorado pelas energias dos sonhos da criança.
Na linguagem simbólica da mente podemos deitar no divã do nosso psicanalista interno e nos reencontrarmos, desnudados dos compromissos e obrigatoriedades da vida pratica, logica e concreta.
O Mestre nos convida a sonhar acordados e desenvolver o mental abstrato libertando nossas mentes das ligas que nos prendem ao concreto, lembrando o primeiro principio Hermético que diz que o Universo é Mente.
Somos os nossos relacionamentos porque é através deles que nos vemos e nos reconhecemos como se fossem pequeninos pedacinhos de espelhos.
Cada vez que atuamos e nos relacionamos, seja com coisas ou com outros "eus", deixamos nossa marca e um pedaço de nos mesmos.
Então, como animais que demarcam instintivamente os terrenos, rotulamos este relacionamento como "meu" na busca de preservar nossa descoberta desta pequena fração do eu.
No inicio nos apegamos a coisas e pessoas e as aprisionamos na tentativa de preservar-nos.

Mas com o tempo percebemos que quanto mais nos relacionamos mais nos multiplicamos e nos revelamos.
Então, compreendemos que só encontramos a alegria de nos religarmos quando deixamos de nos apegar a estes pequenos "eus" e passamos a distribuir o que somos por todo o universo.
 “Crescei e multiplicai-vos”
Contribuindo com as experiências dos demais "eus" reunimos os nossos próprios fragmentos e a nossa Unidade Cósmica, encontrando o nosso verdadeiro Eu.


baseado no Livro "O Ser Quântico",  Donah Zohar

A Cadeia de Ligação com o Inconsciente Coletivo

A Cadeia de Ligação com o Inconsciente Coletivo

O genial Carl Gustav Jung, mais do que um psicanalista, era um homem adiante do seu tempo. 
Psicólogos e psiquiatras da primeira metade do século passado se contentavam em colecionar provas sobre os fenômenos extra-sensoriais para tentar comprovar suas existências. 

Jung, no entanto, queria bem mais do que isso. Desde seus tempos de principiante na carreira médica, ele já sabia que telepatia, precognição e psicocinese existiam, mas era preciso entender como elas funcionavam.

O resultado de intensa pesquisa fez surgir a sua famosa Teoria da Sincronicidade, que ele veio a publicar quase no final da sua vida. 


O que a maioria sempre chamou de coincidência, com a tendência de coisas semelhantes ocorrerem inesperadamente e ao mesmo tempo, para Jung teria de ter uma explicação não casual que unisse causas e efeitos. 


Por que ao pensar numa pessoa a quem não vemos faz tempo, de repente, ela aparece à nossa frente?


Como explicar o livro que cai à nossa frente com a página aberta numa solução para um problema que atormentava a nossa mente?  


Jung percebeu que o avanço da ciência poderia fornecer-lhe muitos subsídios para levar suas pesquisas adiante. Na época, a Teoria da Relatividade de Einstein desafiava e perturbava as velhas noções de tempo e espaço, que faziam parte do quadro de causalidade que estava sendo estudado por Jung.

Os fatos levantados pela física quântica, que se mostravam extremamente anárquicos, estimularam a busca de Jung para a melhor compreensão da psique humana. 
Jung uniu, então, definitivamente, a psicanálise à física quântica, ao argumentar que num reino além da nossa psique consciente, com suas divisões entre mente e matéria, há uma unidade sem tempo, onde o passado, o presente e o futuro se fundem, e onde a matéria e a psique não passam de manifestações de uma única realidade.
A base da sua Teoria da Sincronicidade estava enfim, lançada, com a identificação de um inesperado paralelismo entre acontecimentos psíquicos e físicos. 
A verdade é que toda a Teoria da Sincronicidade está intrinsecamente relacionada à Teoria do Inconsciente Coletivo e dos Arquétipos.
A noção básica em todo o trabalho de Jung é a de que, como espécie, os seres humanos compartilham memórias e experiências comuns, e que todos esses tesouros raciais reunidos estão armazenados no inconsciente coletivo.
Esta ideia de consciência coletiva de Jung nos lembra a vida em um formigueiro. Parece que todas as formigas fazem parte de uma rede de relacionamentos e seguem a direção de uma vontade coletiva.
Em contraposição,  vemos o homem a tentar impor a sua vontade individual sobre a vontade coletiva.
Mais notadamente o homem ocidental.
O oriental em geral se comporta de forma diferente, como se fisesse parte de algo maior.
Nas cidades orientais, Milhares de carros, motocicletas, bicicletas e pessoas se misturam , mas sem respeitam e se entendem perfeitamente, como se vivessem conectados com a consciência que controla o "formigueiro".

Esses povos costumam cultuar seus antepassados com respeito e devoção,   ligando o visível ao invisível, unindo presente passado e futuro.
Segundo a Neurolinguística  quando fazemos coisas em conjunto com outras pessoas estabelecemos uma sintonia, ou Rapport, que permite uma conexão do nosso inconsciente com o inconsciente da outra pessoa.
Somos Seres grupais e assim, criamos  bolhas de relacionamentos  com varias conexões entre elas, formando uma verdadeira  rede de relacionamentos.
É semelhante ao que acontece em uma panela de água quente onde as gotículas de óleo vão se unindo e formando bolhas maiores, e aos poucos estas bolhas se unem até que finalmente todas se juntam em uma única bolha.
Todas as religiões e filosofias buscam religar o homem a sua essência, a consciência universal.  

Muitos entendem que este religare é algo para um futuro distante, como premio de uma longa caminhada.

Mas segundo a visão de jung, somos fragmentos desta alma universal que busca a reintegração,  que deve  acontecer todo dia, a cada relacionamento, a cada  sintonia ou Harmonia que criamos com pessoas e grupos que nos conectam ao Inconsciente Universal, ampliando assim nossa percepção de nos mesmos e do universo.
Toda esta reflexão  nos remete a ideia de Cadeia Magnética, um ritual de profundo significado. Talvez o maior dos mistérios espirituais. 
Através dela mantemos viva a chama do ideal que alimentamos e nos conectamos com toda a família espiritual, visível e invisível,  e com Inteligências que comungam  ideais semelhantes.

 Através da ligação com aqueles que nos são mais afins, formamos elos de afinidade e através deles alcançamos outras inteligências nos conectando com a alma universal.

É uma corrente de mão dupla que precisa ser alimentada com a mente ativa e o coração fervoroso, para que possamos nutri-la e receber dela novas forças e inspirações.


Mensagem do Grupo,



Somos do tamanho de nossas crenças

Colocamos toda nossa energia naquilo que acreditamos, e fazemos de má vontade aquilo que não acreditamos.

Algumas crenças  sao limitantes e prejudicam nossa caminhada rumo aos nossos objetivos, enquanto que outras sao estimulantes e facilitam e abrem portas incentivando nossas ações positivas.


Independentemente de ajudar ou dificultar, sob a ótica universal, toda  crença pode ser vista como um fator limitante.

Para o homem comum estes limites são como as margens de um rio, que ajudam a manter o foco e a direção na vida.


Mas aquele que busca a liberdade já não se contenta mais com estes artifícios do inconsciente e deseja mergulhar no Oceano infinito do saber.

Muito mais do que limitar nossas ações, nossas crenças limitam e demarcam o nosso universo pessoal e a nossa capacidade de enxergar as coisas.
Até onde vai esta limitação ? 

Até onde podemos afirmar que aquilo que acreditamos é real ou fruto apenas de nossa miopia ?

De acordo com estudos  da física quântica o observador modifica a coisa observada, segundo suas expectativas e crenças.

Sendo assim, será que não moldamos um universo só nosso para confirmar nossa crença e nos mantermos seguros ?

Poderíamos dizer  então que somos as nossas crenças ?

Através de nossas crenças limitamos a realidade infinita e formamos  nossa individualidade  e  identidade, como se  desenhássemos um circulo em torno de nós, definindo nossos comportamentos dentro e fora deste circulo.

Para aumentar nossa segurança e fortalecer a espessura destas linhas delimitadoras, buscamos adesão a nossa crença em outros indivíduos, para ter  a sensação de que temos a verdade. 
Ajudamos assim a construir o inconsciente coletivo com indivíduos que se aliam aderindo e alimentando crenças comuns.
Vivemos todos em um mundo delimitado por pálidas sombras da verdade infinita.  

A medida que a luz de novas percepções vai clareando  estas sombras  mudamos nosso comportamento, expandindo nossa visão.


Conhecerás a Verdade e a verdade voz libertará.

Seja pela experiência, seja pela reflexão, seja mergulhando no oceano do inconsciente, fazemos escolhas, quebramos velhos paradigmas e ampliamos nossa visão.

Buscamos a verdade absoluta, mas parece que ela esta fora do alcance do individuo comum, pois este não quer abrir mão do circulo limitador das crenças. 

Eliphas Levy em seu livro, A chave dos grandes Mistérios   , nos diz ao seu modo  "Aquele que crê não sabe, pois quem sabe não precisa crer "

Mesmo o Sábio ainda não alcançou a verdade absoluta, embora sua visão seja mais clara e luminosa.   

Segundo a  física quântica, no universo  todas as possibilidades ocorrem em simultâneo, mas diante do observador e sua consciência sempre catalisam apenas uma destas possibilidades. 


O tempo e o espaço existiriam simultaneamente em todas as suas possibilidades, fora do alcance  da consciência humana.


Mas aos elétrons é permitido orbitar simultaneamente infinitas posições zombando do tempo e do espaço, mas o homem está condenado a fazer escolhas porque vive na dimensão da linearidade.

Como no quadro em que Moisés tem diante de si duas taças  e tem que fazer uma escolha.
Uma contem vinho branco e outra veneno.   Mas Moises podia enxergar além das aparências e fazer uma boa escolha.


Para o homem, sempre  haverão escolhas.   Toda escolha implica uma renuncia.
Diferentes caminhos em um gigantesco labirinto onde existe uma só saída mas muitas formas de chegar la. 


Algumas mais curtas e mais fáceis e outras mais longas e penosas.  Caberá  a cada homem aprender a encontrar uma luz  para lhe ajudar nestas escolhas.
No jogo da vida Sempre existem os "universitários", mas precisamos aprender  a decifrar  suas mensagens e entender sua linguagem.

A caminhada se torna mais fácil para quem  aprende a buscar ajuda superior.
Para isso precisa  desenvolver  sua harmonia interna e aceitar as regras da harmonia universal.

Dos Mestres no chegam um conselho sábio. 


"Agindo em estreita colaboração com os auxiliares invisíveis, fazendo sua parte, e trabalhando de forma persistente para vencer as dificuldades,  poderá aos poucos vencer suas próprias limitações e expandir suas possibilidades removendo um a um  os obstáculos que colocastes em suas vistas pelas falsas crenças que alimentastes.

Chegará um dia em que restará apenas um pequeno véu, que poderá ser então  removido pelo teu Mestre."

Mensagem do Grupo,


Pensar Agir e Sentir

Estes três vértices formam o triangulo magico da Criação, que envolve sempre Ideia, sentimento e ação.
Existe uma estreita correlação entre eles, de tal forma que quando um deles é  acionado desencadeia reação nos demais.
O pensamento gera sentimento, que provoca ação, a ação provoca sentimento e reflexão, o sentimento dependente da criação mental e da iniciativa.
Qual o motor que costumamos usar em nossas vidas?
Ação desenfreada e irrefletida, rompantes destruidores sem a analise cautelosa da razão?
Turbilhões de imagens mentais que incendeiam as emoções ?
Sentimentos nebulosos de magoa ou paixões desenfreadas, confundindo a  a razão  e a  visão  da realidade?
Os sábios antigos comparavam o homem com uma carruagem. O Cocheiro representa a mente, Os Cavalos Representam o coração e as emoções, A Charrete com sua mecânica, representa o Corpo Físico.
Quem está no comando desta carruagem?
A carruagem move-se desgovernada seguindo ladeira abaixo, carregando consigo o cocheiro e o cavalo selvagem que impõe sua força desobedecendo as ordens do cocheiro arrastando todos para o precipício?
Somente um cocheiro habilidoso, sereno e firme pode controlar está carruagem e leva-la com segurança para o seu destino.
A razão deveria ser a condutora de nossa vida,  inspirada pela força motora dos sentimentos que estimulariam os músculos para uma ação coordenada sob sua supervisão atenta.
Fora deste caminho a segurança e estabilidade ficam comprometidas.
Mas quando  trazemos lições não aprendidas, raramente sabemos equilibrar nossas forças internas, gerando desiquilíbrio também em nossos   corpos.
Mas a sabia mãe natureza, nossa fábrica de carruagens, conhece todas as nossas deficiências e constrói as carruagens ajustadas para corrigir estas imperfeições e os riscos da viagem  para chegarmos seguros aos nossos objetivos, colocando os reforços no local que precisa. Muitos não entendem o desconforto causado por estes calços e passam a vida tentando remove-los. Se eles conseguirem retira-los antes que tenham aprendido suas lições suas viagens estarão seriamente comprometidas.
Imaginem se um homem precipitado tivesse o poder de concentração de um perfeccionista, ou se o um explosivo tivesse a forca motora do pratico e assim por diante? Como diz o proverbio popular, Deus não dá asas a Cobras.
Quantos consultórios médicos e psiquiátricos estão cheios destes viajantes que querem consertar aquilo que parece uma erro ou imperfeição.
Mas como percebemos as coisas em sentido invertido,  não  compreendemos a verdadeira razão destas aparentes imperfeições.
O que para nós parece a causa, muitas vezes é o efeito, o que parece o problema pode ser apenas a solução, o que parece uma doença pode ser uma cura.
Uma personalidade metódica, racional e incrédula pode ser a experiência de cura da alma sonhadora aprendendo a realizar. Uma personalidade cigana, aventureira e desapegada pode ser a experiência libertação de antigas prisões e excessiva rigidez. Uma personalidade ambiciosa, que prima pelo resultado, quem sabe não é uma alma perfeccionista e critica aprendendo a lidar com a realidade humana.
Quanto mal poderíamos fazer a nós mesmos e aos outros se tivéssemos o poder de “consertar”  nossas carruagens tortas, antes de aprender a  controla-las.
Voltemos a figura Pitagórica do triangulo equilátero da criação. 
Ela nos mostra que o processo criativo só se completa com a ação e materialização.
A mente tem todas as possibilidades embrionárias, mas sem a materialização ocorre um aborto e não há o nascimento efetivo. Viver é dar forma as possibilidades quânticas através das escolhas sujeitando-se a erros e fazendo correções em busca da perfeição infinita.
É no momento da realização que surge a chispa do aprendizado de si mesmo revelando ao criador sua própria natureza criativa,  num processo recíproco, onde a coisa observada também modifica o observador.
Seriamos nós co-autores do universo a medida que criamos e transformamos o mundo que nos cerca através de nossas experiências e aprendizados , como afirma Dona Zohar eu no Livro  O Ser quantico?
No livro a autora cita Rilke:  “Somos abelhas do invisível. Loucamente juntamos o mel do visível para armazená-lo na grande colmeia dourada do invisível.”
Ou Seriamos pequeninas aranhas tecendo uma nova realidade, onde o fio de uma encontra o fio da outra criando  o tecido universal da sociedade sob o comando da “Aranha Rainha”, que se desdobra em múltiplas consciências individuais?
Seria então o labirinto humano apenas uma folha em branco a ser preenchida pelas experiências individuais compartilhadas, onde nada estaria pré-definido?
Se um mestre pode se tornar um aprendiz enquanto ensina, modificando o curso e a essência do próprio ensino enquanto aprende, é porque tudo é dinâmico e mutável e as possibilidades são infinitas e imprevisíveis.
Nada estaria estabelecido de forma fixa, imutável ou incurável. Todos os limites podem ser superados pela criatividade do espírito que tem em si o poder infinito.
Então o universo precisa que cada um conjugue a equação Pitagórica de Pensamento, Sentimento e ação para continuar a  jornada criativa do Homem, que recebeu no sétimo dia a Missão de continuar a obra criativa.
A  nossa Escola  tem na educação da Mente seu Pilar principal para que o estudante aprenda a controlar  suas “éguas devoradoras” do pensamento, dominando  o turbilhão criativo cadenciando pensamentos e levando paz e harmonia a mente. Assim poderá montar seguro sobre o “Touro das emoções” e caminhar com ele para o plano da realização consciente.
Quando a ideia cristalina fertiliza o terreno das emoções, surge então a força motora da ação que levará o estudante a sua própria experiência,  que ao superar os desafios transforma sua alma com um salto quântico para a percepção de si mesmo e da realidade universal.


Mensagem do Grupo,



Instruções para uma Nova Vida ( 7 passos )

xtraido do Livro : O Mago da Palavra - Og Mandino

Você ja possui todas as ferramentas e materiais necessarios para mudar sua vida para melhor. Neste mundo as grandes recompensas de sucesso, riqueza e felicidades são geralmente obtidas, não através do exercício de poderes especiais como gênio ou intelecto, mas através do uso dinâmico de meios simples e qualidades comuns a cada um.

Não se engane com a brevidade destas instruções. Embora contenham poucas palavras, elas foram extraídas de séculos de experiencia. Podem ser velhas sementes,  mas estão cheias de vida nova. Recapitule-as todas as manhãs antes de começar o dia e depois de terem sido plantadas no seu coração, elas florescerão num maravilhoso jardim de realização e contentamento que poderá ser cultivado, admirado e construído enquanto voce viver...

Primeiro Passo - Afaste-se da Multidão

...Primeiro reconheça que você não é uma ovelha que se satisfará apenas com alguns nacos de capim esturricado nem seguirá o rebanho em suas andanças sem rumo balindo e choramingando pela vida afora. Afaste-se agora da multidão da humanidade para poder controlar seu próprio destino. Lembre-se que o que os outros pensam dizem e fazem nunca influencia o que você pensa, diz e faz. Afaste-se da Multidão

Segundo Passo -  Viva cada dia num compartimento a prova de outros dias.

...Assim que acordar, encerre-se num compartimento a prova de outros dias, a fim de poder viver somente o dia presente e o trabalho que lhe for destinado. Ontem desapareceu para sempre, amanhã é apenas um sonho. Não permita que recordações dolorosas do passado ou preocupações inibidoras sobre o amanhã  perturbem seu raciocínio frustrando os esforços do dia. Livre de ambos os fardos, os ontens e os amanhãs, para poder avançar hoje rapidamente para a vida boa que você merece.Viva cada dia num compartimento a prova de outros dias.

Terceiro Passo - Corra a Milha Extra 

Corra a milha extra em todas as oportunidades que o dia de hoje lhe oferece e você estará seguindo o maior segredo para alcançar o sucesso que o homem conhece. O método infalível para tornar o dia de hoje um glorioso sucesso é trabalhar com mais empenho, mas tempo e mais intensamente do que possam esperar de você. Preste sempre mais e melhores serviços do que é pago para fazer e em breve estará ganhando mais do que faz.  Corra a Milha Exra !


Quarto Passo -  Busque a semente do bem em cada adversidade

Entenda que quase todas as adversidades que possam se abater sobre você hoje, geralmente trazem um benefício equivalente ou maior se você tiver coragem de ver. Medite toda vez que sofrer um revés e pergunte a si mesmo qual o bem que é possível extrair do seu infortúnio. Os  pratos da balança da vida sempre volta ao ponto de equilíbrio e se Deus fecha uma porta, outra lhe será aberta.  Busque a semente do bem em cada adversidade


Quinto Passo - Nuca negligencie as pequenas coisas. 

Uma das grandes diferenças entre o fracasso e o sucesso é que a pessoa bem sucedida se ocupará com detalhes que o fracasso evita. O trabalho feito as pressas, desatenção às minúcias, tudo isso pode por fim redundar em sérios prejuízos para sua carreira. Lembre-se constantemente de que, por menor que seja a tarefa, se ela faz parte do seu trabalho, então é importante. A história ainda nos recorda que antigas batalhas foram perdidas por faltar um cravo de ferradura. Nuca negligencie as pequenas coisas.

Sexto Passo - Nunca se esconda atrás de trabalho inexistente 

É preciso a mesma energia para fracassar do que para ser bem sucedido. Você tem de se precaver constantemente contra a armadilha de cair na rotina de se entregar a tarefas sem importância que lhe darão sempre uma desculpa para evitar ou declinar desafios maiores ou oportunidades que poderiam potencialmente mudar sua vida para melhor. Suas horas são o seu bem precioso. O dia de hoje é tudo o que você tem. Nunca perca um minuto. Nunca se esconda atrás de trabalho inexistente

Sétimo Passo - Nunca permita que ninguém bagunce o seu coreto 

Viva o dia de hoje sem permitir que minguem bagunce o seu coreto. As feridas causadas ao seu ego podem ser dolorosas e custarem a cicatrizar toda vez que alguém escarnece de você ou o critica. Ao começar a galgar os degraus da escada dourada do sucesso você encontrará constantemente os que tentarão pucha-lo para o nível deles. O mundo sempre foi assim e se você permitir que isso aconteça, o tranco que receberá finalmente fará com que você deixe de subir para evitar futuro sofrimento. Sorria sempre e siga em frente. A inveja é sinal da consciência da inferioridade dos outros. Nunca permita que ninguém bagunce o seu coreto





Pai Nosso e os Chakras

A oração do Pai Nosso é uma interessante sequência de afirmações e petições, que se inicia num nível vibratório de alta frequência, altamente mística e vai decrescendo até frequências mais baixas, puramente éticas.

A oração do Pai Nosso é como um caminho, porque passa a energia dentro de um transformador. O transformador, no caso, é o corpo humano, com seus diversos níveis de troca de energia.

As trocas de energia no corpo fazem-se através de plexos nervosos, com ritmos vibratórios distintos, que se distribuem pelo corpo em locais denominados “chacras”.
A energia divina é chamada, pela invocação de Deus. Entra pelo alto da cabeça, e vai sendo progressivamente transformada, a cada chacra que passa, até atingir o nível vibratório do chacra básico (genital), onde se encontra nossa materialidade.
Traz, desta forma, Deus até nós!

Vamos acompanhar, passo a passo, essa transmutação da energia divina, para que tenhamos uma compreensão da grandeza desta oração que Jesus nos deixou.

Chakra Coronário — Chamado da energia

Pai nosso que estás nos céus.
Esta primeira afirmação consiste na chamada da energia do Alto, na entrada desta energia pelo alto da cabeça, através do plexo coronário que, segundo os orientais, tem mil pétalas e gira com incrível velocidade.

Pai!
A prece se inicia com a chamada: — Pai! Esta simples afirmação, identificando Deus como Pai, é de um extraordinário alcance. Ao chamarmos Deus de Pai, estamos nos identificando como Seus Filhos.

Como Filhos, temos a potencialidade do Pai em nós. Nos identificamos com Deus em um nível energético extremamente elevado. Neste momento captamos a energia do alto!

Nosso
Quando dizemos “Nosso”, entendemo-nos como Irmãos de todos os seres. O Pai é nosso; não é só meu, porque somos todos Irmãos.

Esta conceituação amplia a anterior. A energia contida nesta afirmação – Pai Nosso! – é possível explicar, mas é impossível a um ser humano comum sentir esta afirmação com total percepção de amor. A emoção contida na total compreensão desta afirmação, seria de tal magnitude, que destruiria o sistema nervoso de um homem comum.
A grande mística, Santa Terezinha, não conseguia dizer a oração do Pai Nosso: quando iniciava a oração, perdia os sentidos. Santa Terezinha, nesse momento, tinha percepção e consciência desta energia de altíssima frequência. Frequência que o organismo humano não tem estrutura para suportar.

Que estais nos céus
Deus que está em toda parte, que impregna tudo, que É! Este é o conceito que Deus transmitiu a Moisés, quando este perguntou-lhe quem Ele era. A resposta foi:
- “Sou aquele que É!”
Nesta primeira afirmação da oração, temos a identificação de Deus, e a chamada do “Nome de Deus”. “Aquele que É”! Jafé! Jeová ! Iod-Hé-Vau-Hé! Nome que a boca humana não é capaz de pronunciar!

Explicar tais conceitos é possível; senti-los, entretanto, é totalmente impossível ao ser humano normal. Como se pode ver por este início, o que está escrito nos evangelhos transcende em muito a aparente simplicidade das palavras. A grandeza do Evangelho não está na letra morta, mas no espirito de quem o lê. O Evangelho é vivo!

Chakra Frontal
Santificado seja o vosso nome.

Entender esta petição, temos que antes entender o que quer dizer “santificado”.
Santificado – “Que seja considerado Santo”. Santo envolve o conceito de perfeição e de universalidade.

Nome – O nome não é como imaginamos, uma palavra que designa alguma coisa.
Nome é a vocalização ou a materialização de um ser ou objeto. O Nome de Deus é impronunciável!

Segundo os judeus, esse Nome só era pronunciado em determinado dia, no âmago do Santuário do Templo, pelo Supremo Sacerdote. O nome é a excelência do ser ou do objeto.

O Nome de Deus é a essência de Deus – é o próprio Deus!

Nesta petição mística, pedimos que Deus seja aceito por tudo e por todos, como a perfeita harmonia universal (Santo). Como sendo “Aquele que É”! Que Deus seja a harmonia total, e que tudo e todos sejam o seu reino!

Aqui está expresso o conceito maior da unidade. Tudo e todos são Um! Este conceito não pode ser percebido pelos nossos sentidos.

Com esta petição mobilizamos a energia pela passagem no Chacra Frontal. A energia transformada, neste ponto, já permite uma certa compreensão, que muito se aproxima de uma inspiração, e que pode ser percebida através da região frontal ou do “terceiro olho”.

Chakra Laríngeo
Venha a nós o vosso reino

Na petição anterior pudemos ter uma pequena inspiração do que seja o “Reino de Deus”. Nesta segunda petição mística, pedimos que este “reino”, esta harmonia de todos e de tudo, venha a até nós. O reino de Deus manifesta-se através do Verbo! “No inicio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1, 1).
O Verbo, o Logos, o Cristo, se manifestam pela palavra. Através da palavra é que podemos materializar a energia que vem de outros níveis.
Sabe-se hoje que o som é a energia vibratória que mais próximo se encontra da matéria. Com facilidade materializamos um som, fazendo vibrar a limalha de ferro em uma placa, formando figuras.

O som e o Verbo manifestam-se através do Chacra Laríngeo, onde encontra-se nossa capacidade de expressão pela palavra. O modo do Reino vir até nós é através do nosso Chacra Laríngeo. A conceituação expressa nesta terceira afirmativa movimenta o Chacra Laríngeo, pela passagem da energia divina por ele.
Na simbologia da Torre de Babel, podemos observar que a perda do reino (harmonia entre os homens), deu-se pela perda da possibilidade de expressão pelo homem. A perdição do homem foi pela perda da palavra, em consequência de sua presunção. Notamos que, a cada descida da energia divina, fica-nos mais acessível o entendimento.

Chakra Cardíaco
Seja feita vossa vontade assim na terra como nos céus.

Claro que a vontade de Deus se fará sempre em todos os lugares! Independendo da nossa vontade e das nossas rogativas. Nossa vontade não é oriunda da mente racional, como muito pretensiosamente julgamos. A vontade é um impulso que parte de dentro do coração, que a mente transforma e adapta às suas necessidades.
Vemos no Evangelho que muitas vezes Jesus afirma este conceito – “Porque pensais assim em vossos corações”.

Que nossos corações aceitem e entendam a “Vontade de Deus”! Esta é a síntese da quarta petição.

Neste ponto a energia é transformada pela passagem pelo plexo do Chacra Cardíaco.
A petição é de que nosso coração tenha o entendimento desta Vontade. Que esta vontade seja aceita tanto em cima como embaixo (na terra como nos céus). A afirmação adquire aqui uma conotação interessante. O Chacra Cardíaco é o chacra que fica no meio do corpo. A figura de céu e terra, colocada neste ponto da oração, é de uma clareza e de uma beleza poéticas.
Podemos ver que a cada descida da energia, fica mais compreensível o entendimento e mais clara a correlação com os plexos energéticos (chacras) do corpo humano.
Neste ponto encerram-se as 3 petições que são de conteúdos místicos, passando-se às 4 seguintes que são de conteúdo ético.

Chakra Umbilical
O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.

As petições éticas são de mais fácil entendimento. A energia já se encontra em níveis vibratórios próximos à nossa consciência. De uma forma poética, o pão está representando todas as nossas necessidades de sobrevivência neste mundo. Difícil achar forma mais clara de expressar tal abrangência.

“O pão nosso de cada dia dai-nos hoje” – não o pão do dia de amanhã: somente o de cada dia, a seu tempo. Esta petição envolve não só a satisfação de nossas necessidades materiais, como também as psicológicas, pedindo que tenhamos confiança e fé de que o pão de amanhã será servido a seu tempo. Que não tenhamos ambição e ganância para acumular tesouros terrenos, que as traças e a ferrugem destroem.
A primeira petição ética é claramente a ativação do Plexo Solar, Umbilical ou do Estômago, que é representado pelo Chacra Umbilical.

Chakra Esplênico
Perdoa as nossas dividas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.

Esta petição, que de inicio parece mística, é uma forte petição ética, como vamos ver a seguir. Nas nossas dívidas estão as nossas culpas. Quando temos culpa, ficamos vinculados a essa culpa de uma maneira quase     física.
A culpa nos prende pela emoção. A emoção é diferente do sentimento;  é acompanhada de manifestações físicas (calafrios, rubores, suores, arrepios). As emoções são percebidas através do abdome. Os vínculos obsessivos com entidades espirituais fazem-se através do Plexo Esplênico.

Como é possível perdoar nossas culpas? Seria injusto Deus perdoar uns e não perdoar outros. Não é Deus que perdoa nossas culpas, somos nós mesmos! Perdoamos na medida em que nos tornamos capazes de perdoar os nossos devedores. Quando conseguimos perdoar nossos devedores, desfazemos esse vínculo esplênico da culpa. Perdoar os nossos devedores não é uma atitude mística e sim ética.
Perdoar, ou não, os nossos devedores, é mais importante para nós do que para o devedor. Perdoar é uma atitude lógica, racional e do interesse de cada um. Na medida em que perdoamos é que somos perdoados. Por mais que sejamos perdoado, só estaremos perdoados, quando nós mesmo nos perdoarmos! Esta segunda petição ética é colocada de uma forma impressionante sobre o Plexo Esplênico, orientando a forma com que a energia tramita por este chacra.

Chakra Sacro
Não nos deixeis cair em tentação.

Esta petição tem características muito interessantes. Não se pede aqui para que não existam tentações. Também não se pede que não sejamos submetidos às tentações. Que existam! Que sejamos tentados!
Que tenhamos força para não cairmos nelas!
Não podemos evitar as tentações da matéria, porque vivemos nela. Viver na matéria é a principal finalidade de nossa existência neste “eon”. Não podemos pedir que nos liberte do mundo!
Pedimos que não fiquemos presos às tentações do mundo. Que saibamos viver no mundo sem ficarmos presos às coisas terrenas.

Com esta terceira petição ética chegamos com a energia divina até nossa materialidade terrena.

Nossos plexos Sacro e Genital (básico) são a parte do nosso corpo que nos põe em contato com o mundo material. Neste ponto, temos mais uma interessante colocação desta prece, quando separa o chacra sacro do chacra básico. Há entre os estudiosos dos chacras aqueles que os consideram como um único chacra. Provavelmente com a intenção de que o número dos chacras sejam sete.

Na prece, os chacras sacro e básico aparecem separados de uma forma bastante sutil, o que dá margem a interpretar os chacras como sete ou oito. A ultima petição pode parecer incluída nesta.

Chakra Básico
Livrai-nos do mal.

Esta ultima petição ética é de difícil interpretação. Ficou claro na petição anterior, que a tentação não é o mal.
O que seria este mal? Poder-se-ia entender o mal como sendo o caminho da satisfação dos sentidos, o mergulho do homem na sua materialidade. Sendo este caminho uma opção de fé e de vida. Alegam alguns magos negros que esta seria um opção divina. Já foi o próprio Deus que nos colocou os sentidos e nos proporcionou o prazer em satisfazê-los.
A doutrina de Jesus é clara em mostrar que é mesmo necessário que tenhamos nossos sentidos satisfeitos, até o momento em que tenhamos chegado ao fim do poço da jornada da satisfação destes sentidos, para então reiniciarmos o caminho de volta a Deus, como bem está demonstrado na parábola do Filho Pródigo.

O homem é sem duvida muito mais que a sua materialidade. A plena satisfação da materialidade não conduz o homem à felicidade. Este fato está sendo demonstrado de modo prático e claro, neste fim de ciclo pelo qual estamos passando. O homem vem tendo todas as suas necessidades satisfeitas pelo progresso da ciência e da tecnologia, sem que isto o torne mais feliz. Esta interpretação não faz sentido, não só nesta prece, como também não se sustenta por si mesma.

O verdadeiro mal também não consiste em se ser mau. A grande maioria dos que são maus, o são por defesa, por medo, ou por ignorância. “Deus faz nascer o sol todas as manhãs igualmente para os bons e para os maus”. Não se pode aceitar que exista um mal organizado, que se contraponha ao bem e à harmonia de Deus. Desta forma, estaríamos aceitando um Deus que não seria onipotente. Não há dualidade entre bem e mal. Fazer o mal gera uma reação externa, que se volta contra o próprio homem, criando agressões dos outros homens ou do meio.

Quanto mais adiantado o homem, fazer o mal gera uma desarmonia interna que o faz sofrer. O homem está no mundo para evoluir e crescer, na compreensão deste ciclo evolutivo. Sendo mau, vai de alguma forma movimentar forças que se voltarão contra ele, não com o intuito de puni-lo, mas de educá-lo na compreensão deste ciclo evolutivo. Desta forma, vemos que ser mau não é o verdadeiro mal.
Estas observações levam-nos a admitir que o verdadeiro mal está na inércia do homem.
O mal está em ser morno, não ser frio nem quente. O mal está em não usar os “talentos” com que fomos brindados. O mal está em ficar parado! – Conforme foi dito pelo próprio Jesus.

Com esta ultima petição, se encerra esta maravilhosa oração.
A energia divina foi trazida até nós, rebaixada gradualmente através dos nossos vórtices de energia (chacras), vindo finalmente nos dar um impulso de vida. Impulso para que sigamos adiante!

Para que andemos!
Para que vivamos!

Por que vivendo, bem ou mal, certo ou errado, inevitavelmente estaremos cumprindo a Vontade de Deus que está em nós!


Amém!
       




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O fruto da vida

Acreditamos que Deus é todo poder, todo amor, toda verdade, toda justiça e toda harmonia, não é mesmo. Queremos manifestar sua grandio...